Antonia Melo, guardiã do Xingu

Antonia Melo, guardiã do Xingu

Antonia Melo da Silva é uma força da natureza. A ativista ambiental perdeu sua casa em Altamira (PA) para a Hidrelétrica de Belo Monte e se tornou uma das mais poderosas vozes em defesa do Rio Xingu. Esta força ganhou hoje reconhecimento internacional, em Nova York (EUA), quando ela recebeu o Prêmio Fundação Alexander Soros para o Ativismo Ambiental e de Direitos Humanos. Ela é a sexta pessoa a merecê-lo.

Mãe de cinco filhos, Antonia fundou há 20 anos o Movimento Xingu Vivo para Sempre. O coletivo lutou contra a construção de Belo Monte e hoje luta não só por suas causas, como pela Amazônia. Antonia hoje é uma guardiã da floresta.

Um vídeo de Todd Southgate.

Xingu, o clamor que vem da floresta (versão curta)

Xingu, o clamor que vem da floresta (versão curta)

O primeiro encontro entre portugueses e indígenas brasileiros foi pacífico, teve dança e missa campal. Isso aconteceu porque havia respeito entre eles. Respeito é a palavra-chave. Quem não quer ser respeitado? Mais do que terras, é isso que os povos indígenas do Brasil pedem. Como qualquer cidadão, o índio quer ser ouvido antes que se tomem decisões que afetem a sua vida. Respeito é bom, e quem não gosta?

Este vídeo foi rodado pelo documentarista canadense Todd Southgate durante o Carnaval de 2017, no Rio de Janeiro. Os povos indígenas foram homenageados pela escola de samba Imperatriz Leopoldinense com o enredo “Xingu – O clamor que vem da floresta”.

Xingu, o clamor que vem da floresta (versão longa)

Xingu, o clamor que vem da floresta (versão longa)

O primeiro encontro entre portugueses e indígenas brasileiros foi pacífico, teve dança e missa campal. Isso aconteceu porque havia respeito entre eles. Respeito é a palavra-chave. Quem não quer ser respeitado? Mais do que terras, é isso que os povos indígenas do Brasil pedem. Como qualquer cidadão, o índio quer ser ouvido antes que se tomem decisões que afetem a sua vida. Respeito é bom, e quem não gosta?

Este vídeo foi rodado pelo documentarista canadense Todd Southgate durante o Carnaval de 2017, no Rio de Janeiro. Os povos indígenas foram homenageados pela escola de samba Imperatriz Leopoldinense com o enredo “Xingu – O clamor que vem da floresta”.

Xingu no #DesafioDos10Anos

Xingu no #DesafioDos10Anos

Entramos no #DesafioDos10Anos! A imagem abaixo se refere à região da Volta Grande do Xingu, no Rio Xingu, no Pará, em 2007, antes de o rio ser desviado para a construção da hidrelétrica de Belo Monte, e em 2017, depois do desvio. O Movimento É a Gota D’água já alertava para essa destruição desde 2011, questionando a construção deste monstrengo. Essa obra, que custou mais de R$ 30 bilhões, gerou impactos socioambientais na região, como a violação de direitos de indígenas e ribeirinhos e morte de milhões de peixes, comprometendo não só a renda como a própria alimentação da comunidade.

A destruição da floresta ali, inclusive em terras indígenas, também é uma triste realidade. Assim, Volta Grande continua sob ameaça e, no próximo desafio dos 10 anos, esta imagem poderá retratar algo muito pior. A mineradora canadense Belo Sun pretende instalar na região a maior mina de ouro do Brasil, destruindo ainda mais o meio ambiente e a vida dos moradores da região. Isso tudo a 13 km da barragem de Belo Monte. Vale lembrar ainda que o novo presidente da Funai, Franklimberg de Freitas, tinha deixado o cargo no ano passado e se tornou conselheiro desta mesma mineradora responsável pela exploração na região.

 

Belo Monte: águas perigosas

Belo Monte: águas perigosas

Além de prejudicar a pesca, a construção da usina de Belo Monte tem causado terror à população indígena que vive às margens do Xingu. As comportas da hidrelétrica são abertas sem aviso, fazendo aumentar subitamente a vazão do rio. Os pais temem que as águas levem seus filhos.

E isso não acontece só em Belo Monte: o ator Domingos Montagner pode ter sido vítima de um acidente semelhante no Rio São Francisco.

O filme “Belo Monte: Depois de Inundação” responde aos questionamentos do Movimento Gota D’Água.

Translate »