janeiro 2017 | Belo Monte, Direitos indígenas, Mudanças Climáticas, Tapajós
Uma Gota no Oceano saúda a Imperatriz Leopoldinense pelo enredo “Xingu – O clamor da floresta” e pede passagem para a ala Mexeu com o Índio, Mexeu com o Clima neste Carnaval.
Terra Indígena é sinônimo de floresta preservada, que é sinônimo de clima estável, que faz da agricultura um negócio produtivo.
Harmonia nota 10: não há inimizade entre as escolas de samba porque a Avenida é de todas e o espetáculo só é bonito por que cada uma delas tem algo diferente a oferecer. Vamos levar essa harmonia da passarela do samba para o campo?
Aprenda a cantar o samba da Imperatriz: https://www.youtube.com/watch?v=Jz-jFZnWXs0
janeiro 2017 | Mudanças Climáticas
Poucas horas depois da posse de Donald Trump como presidente dos EUA, todas as referências às mudanças climáticas foram retiradas do site da Casa Branca.
Agora, o portal informa que o governo se compromete a eliminar políticas “desnecessárias, como o Plano de Ação Climática”.
É uma primeira e preocupante resposta às dúvidas sobre a postura de Trump diante de esforços globais para cortar emissões de carbono. Será que as próximas serão diferentes?
Via: G1
Foto: Mark Wilson / Getty Images
Saiba mais: https://g1.globo.com/natureza/noticia/governo-trump-esta-comprometido-em-eliminar-plano-climatico-de-obama-diz-casa-branca.ghtml
setembro 2018 | Amazônia, Campanhas, Desmatamento, Direitos indígenas, Mudanças Climáticas
Uma Gota no Oceano, em parceria com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), levou a campanha “Em nome de quê?” ao Global Climate Action Summit. Realizado de 12 a 14 de setembro em São Francisco, na Califórnia, o evento antecipa a COP 24, que acontece em dezembro em Katowice, na Polônia.
O painel “Em nome de quê?” foi realizado no dia 14, na Esquina Comunitária, que faz parte da programação paralela oficial da Global Climate Action Summit. Nele, lideranças indígenas, debateram os resultados do relatório “Cumplicidade na destruição: como os consumidores do Norte sustentam o assalto à Amazônia Brasileira e seus povos”, produzido pela ONG internacional Amazon Watch.
O estudo mostra a relação de políticos da bancada ruralista com as grandes multinacionais e como essas empresas, mesmo que indiretamente, contribuem para destruição da Amazônia. “A ordem para o tiro que mata o indígena e mancha a terra de sangue também parte das grandes corporações e do Congresso Nacional brasileiro”, disse Dinamam Tuxá, coordenador executivo da Apib, durante o painel. O relatório identifica os principais agentes da destruição da Floresta Amazônica e as consequências sobre os povos tradicionais que nela habitam.
Além disso, apresenta os nomes de seis deputados ruralistas, de diferentes estados (Mato Grosso, São Paulo, Amapá, Pará e Paraná) que são os principais fornecedores dessas multinacionais, de diferentes commodities – soja, milho, algodão, laranja, eucalipto, trigo, frango e dendê. Todos apresentam um histórico de corrupção e são acusados de favorecerem crimes ambientais, sociais e econômicos relacionados à Amazônia Brasileira. Sendo que cinco desses deputados são candidatos à reeleição.
Entre eles estão os deputados federais Nelson Marquezelli, produtor de laranja que vende parte de sua colheita à Cutrale, uma das maiores fornecedoras de suco de laranja para a Coca-Cola e a Schweppes; e Adilton Sachetti, produtor de algodão, milho e soja, defensor da PEC 215, que ameaça a demarcação de Terras Indígenas – áreas que ruralistas historicamente lutam para transformar em fazendas. De acordo com o relatório, o deputado vende sua soja para a empresa do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, a Amaggi. O ministro está entre os maiores produtores e exportadores de soja do planeta.
O objetivo foi deixar claro para o consumidor do Hemifério Norte, a parte mais rica do planeta, que quando eles consomem determinados produtos estão contribuindo indiretamente para a destruição da floresta e invasões em áreas protegidas e Terras Indígenas: “É preciso que o mundo, especialmente os povos do norte, da Europa e dos EUA, tenham essa consciência: de que o suco que você bebe, a bota que você calça, o chocolate que você come, o açúcar que você consome, a soja que você consome, o bife que você come estão sendo produzidos em Terras Indígenas”, disse Eloy Terena, assessor jurídico da Apib.
Baixe (PDF em inglês) o relatório da Amazon Watch
Saiba mais:
Cidades e Soluções – O mundo de olho nas eleições do Brasil
janeiro 2017 | Desmatamento, Mata Atlântica
A Mata Atlântica, bioma mais devastado do país, recuperou 219 mil hectares em 30 anos, área que equivale à cidade de São Paulo.
A regeneração só foi possível por conta da redução de 83% do desmatamento do bioma nesse mesmo período.
Essa boa notícia nos faz sonhar com metas mais ambiciosas de restauração florestal no Brasil. A Fundação SOS Mata Atlântica já fala em recuperar mais 15 milhões de hectares do bioma até 2050!
Via: O Globo
Foto: Marco Silva / Divulgação UFSCar
Saiba mais: https://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/mata-atlantica-recupera-area-equivalente-da-cidade-de-sao-paulo-20788669
janeiro 2017 | Direitos indígenas
O ministro da Justiça Alexandre de Moraes publicou ontem uma portaria que cria um grupo de trabalho com o poder de rever processos de demarcações de Terras Indígenas feitos pela Fundação Nacional do Índio (Funai).
A medida abre espaço para a adoção da tese do “marco temporal”, segundo a qual indígenas só teriam direito às terras se as ocupassem em outubro de 1988, na data da promulgação da Constituição.
É a maior ameaça aos direitos dos povos indígenas desde a redemocratização.
Quando um estudo preparatório dessa portaria foi revelado em dezembro, Moraes havia se feito de desentendido. Agora, não teve como disfarçar.
Mexeu com o índio, mexeu com o clima do planeta. Primeiro eles perdem direitos, depois todos nós perdemos.
Via: Folha de S.Paulo
Foto: Wilson Dias/ABr
Saiba mais: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/01/1851036-ministro-da-justica-altera-demarcacao-de-terras-indigenas-no-pais.shtml