junho 2017 | Alternativas Energéticas
O diagnóstico foi dado ontem, por cientistas de três universidades brasileiras: o Rio Doce sofre de um mal crônico e precisa de medicamentos de uso contínuo. Caso não se trate o paciente, a lama tóxica que destruiu Mariana e corre em seu leito também afetará gravemente a saúde do banco de Abrolhos, a maior formação de recifes de coral do Atlântico Sul.
A prescrição recomendada: o monitoramento contínuo dos rejeitos que vazaram barragem da Samarco/Vale.
O estudo é resultados de três expedições de avaliação de impactos na foz do rio e é o mais completo feito até hoje.
Mariana não deixará que a gente se esqueça dela.
Foto: Ricardo Moraes/Reuters
Saiba mais no Estadão.
março 2016 | Alternativas Energéticas
Quem pedala em Milão agora vai lucrar em dobro: em saúde e em euros. A prefeitura da cidade, que é a mais poluída da Europa, vai pagar para quem for trabalhar de bicicleta.
O dindin vai chegar ao bolso do milanês de diferentes formas: incentivos fiscais, ajuda de custo para a compra do camelo próprio e até bônus por quilômetro rodado. Fora que respirar um ar menos poluído não tem preço!
Via Hypeness
Foto: GettyImages
Saiba mais: https://tinyurl.com/jpsytat
julho 2016 | Alternativas Energéticas
É possível cultivar lavoura na cidade grande.
Nova York está ganhando sua primeira fazenda urbana.
A Urby Staten Island foi construída numa antiga instalação militar da Marinha, com vista para a Estátua da Liberdade.
Ela vai produzir mais de 50 variedades de alimentos, tem estufa, apiário e áreas para piquenique e compostagem.
O condomínio tem 900 estúdios e apartamentos.
É um conceito que a gente espera que tenha vindo para ficar.
Via Vivagreen
Foto de divulgação
Saiba mais: https://vivagreen.com.br/greenarq/urby-conheca-primeira-fazenda-urbana-residencial-de-nova-york/
maio 2018 | Agronegócio, Crise hídrica, Rios
Não se vive sem comida, mas também não se vive sem água e nem se produz comida sem água. Segundo um relatório que a FAO acabou de divulgar, a agropecuária é a atividade primária que mais contamina os recursos hídricos do planeta. Logo, estamos numa sinuca de bico e precisamos sair dela.
A agricultura contribui com vazamento de produtos químicos, o uso de fertilizantes e pesticidas. E há 20 anos, a pecuária acrescentou mais um ingrediente: o uso de antibióticos e hormônios no gado. Se não se vive sem um, nem outro, então já temos em nome de que buscar soluções para esse problema, que é de todo mundo.
Via G1 – O Portal de Notícias da Globo
Foto: Hiroshi Omochi
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junho 2017 | Alternativas Energéticas, Área de preservação ambiental, Desmatamento, Direitos humanos, Direitos indígenas, Mudanças Climáticas
As florestas tropicais da Terra são uma dádiva insubstituível.
As florestas sustentam a biodiversidade ilimitada, um clima equilibrado, e as culturas e comunidades de povos indígenas que nelas vivem. Geram ar fresco e chuvas que regam a Terra. São espetaculares e vitais para todas as formas de vida.
As florestas estão em grave perigo.
Nós, povos de muitas confissões e espiritualidades, nos reunimos em Oslo para ouvirmos o grito das florestas tropicais da Terra, de sua flora e fauna, dos povos que as habitam. Somos indígenas, cristãos, muçulmanos, judeus, hindus, budistas, taoístas, acompanhados por cientistas que compartilham conosco e nos fazem apreciar o mais profundo apreço pelo milagre das florestas. Viemos de 21 países – da Amazônia, das florestas da Indonésia, da Bacia do Congo, América Central, Sul e Sudeste Asiático, Ilhas do Pacífico, também dos Estados Unidos, Canadá, Europa e China. Embora venhamos de diversos lugares, reconhecemos que somos uma única família humana, compartilhamos uma única Terra.
Estas florestas gloriosas tornam nossas vidas possíveis. Proporcionam ar limpo e água em abundância. Armazenam carbono e estabilizam o clima ao redor do globo. Fornecem casa, alimentos, remédio e subsistência a centenas de milhões de pessoas. Dependem da saúde e do bem-estar de seus habitantes e indígenas, da mesma maneira que estas pessoas e todos nós dependemos das florestas. Estamos interconectados: humanidade e florestas, povos e planeta. Se as florestam prosperarem, nós prosperaremos. Sem as florestas, todos pereceremos.
Durante o tempo que passamos juntos, falamos de maneira franca. Reconhecemos que o estilo de vida e consumo desenfreado do Norte Global, assim como sistemas financeiros irresponsáveis, devastam a etnosfera e a biosfera das florestas tropicais. Ouvimos relatos de perseguição e assassinato de povos indígenas e daqueles que protegem as florestas. Soubemos que há governos que não estão dispostos a aprovar ou aplicar as leis necessárias para garantir o futuro das florestas tropicais e os direitos e tradições daqueles que continuam a ser seus guardiões.
Estas realidades são assustadoras. Esta destruição é errônea. À medida que formamos uma comunidade, tornando-nos uma dentre muitas, floresceu uma determinação.
Não permitiremos que isto aconteça.
Juntos, afirmamos a dádiva da vida, nossa reverência ao nosso lar comum e à milagrosa manifestação que as florestas tropicais materializam. Afirmamos que somos todos cuidadores das florestas tropicais da Terra, assim como as florestas cuidam de nós. Assumimos a responsabilidade pela decorrente ação contínua.
Nos comprometemos a formar uma aliança internacional multirreligiosa em prol das florestas tropicais, voltada para o cuidado destas florestas e das pessoas que as protegem e habitam.
Nos engajamos a mobilizar nossas comunidades religiosas e espirituais.
Formaremos nossos líderes e instruiremos nossos seguidores quanto à necessidade urgente de proteger as florestas tropicais, compartilhando os conhecimentos tradicionais e da ciência em prol da verdade, conscientes de que sem a proteção, a recuperação e o manejo sustentável das florestas, não podemos salvar a Terra das destruições provocadas pela mudança climática.
Defenderemos a restauração das florestas e os direitos dos povos indígenas, compartilhando com líderes governamentais e empresariais que proteger as florestas é um dever moral e que falhar é um crime contra a própria vida. Apoiaremos povos indígenas e das florestas para que possam ter seus direitos reconhecidos e garantidos, incluindo o consentimento livre, prévio e informado para o desenvolvimento em seus territórios, o acesso a recursos financeiros para a proteção permanente das florestas tropicais e o fim da criminalização dos protetores da floresta, assim como a garantia de sua segurança.
Mudaremos nossos próprios estilos de vida, incluindo nossos padrões alimentares e de consumo, aprendendo a viver em harmonia com as florestas tropicais.
Por fim, nos comprometemos a continuar trabalhando juntos, a fortalecer nossa determinação e a agirmos com coragem nos próximos meses e anos.
Um espírito de compaixão e verdade nos acompanha desde que nos encontramos. Este espírito desperta esperança. Está nos chamando.
Ouvimos juntos e aprendemos juntos. Através desta declaração, falamos com uma única voz. Agora, agiremos juntos. Pelo bem das florestas tropicais e das pessoas que nelas habitam, pelo futuro do planeta, nos comprometemos a responder.
Foto: Mario Tama/Getty Images