janeiro 2017 | Alternativas Energéticas
O Waka Waka é um carregador de celulares movido a energia solar, uma lanterna e uma ferramenta de solidariedade.
Não se compra Waka Wakas por unidade, mas aos pares: um fica com o comprador e o outro é dado a pessoas necessitadas em Mali, Filipinas, Haiti, Síria, Libéria e Indonésia.
Enquanto você carrega o seu celular com energia limpa, o par estará ajudando uma criança haitiana a estudar no escuro ou a uma família de refugiados sírios a manter contato à distância.
Waka wakas nos dá a oportunidade de começar 2017 praticando uma boa ação.
Saiba como: https://waka-waka.com
setembro 2018 | Agronegócio
Em Santa Maria se faz, em Santa Maria se paga. A Justiça Federal do Rio Grande do Sul condenou a União a pagar indenização a famílias da cidade gaúcha, por uso irregular de agrotóxicos.
O delito aconteceu numa área que pertence à Aeronáutica e foi arrendada para o cultivo de soja. A vitória dos santa-marienses do bairro de Camobi pode abrir um importante precedente. Brincar com a saúde alheia pode custar caro.
Via Ministério Público Federal
Foto: Diário RS
Saiba mais
dezembro 2016 | Alternativas Energéticas
A França acaba de inaugurar a primeira estrada solar do mundo. Pavimentado com painéis solares, o trecho de um quilômetro de rodovia em Tourouvre fornecerá energia para a iluminação pública da pequena cidade de 5 mil habitantes na região da Normandia.
Mas ambientalistas criticam o alto custo da inovação, cujo preço por quilowatt chega a 17 euros, enquanto placas fotovoltaicas em telhados caseiros exigem apenas 1,3 euro por quilowatt.
Entre críticas e elogios, o importante é avançarmos cada vez mais na tecnologia das fontes renováveis.
Via: DW (Brasil)
Foto: Colas / Reprodução
Saiba mais: https://www.dw.com/pt-br/fran%C3%A7a-inaugura-primeira-estrada-solar-do-mundo/a-36882971
setembro 2018 | Alternativas Energéticas
Tem candidato mais desinformado do que muito eleitor, fazendo promessa que não poderá cumprir – ou, quem sabe, se fazendo de desentendido. O alvo, não raras vezes, são as Terras Indígenas (TIs), as áreas mais preservadas do país e, justamente por isso, as mais cobiçadas. Quando se trata desse assunto, o político exibe todo o seu desconhecimento sobre como funcionam nossas instituições, e direitos e deveres constitucionais – ou está simplesmente querendo se aproveitar da boa-fé do eleitorado. Quando um candidato a cargo eletivo diz que as TIs podem se tornar autônomas, como países independentes dentro do Brasil, está se esquecendo – ou fingindo que se esqueceu – de que elas são bens da União, como está escrito no artigo 20 da Constituição de 1988, e que não podem ser vendidas ou cedidas, conforme o 231.
O pior é que este tipo de declaração estapafúrdia nem sempre é ato falho: às vezes está servindo de cortina de fumaça para disfarçar intenções pouco nacionalistas. Se alguém quer internacionalizar a Amazônia não são os povos indígenas, mas os seus maiores adversários, os ruralistas. Quer saber como? Por exemplo: o Projeto de Lei 4059/12 autoriza a “aquisição de áreas rurais e suas utilizações por pessoas físicas e jurídicas estrangeiras”. Siga a linha pontilhada que a gente explica como esta e outras distrações estão sendo usadas como boi de piranha para abrir passagem para um rebanho de retrocessos, que tem como objetivo a expansão de um negócio que só é lucrativo para poucos.
O PL 4059 foi embalado pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; mas a turma do agronegócio também investe em outras frentes, com o mesmo objetivo, como a implantação da Lei 13.178/15, que legaliza a titulação privada de terras públicas em regiões de fronteiras – onde, não por acaso, se concentram boa parte das TIs. Outra história para boi dormir: o Parecer 001/2017, da Advocacia-Geral da União (AGU), que estabelece a tese do “marco temporal” como regra para demarcação de TIs. Segundo ela, só teriam direito à terra os povos que estivessem de posse dela na data da promulgação da Constituição, 5 de outubro de 1988. O precedente seria o caso da TI Raposa Serra do Sol, por constar nos autos daquele processo. Quiseram dar uma de João-sem-braço, já que o “marco temporal” sequer foi usado naquela ocasião. Na área demarcada em Roraima, existiam terras ocupadas por não indígenas desde o início do século passado, como a Fazenda Guanabara, cuja posse datava de 1918 e foi anulada.
Graças ao Censo Agropecuário 2017, do IBGE, também caiu por terra a ideia de que tem chão demais para indígena de menos. E que isso estaria atrapalhando a expansão do agronegócio. Enquanto os povos indígenas ocupam cerca de 13% do território nacional, as propriedades rurais abrangem 41%. E em 11 anos, a área destinada à agropecuária cresceu 16,5 milhões de hectares, o tamanho do estado do Acre. Cresceu também a concentração de terras: eram 5,17 milhões de propriedades em 2006 e em 2017 o número foi reduzido para 5,07 milhões – ou seja, 100 mil proprietários a menos. Além disso, apenas 2 mil latifúndios ocupam uma área maior do que 4 milhões de pequenas e médias propriedades rurais. O censo indica ainda que 1,5 milhão de pessoas deixaram o campo no período. Muita gente foi obrigada a vender sua terrinha para os grandes latifundiários, que muitas vezes são meros representantes de grandes corporações estrangeiras – como Bayer/Monsanto, Cargill, John Deere, Syngenta, Bunge, New Holland e Louis Dreyfus Company, entre outras.
Essa concentração não se dá à toa: o novo ouro verde do agronegócio é a soja e o seu cultivo exige grandes áreas para ser lucrativo. A área ocupada por essa monocultura pulou de 1,2 milhões de hectares em 1991 para 6,2 milhões em 2010 e para 9,4 milhões em 2016. O Brasil exporta quase 80% de sua produção para a China. É este interesse que está no fim da linha pontilhada.
Saiba mais:
Nota da Mobilização Nacional Indígena (MNI) contra o Parecer 001/2017, da AGU
Ameaça de desnacionalização
Leia voto de Barroso sobre caso Raposa Serra do Sol
O lado nada pop do agronegócio
A rainha da selva: soja destrói a Amazônia e “chantageia o país”
As 10 mentiras mais contadas sobre os indígenas
dezembro 2016 | Mudanças Climáticas
A escassez de água pode ser uma fonte de conflitos.
Uma seca sem precedentes no norte da Síria contribuiu para a eclosão em 2011 do trágico conflito no país.
Até 2050, cerca de 1,8 bilhão de pessoas no mundo poderiam viver em áreas com água subterrânea totalmente ou quase esgotados.
Trabalhar para mitigar as mudanças climáticas é trabalhar para a paz.
Via: G1 e Observatório do Clima (vídeo)
Foto: Ceiri
Saiba mais: https://g1.globo.com/natureza/noticia/estudo-alerta-que-recursos-hidricos-podem-se-esgotar-em-2050.ghtml
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