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COP 23: no calor dos acontecimentos
A 23ª Conferência do Clima (COP 23), que ora se realiza em Bonn, na Alemanha, tinha tudo para ser morna, mas vai acontecer em meio ao calor dos acontecimentos, já que às vésperas de sua abertura caiu uma pauta-bomba no colo dos líderes mundiais: um relatório da ONU que conclui que mesmo se os 195 países signatários do Acordo de Paris zerarem as suas metas, só será feito um terço do necessário para combater as mudanças climáticas.
Eucalipto é como gasolina
A árvore de origem australiana cobre 30% de toda a área florestal portuguesa e serviu de combustível para o incêndio que destruiu a região de Pedrógão Grande. O Brasil hoje é o quarto maior produtor mundial de eucalipto, de onde se tira o papel, e quer ser o segundo.
Vai ventar emprego
O vento não gera apenas energia elétrica, mas também postos de trabalho. Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica...
PL do Veneno: votação a jato
A próxima reunião de comissão especial da Câmara que analisa o PL do Veneno já foi marcada para segunda (25). Enquanto isso, há 5 anos a Syngenta e a Aerotex pulverizaram pesticida sobre uma escola em Goiás, contaminando 92 pessoas, e até hoje não foram punidas.
Amazonas acorrentado
Hoje, há 140 barragens hidrelétricas em funcionamento ou em construção no rio e mais 428 estão planejadas. São cerca de 500 intervenções artificiais que impactariam também os seus afluentes.
Acordo de Paris não garante 2°C
Estamos devendo muito ao planeta e se não resolvermos isso logo, a dívida vai ficar impagável. Segundo a ONU, as metas do Acordo de Paris são insuficientes para manter o aumento da temperatura média global em 2°C. Com a tecnologia que temos hoje, seria possível frear esse avanço até 2030. O problema é que teríamos que começar para valer em dois anos.
Rio Doce: doente crônico
O diagnóstico foi dado ontem, por cientistas de três universidades brasileiras: o Rio Doce sofre de um mal crônico e precisa de medicamentos de uso contínuo. Caso não se trate o paciente, a lama tóxica que corre em seu leito também afetará gravemente a saúde do banco de Abrolhos, a maior formação de recifes de coral do Atlântico Sul.
Pedaladas à milanesa
Quem pedala em Milão agora vai lucrar em dobro: em saúde e em euros. A prefeitura da cidade, que é a mais poluída da Europa, vai pagar para quem for trabalhar de bicicleta.
Fazenda modelo
É possível cultivar lavoura na cidade grande. Nova York está ganhando sua primeira fazenda urbana. É um conceito que a gente espera que tenha vindo para ficar.
Não se vive sem comida, mas também não se vive sem água
Não se vive sem comida, mas também não se vive sem água e nem se produz comida sem água. Segundo um relatório que a FAO acabou de divulgar, a agropecuária é a atividade primária que mais contamina os recursos hídricos do planeta. Logo, estamos numa sinuca de bico e precisamos sair dela.
Declaração de Oslo dos participantes da Iniciativa Ecumênica para as Florestas Tropicais
As florestas tropicais da Terra são uma dádiva insubstituível. As florestas sustentam a biodiversidade ilimitada, um clima...
Mulheres na linha de frente
As mudanças climáticas afetam principalmente as mulheres e elas não estão de braços cruzados!
Calor de matar
Calor de matar não é só força de expressão. Segundo um estudo do periódico Nature Climate Change, ondas de calor como a que ora castigam a Europa, ficarão ainda mais fortes e se vão atingir quase metade da humanidade (48%) até o fim do século.
Mudanças climáticas fazem mal à saúde
Não é só mais a gripe que a gente pega quando vira o tempo: as mudanças climáticas estão, definitivamente, afetando a nossa saúde. Segundo um estudo internacional publicado hoje na revista médica The Lancet, elas podem levar a medicina a regredir 50 anos. E o relatório, assinado por 24 instituições, diz ainda que os efeitos podem ser permanentes.
Só vetar não basta
As Medidas Provisória 756 e 758 reduziriam o nível de proteção de quase 600 mil hectares de unidades de conservação (UCs). A...
A ONU de olho nos direitos indígenas
Victoria Tauli-Corpuz, relatora especial das Nações Unidas sobre os direitos dos povos indígenas, chega ao Brasil para saber se nossos índios estão sendo tratados com respeito e dignidade.
Jardins suspensos urbanos
A Cidade do México é uma das mais poluídas e cinzas do mundo, mas está ganhando uma corzinha. A capital mexicana ganhou 60 mil metros quadrados de jardins, plantados nas pilastras de um viaduto.
Nossas riquezas estão virando cinzas
O Brasil é um trator a carvão que anda para trás. A China se tornou o maior poluidor do planeta, mas em compensação, também virou a maior economia do mundo. Nós conseguimos a façanha de poluir mais, sem crescimento econômico. Inventamos mais uma jabuticaba: o não-desenvolvimento insustentável. Ou seja: estão transformando nossas riquezas em cinzas.
Brasil real salva a pátria na Noruega
Enquanto o Brasil oficial fica mal na foto na Noruega, o Brasil real salva a pátria. As ações do governo podem levar o país a perder o dinheiro norueguês do Fundo Amazônia, que financia o combate ao desmatamento. Ao mesmo tempo, lideranças indígenas como Sonia Bone Guajajara (foto), têm voz ativa da Iniciativa Ecumênica de Oslo para as Florestas Tropicais.
O futuro a ser evitado
Pesquisadores brasileiros divulgaram um estudo que aponta consequências catastróficas caso a temperatura no país suba mais 4ºC em média.
Brasil precisa reduzir desmatamento em 43%
Para não ficar com o nome sujo na praça, o Brasil precisa reduzir o desmatamento em 43% até 2020 – ou seja, em dois anos. O país assumiu em 2009 um compromisso com a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima e é preciso ser muito otimista para acreditar que irá cumpri-lo.
Refugiados do clima e do descaso
Hoje é o Dia Mundial do Refugiado, dia para a gente se lembrar que atualmente as mudanças climáticas estão entre as maiores responsáveis pelos fluxos migratórios. Em 2014, calcula-se que houve 19,3 milhões de refugiados climáticos no mundo, conforme o último relatório do Centro de Monitoramento de Deslocados Internos. Já o Alto Comissariado da ONU para Refugiados estima que serão aproximadamente 250 milhões até o fim do século.
O vento contra as mudanças climáticas
Mudanças climáticas se combatem com atitudes e não com palavras ao vento. Nossos vizinhos uruguaios estão mostrando como se faz: no mês passado, a energia eólica se tornou a principal geradora de eletricidade local.
Céu de carbono
O planeta azul está cinza como nunca. Em 2016, a concentração mundial de dióxido de carbono (CO2) atingiu o mais alto nível dos últimos 800 mil anos. O aumento nas últimas sete décadas não tem precedentes na História da Humanidade. Os dados foram divulgados ontem pela World Meteorological Organization, e certamente vão influenciar a próxima Conferência do Clima (COP-23), em novembro, na Alemanha.
Veto não garante proteção de floresta
As Medidas Provisórias 756 e 758 reduzem o nível de proteção de quase 600 mil hectares de unidades de conservação (UCs). Nos últimos dias, veio a público um vídeo onde o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, já anunciava que a Presidência vetaria a MP 756. O problema é que, de acordo com o ministro, será enviado um projeto de lei ao Congresso, em regime de urgência, propondo a transformação daqueles mesmos 480 mil hectares da Flona de Jamanxim em APA.
Atuando pelo planeta
O discurso de Leonardo DiCaprio na noite do Oscar talvez tenha sido o seu ato de maior impacto popular em defesa das causas ambientais, mas a militância do ator vem de longe, e também é feita de pequenos gestos.
Reduzir o desmatamento rende bilhões
A partir de 2020, quando o Acordo de Paris entrar em prática, o Brasil poderá usar suas florestas como commodities, ou seja, matéria prima. Mas para isso precisamos ter florestas de pé. Assim, cumprimos nossas metas no Acordo e ainda lucramos.
Amazônia em perigo!
O governo do Peru decretou estado de emergência em 16 comunidades da Amazônia devido a vazamentos de petróleo na região de Loreto, no Nordeste do país.
Eco 92: 25 anos sem eco
Mesmo depois dos 25 anos da Eco 92, a sociedade civil continua não tendo voz ativa no que diz respeito ao meio ambiente. Desde a conferência da ONU no Rio de Janeiro, 30 grupos de trabalhos, conselhos, comissões e comitês foram criados para debater os compromissos ambientais da Eco, mas nenhum foi consultado durante a Conferência do Clima de Paris em 2015.
Dias de luta
O 15º Acampamento Terra Livre entrou para a história de resistência dos povos indígenas brasileiros. E em dose dupla. Além de ter sido a maior edição do evento, com cerca de 4,5 mil representantes de todas as regiões do país, nela foi tomada uma resolução que já pode ser considerada um marco: a de articular a eleição uma bancada no própria no Congresso Nacional.




























