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O buraco da mineração é mais embaixo

O buraco da mineração é mais embaixo

Quer que a gente desenhe o tamanho do estrago causado pela mineração a céu aberto e o que ganhamos em troca? Nesta foto do artista plástico Dillon Marsh, a esfera no centro representa todo o cobre retirado dessa cratera na mina Palabore, na África do Sul. E o buraco é só o dano visível, pois a atividade ainda libera substâncias tóxicas na terra, no ar e na água. Já pensaram numa tragédia de Mariana de proporções amazônicas?

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Ferrovia Paraense: a Belo Monte da vez

Ferrovia Paraense: a Belo Monte da vez

O governo segue passando como um trator por cima dos direitos dos povos tradicionais na Amazônia. Segundo lideranças quilombolas, o governo do estado do Pará está violando a convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, ao não realizar a consulta livre, prévia e informada sobre o projeto de construção da Ferrovia Paraense.

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Violência contra quilombolas não entra para as estatísticas

Violência contra quilombolas não entra para as estatísticas

De janeiro a agosto, 13 moradores de comunidades quilombolas foram assassinados no Brasil. Seis deles eram líderes envolvidos em conflitos de terra e a maioria dos casos foram registrados na Bahia. Mas a violência contra eles sequer entrou para as estatísticas. Os quilombolas reclamam da forma como tem sido conduzido os inquéritos, que apontam motivações variadas.

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A Amazônia chega ao Louvre

A Amazônia chega ao Louvre

O paraense Celso Lobo foi um dos 50 fotógrafos brasileiros que vão expor imagens do Brasil no famoso museu de Paris. A exposição Os Brasileiros Vistos Pelos Brasileiros entra em cartaz em outubro. E a Amazônia é a musa inspiradora de Lobo.

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Não adianta fazer dança da chuva

Não adianta fazer dança da chuva

Quer secar a maior bacia hidrográfica do mundo? Pergunte-nos como. Não tem erro: um estudo da Universidade de Connecticut, publicado recentemente na “Scientific Reports”, aponta que a mão humana pesou sobre a pior seca na Amazônia dos últimos 100 anos. Segundo a pesquisa, o desmatamento e o aquecimento provocado pela emissão de CO2 contribuíram decisivamente para a falta de chuvas na região.

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Esquadrilha do agrotóxico

Esquadrilha do agrotóxico

Ninguém segura a nossa esquadrilha de fumaça. O solo é fértil, mas combustível é farto, fornecido por uma generosa legislação sobre o uso de agrotóxicos e fertilizantes. O nível máximo de contaminação da água permitido no Brasil é 5 mil vezes maior do que o da União Europeia; no caso do feijão nosso de cada dia, a lei brasileira permite o uso de quantidades 400 vezes maiores. E dos 504 pesticidas e herbicidas de uso liberados no país, 30% são proibidos por lá. Como podemos nos defender desse ataque?

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A natureza vai sair ganhando

A natureza vai sair ganhando

A esperança é verde. Em outro julgamento do Supremo Tribunal Federal na quarta-feira passada (16), ao menos tivemos um indício de que a natureza vai sair ganhando. A ministra Cármem Lúcia votou pela inconstitucionalidade do uso de Medidas Provisórias para reduzir Unidades de Conservação. Ela é a relatora da ação.

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Desmatar o Cerrado é fogo

Desmatar o Cerrado é fogo

Estamos brincando com fogo – e pode não ter como apagar. O Cerrado é a nossa caixa d’água e o seu desmatamento emite o dobro de gases de efeito estufa do que a indústria nacional. O bioma está sendo queimado para abrir mais espaço para o gado e a lavoura.

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Indígenas e quilombolas seguem unidos

Indígenas e quilombolas seguem unidos

Vai continuar tudo junto e misturado, uma verdadeira cafuzada: indígenas e quilombolas seguem unidos em suas lutas para garantirem seus direitos. Os Pareci, os Nambikwára e os povos do Xingu conseguiram importantes vitórias no Supremo Tribunal Federal esta semana, mas ainda falta derrubar a ADI do DEM contra os quilombolas e dissipar de vez a ameaça do “marco temporal” que paira sobre os indígenas. Dois julgamentos importantes foram adiados, então segue a vigília!

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Brasil faz feio na Copa do Saneamento

Brasil faz feio na Copa do Saneamento

Se a Copa do Mundo fosse de saneamento básico, o Brasil cairia na próxima fase. O país perderia para o México de 68% a 71,5% de domicílios atendidos. Nesta competição, perderia para seleções que já se despediram, como Coreia do Sul (99,0%), Egito (79,5%), Austrália (87,0%) e Tunísia (83,5%).

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Carbono dá sede

Carbono dá sede

Um estudo publicado na revista Nature Climate Change revelou que o excesso de CO2 na atmosfera fez aumentar a demanda por água em lavouras que estão na base de nossa alimentação: soja, milho, arroz e trigo. Hoje, uma plantação de um hectare consome diariamente cerca de 5 mil litros de água a mais do que consumia diariamente em 1958.

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Um bilhão em dois anos

Um bilhão em dois anos

Um bilhão de exemplos. Este foi o número de árvores de árvores que os paquistaneses plantaram em dois anos. Só lhes restam 3% de suas florestas originais. O Paquistão é um dos países que mais devem sofrer com as mudanças climáticas na Ásia. Daí a necessidade de tomarem uma atitude.

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A PEC 65/2012 é um tsunami

A PEC 65/2012 é um tsunami

Se for aprovada, vai passar o rodo no meio ambiente. O desastre de Mariana pode se repetir mil vezes. Mas tem um jeito de pressionar para que ela não saia do papel. O Senado está fazendo uma consulta pública online, vamos todos votar contra!

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Os Guarani Kaiowá estão passando fome

Os Guarani Kaiowá estão passando fome

A conclusão é de um estudo da Rede de Informação e Ação pelo Direito a se Alimentar (Fian Brasil), e do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), feito em três comunidades indígenas. É assustador: 100% dos entrevistados sofrem, em algum grau, com a falta de acesso a alimentos em quantidade e qualidade adequadas.

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Hidrelétrica mata peixes

Hidrelétrica mata peixes

Assim que encheram o principal reservatório de Belo Monte, foram encontradas mais de 16 toneladas de peixes mortos no Rio Xingu. Isso foi em 2015; mas em janeiro deste ano, o Ibama determinou a paralisação das turbinas da hidrelétrica, depois de uma nova mortandade. Agora é a Usina de Colíder, no Teles Pires, que está sendo investigada pela polícia de Mato Grosso por peixecídio em massa.

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Só na Amazônia

Só na Amazônia

O pavãozinho do Pará só existe na Amazônia, a região com maior número de espécies endêmicas do mundo. O macaco-aranha-de-cara-branca, a anta, o gavião-real e a ariranha também. São 20 mil espécies de vegetais, oito mil delas endêmicas.  Essa biodiversidade é a nossa maior riqueza.

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Licença para desmatar

Licença para desmatar

É hora de ligar o alerta: a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou ontem, na maior encolha, a PEC 65/2012. Se aprovada em plenário e sancionada pela Presidência, ela vai passar como um trator sobre a atual legislação ambiental para obras públicas.

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Vamos ganhar de virada!

Vamos ganhar de virada!

O juiz apitou o fim do primeiro tempo e estamos atrás no placar. Mas no campo dos argumentos, o time do PL do Veneno perdeu feio; tanto que abusou da catimba, apresentando informações distorcidas, que não passariam num exame antidoping. O Projeto de Lei (PL) 6299/2002, que flexibiliza ainda mais o uso de agrotóxicos no Brasil, será levado à votação em Plenário – e aí é fim de jogo. Mas temos tudo para ganhar de virada.

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A violência é invisível contra os quilombolas

A violência é invisível contra os quilombolas

Diz-se que Zumbi dos Palmares tinha o dom da invisibilidade, o que o tornava virtualmente invencível no campo de batalha. A violência contra os seus descendentes também é invisível: de julho para cá, somente na Bahia, oito quilombolas foram assassinados. E não existem estatísticas oficiais. Assine a petição por seus direitos.

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O sol move os emergentes

O sol move os emergentes

Cada vez mais os países em desenvolvimento estão gerando eletricidade a partir do Sol. Segundo o estudo anual Climatescope, em 2016 produziu-se mais 34 gigawatts, em 71 nações emergentes – o que seria suficiente para abastecer o Peru ou a Nigéria.

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Marco Temporal não valeu nem mesmo ao caso Raposa Serra do Sol

Marco Temporal não valeu nem mesmo ao caso Raposa Serra do Sol

A história dos povos indígenas do Brasil não começou e 1988 e tampouco em 2012. Naquele ano, o STF julgou o caso da Raposa Serra do Sol e, pela primeira vez, veio à tona a tese do “marco temporal”. Entretanto, ele sequer valeu na demarcação daquela Terra Indígena. Por este e vários outros motivos o “marco temporal” é inconstitucional. Isso certamente será levado em conta nos julgamentos do Supremo.

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