Rio Doce: doente crônico

Rio Doce: doente crônico

O diagnóstico foi dado ontem, por cientistas de três universidades brasileiras: o Rio Doce sofre de um mal crônico e precisa de medicamentos de uso contínuo. Caso não se trate o paciente, a lama tóxica que destruiu Mariana e corre em seu leito também afetará gravemente a saúde do banco de Abrolhos, a maior formação de recifes de coral do Atlântico Sul.

A prescrição recomendada: o monitoramento contínuo dos rejeitos que vazaram barragem da Samarco/Vale.

O estudo é resultados de três expedições de avaliação de impactos na foz do rio e é o mais completo feito até hoje.

Mariana não deixará que a gente se esqueça dela.

Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Saiba mais no Estadão.

Pedaladas à milanesa

Pedaladas à milanesa

Quem pedala em Milão agora vai lucrar em dobro: em saúde e em euros. A prefeitura da cidade, que é a mais poluída da Europa, vai pagar para quem for trabalhar de bicicleta.
O dindin vai chegar ao bolso do milanês de diferentes formas: incentivos fiscais, ajuda de custo para a compra do camelo próprio e até bônus por quilômetro rodado. Fora que respirar um ar menos poluído não tem preço!
Via Hypeness
Foto: GettyImages
Saiba mais: https://tinyurl.com/jpsytat

Fazenda modelo

Fazenda modelo

É possível cultivar lavoura na cidade grande.
Nova York está ganhando sua primeira fazenda urbana.
A Urby Staten Island foi construída numa antiga instalação militar da Marinha, com vista para a Estátua da Liberdade.
Ela vai produzir mais de 50 variedades de alimentos, tem estufa, apiário e áreas para piquenique e compostagem.
O condomínio tem 900 estúdios e apartamentos.
É um conceito que a gente espera que tenha vindo para ficar.
Via Vivagreen
Foto de divulgação
Saiba mais: https://vivagreen.com.br/greenarq/urby-conheca-primeira-fazenda-urbana-residencial-de-nova-york/

Não se vive sem comida, mas também não se vive sem água

Não se vive sem comida, mas também não se vive sem água

Não se vive sem comida, mas também não se vive sem água e nem se produz comida sem água. Segundo um relatório que a FAO acabou de divulgar, a agropecuária é a atividade primária que mais contamina os recursos hídricos do planeta. Logo, estamos numa sinuca de bico e precisamos sair dela.

A agricultura contribui com vazamento de produtos químicos, o uso de fertilizantes e pesticidas. E há 20 anos, a pecuária acrescentou mais um ingrediente: o uso de antibióticos e hormônios no gado. Se não se vive sem um, nem outro, então já temos em nome de que buscar soluções para esse problema, que é de todo mundo.

Via G1 – O Portal de Notícias da Globo​

Foto: Hiroshi Omochi

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Declaração de Oslo dos participantes da Iniciativa Ecumênica para as Florestas Tropicais

Declaração de Oslo dos participantes da Iniciativa Ecumênica para as Florestas Tropicais

As florestas tropicais da Terra são uma dádiva insubstituível.

As florestas sustentam a biodiversidade ilimitada, um clima equilibrado, e as culturas e comunidades de povos indígenas que nelas vivem. Geram ar fresco e chuvas que regam a Terra. São espetaculares e vitais para todas as formas de vida.

As florestas estão em grave perigo.

Nós, povos de muitas confissões e espiritualidades, nos reunimos em Oslo para ouvirmos o grito das florestas tropicais da Terra, de sua flora e fauna, dos povos que as habitam. Somos indígenas, cristãos, muçulmanos, judeus, hindus, budistas, taoístas, acompanhados por cientistas que compartilham conosco e nos fazem apreciar o mais profundo apreço pelo milagre das florestas. Viemos de 21 países – da Amazônia, das florestas da Indonésia, da Bacia do Congo, América Central, Sul e Sudeste Asiático, Ilhas do Pacífico, também dos Estados Unidos, Canadá, Europa e China. Embora venhamos de diversos lugares, reconhecemos que somos uma única família humana, compartilhamos uma única Terra.

Estas florestas gloriosas tornam nossas vidas possíveis. Proporcionam ar limpo e água em abundância. Armazenam carbono e estabilizam o clima ao redor do globo. Fornecem casa, alimentos, remédio e subsistência a centenas de milhões de pessoas. Dependem da saúde e do bem-estar de seus habitantes e indígenas, da mesma maneira que estas pessoas e todos nós dependemos das florestas. Estamos interconectados: humanidade e florestas, povos e planeta. Se as florestam prosperarem, nós prosperaremos. Sem as florestas, todos pereceremos.

Durante o tempo que passamos juntos, falamos de maneira franca. Reconhecemos que o estilo de vida e consumo desenfreado do Norte Global, assim como sistemas financeiros irresponsáveis, devastam a etnosfera e a biosfera das florestas tropicais. Ouvimos relatos de perseguição e assassinato de povos indígenas e daqueles que protegem as florestas. Soubemos que há governos que não estão dispostos a aprovar ou aplicar as leis necessárias para garantir o futuro das florestas tropicais e os direitos e tradições daqueles que continuam a ser seus guardiões.

Estas realidades são assustadoras. Esta destruição é errônea. À medida que formamos uma comunidade, tornando-nos uma dentre muitas, floresceu uma determinação.

Não permitiremos que isto aconteça.

Juntos, afirmamos a dádiva da vida, nossa reverência ao nosso lar comum e à milagrosa manifestação que as florestas tropicais materializam. Afirmamos que somos todos cuidadores das florestas tropicais da Terra, assim como as florestas cuidam de nós. Assumimos a responsabilidade pela decorrente ação contínua.

Nos comprometemos a formar uma aliança internacional multirreligiosa em prol das florestas tropicais, voltada para o cuidado destas florestas e das pessoas que as protegem e habitam.

Nos engajamos a mobilizar nossas comunidades religiosas e espirituais.

Formaremos nossos líderes e instruiremos nossos seguidores quanto à necessidade urgente de proteger as florestas tropicais, compartilhando os conhecimentos tradicionais e da ciência em prol da verdade, conscientes de que sem a proteção, a recuperação e o manejo sustentável das florestas, não podemos salvar a Terra das destruições provocadas pela mudança climática.

Defenderemos a restauração das florestas e os direitos dos povos indígenas, compartilhando com líderes governamentais e empresariais que proteger as florestas é um dever moral e que falhar é um crime contra a própria vida. Apoiaremos povos indígenas e das florestas para que possam ter seus direitos reconhecidos e garantidos, incluindo o consentimento livre, prévio e informado para o desenvolvimento em seus territórios, o acesso a recursos financeiros para a proteção permanente das florestas tropicais e o fim da criminalização dos protetores da floresta, assim como a garantia de sua segurança.

Mudaremos nossos próprios estilos de vida, incluindo nossos padrões alimentares e de consumo, aprendendo a viver em harmonia com as florestas tropicais.

Por fim, nos comprometemos a continuar trabalhando juntos, a fortalecer nossa determinação e a agirmos com coragem nos próximos meses e anos.
Um espírito de compaixão e verdade nos acompanha desde que nos encontramos. Este espírito desperta esperança. Está nos chamando.
Ouvimos juntos e aprendemos juntos. Através desta declaração, falamos com uma única voz. Agora, agiremos juntos. Pelo bem das florestas tropicais e das pessoas que nelas habitam, pelo futuro do planeta, nos comprometemos a responder.

Foto: Mario Tama/Getty Images

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