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Feio Monte

Feio Monte

Praticamente concluída, a usina de Belo Monte só tem beleza no nome. A hidrelétrica é um monstrengo, em vários sentidos. Muita coisa feia foi feita também para que ela fosse construída, enquanto boa parte das obras prometidas para reduzir impactos sociais e ambientais causados por ela na região ainda estão no papel – ou saíram de qualquer jeito, como escolas sem professores e alunos, redes de saneamento básico que não funcionam. Uma empreitada movida a propina.

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O Limpa-folha só existe na foto

O Limpa-folha só existe na foto

Nunca mais ouviremos o canto do Limpa-folha do Nordeste; vê-lo, só em fotos como esta. Assim como seu conterrâneo Gritador do Nordeste ele foi extinto por causa de destruição de seu habitat natural pelo agronegócio. Em menos de 30 anos, a floresta na área de Murici, em Alagoas, foi reduzida de 70 km² para 30 km².

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Quilombo é História

Quilombo é História

No último dia 11, a região onde ficava Palmares recebeu o título de Patrimônio Cultural do Mercosul. Por isso, este 20 de novembro, Dia de Zumbi e da Consciência Negra, poderia ser motivo exclusivamente de celebração. Mas a luta quilombola passa por um momento delicado, com uma nova ameaça: o “marco temporal”.

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Sem senso de orientação

Sem senso de orientação

Os peixes estão nadando na maionese. E a causa é a exploração de petróleo nos oceanos. Como a cirurgiã-patela Dory do desenho animado, espécies que vivem em corais estão perdendo o seu senso de orientação.

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Coletivo quilombo

Coletivo quilombo

Se para o indígena a terra é a sua própria existência, para o quilombola, significa liberdade. Assinada em 13 de maio de 1888, pela Princesa Isabel, a Lei Áurea está fazendo 130 anos. É uma data a ser lembrada para que crimes como a escravatura jamais se repitam; mas para os descendentes dos primeiros quilombolas é somente uma vitória a mais em sua longa história. Seus antepassados já haviam conquistado a liberdade.

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Em clima de forno de microondas

Em clima de forno de microondas

Maio e junho em clima de forno de microondas. Segundo o último relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU para o clima, recordes de temperatura foram batidos na Europa, no Oriente Médio, no norte da África e nos Estados Unidos.

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Legado olímpico esgoto abaixo

Legado olímpico esgoto abaixo

Está virando pesadelo o sonho do carioca de ganhar uma cidade mais limpa em troca de o Rio de Janeiro sediar a Olimpíada deste ano. Depois de a gente ficar sabendo que a Baía de Guanabara só estará despoluída em 2030, a má notícia agora é que a prefeitura abandonou o projeto de recuperação de rios da bacia de Jacarepaguá.

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O tempo está se esgotando

O tempo está se esgotando

O clima do planeta entrou em parafuso e, se nada for feito, a espécie humana terá que se acostumar a viver num planeta bem diferente – isso se sobreviver, é claro. Caso as emissões de gases de efeito estufa continuem aumentando, entre 2030 e 2049 a média da temperatura global vai subir 1,5°C. Duas notícias recentes diretamente ligadas às mudanças climáticas são especialmente preocupantes: os ciclones estão ficando mais lentos e o degelo na Antártida, mais veloz.

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Munduruku em pé de paz

Munduruku em pé de paz

Desde ontem, quase duas centenas de Munduruku ocupam o canteiro de obras da Hidrelétrica São Manoel, no Rio Teles Pires. E fazem isso nos dando lições: a manifestação foi planejada num encontro de mulheres e eles fazem questão de frisar seu o caráter pacífico.

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Patrimônio Mundial em risco

Patrimônio Mundial em risco

Vamos ficar olhando Machu Pichu sumir do mapa? Dos 241 sítios naturais considerados Patrimônio Mundial pela Unesco, 62 estão ameaçados pelas mudanças climáticas. Além da cidade inca encravada nos Andes peruanos, podem desaparecer também as geleiras do Monte Kilimanjaro, as Ilhas Galápagos e a Grande Barreira de Corais da Austrália. No Brasil, o Pantanal é o mais ameaçado.

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Um alvo pintado no peito

Um alvo pintado no peito

É como se cada ambientalista no Brasil tivesse um alvo pintado no peito. Pelo quinto ano consecutivo, é aqui onde mais se matam pessoas que defendem o meio ambiente no mundo, segundo o último relatório da ONG internacional Global Witness.

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Uma tragédia submarina

Uma tragédia submarina

Pesquisadores descobriram que a lama que se depositou no fundo do mar na foz do Rio Doce já alterou bastante o ecossistema local: nada menos do que 35 das 60 espécies de plânctons que viviam na área desapareceram.

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O Rio da Vida segue vivo

O Rio da Vida segue vivo

Mais uma vitória na luta para manter o Tapajós livre.
O Ministério Público Federal recomendou ao Ibama que cancele em definitivo o licenciamento para a construção da usina hidrelétrica de São Luiz. O reservatório da hidrelétrica alagaria três aldeias indígenas do povo Munduruku. Para a Funai, a obra é inconstitucional, pois a Constituição de 1988 proíbe a remoção de povos indígenas de suas terras.

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Hidrelétrica em floresta é um mau negócio

Hidrelétrica em floresta é um mau negócio

Hidrelétrica em floresta é um mau negócio em todos os sentidos; está dando prejuízo até para seus acionistas. O consórcio que administra a Usina de Santo Antônio tenta negociar uma dívida de quase R$ 1 bilhão. O risco de falência é alto. Se nem lucro está dando, em nome de que ainda apostamos num modelo de geração de energia do século 19?

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As duas caras do Brasil na COP23

As duas caras do Brasil na COP23

O Brasil tem duas caras: da boca para fora, o discurso é o de um país preocupado com a preservação do meio ambiente, com os direitos dos povos tradicionais e com o desenvolvimento sustentável. Na prática, porém, o Governo tem promovido sistematicamente retrocessos nessas áreas, ferindo, inclusive, a própria Constituição brasileira.

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Caça aos ambientalistas no Brasil

Caça aos ambientalistas no Brasil

Pelo quinto ano consecutivo, o Brasil é o país onde mais pessoas foram assassinadas no mundo em defesa do meio ambiente. Segundo o relatório divulgado ontem pela ONG internacional Global Witness, nunca se matou tantos ambientalistas como em 2016: foram 200 assassinatos, 49 deles aqui.

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Mercúrio em Terra Indígena

Mercúrio em Terra Indígena

Entre as várias denúncias feitas à relatora especial da ONU sobre direitos dos povos indígenas Victoria Tauli-Corpuz em sua recente visita ao Brasil, uma das mais graves certamente é a que trata da contaminação causada por mercúrio em índios Yanomami e Ye’kuana, no norte de Roraiama.

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Um Distrito Federal à deriva

Um Distrito Federal à deriva

Tem um iceberg do tamanho do Distrito Federal à deriva no oceano. Se ele derreter, vai tudo por água abaixo, pois o nível do mar pode subir 10cm; felizmente, a possibilidade de isso acontecer (ainda) é muito pequena.

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Hora de reajustar o termostato

Hora de reajustar o termostato

Vamos começar amenizando o clima: o levantamento anual do Global Carbon Project, divulgado na COP 23, mostra que o desenvolvimento sustentável é possível: 22 países, vêm conseguindo aliar crescimento econômico e redução de emissões de CO2. A má notícia é que, estável há três anos, o nível de CO₂ liberado na atmosfera está subindo. Ou seja: ou começamos a reajustar o termostato ou as metas o Acordo de Paris vão pelos ares.

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Extinção em massa

Extinção em massa

Estamos cada vez mais sós. Metade dos animais que um dia povoaram a Terra desapareceram. E a velocidade com que populações de espécies estão diminuindo pode levar à sexta extinção em massa. A perda do habitat natural é a principal causa. E a atividade humana, a maior agente.

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Mais respeito com os Munduruku

Mais respeito com os Munduruku

Imaginem se demolissem a Basílica do Santo Sepulcro ou o Muro das Lamentações ou removessem a Caaba para dar lugar a um condomínio ou passar uma estrada? Pois foi o que aconteceu com o lugar mais sagrado do povo Munduruku: o Salto de Sete Quedas foi inundado para a construção da Hidrelétrica de Teles Pires. Para os Munduruku, tinha sido ali que o universo havia se originado. E a usina não os afetou apenas espiritualmente.

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Mantenham o Tapajós vivo

Mantenham o Tapajós vivo

Há muitas formas de se matar um rio: o Doce morreu de uma vez só; a morte do Tapajós, como vem acontecendo com o Xingu, pode vir depois de uma lenta agonia. Com o apoio do Greenpeace, cem Munduruku foram até um trecho do Tapajós, considerado por eles sagrado, para mandar o seu recado para o mundo: “Barre a barragem. Mantenha o rio Tapajós vivo”.

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PL do Veneno vai para o segundo tempo

PL do Veneno vai para o segundo tempo

Acabou o primeiro tempo: o PL do Veneno vai à votação em Plenário. Os defensores do projeto que flexibiliza o uso de agrotóxicos no Brasil saíram na frente, mas ainda dá para virar o placar. Para isso, todos nós vamos ter que entrar em campo. Temos um reforço de peso: a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNaRA), uma iniciativa popular que tem como finalidade implantar medidas para reduzir gradualmente o uso de pesticidas no país.

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