Homens públicos precisam ter cuidado com o que falam. Uma frase mal-aplicada pode gerar confusão e, até mesmo, violência. Todo o estadista que se preze sabe disso. São princípios da arte de governar. Em apenas 15 dias do novo governo federal, houve quatro invasões em terras indígenas, em parte causados por declarações desastradas do governo. Pare só um minuto de ler e leve seu olhar à pequena indígena retratada acima. Viaje até sua infância e imagine como você se sentiria se um grupo entrasse no seu quintal, mudasse a disposição das coisas, revirasse o ambiente. Agora, se transporte para uma aldeia indígena. Por que lá “pode” haver invasão? Em nome de quê?
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Alternativas Energéticas
Terras indígenas: onde a natureza resiste
Na primeira metade do século XVI, o conquistador espanhol Francisco de Orellana equiparou a valentia das mulheres indígenas que encontrou no Novo Mundo à das amazonas da Grécia Antiga. Daí veio o nome do rio que descobriu e da própria região. A história da Amazônia, portanto, é de resistência. E resistir é mais do que preciso. Povos originários e meio ambiente continuam sob ataque. Mal assumiu o cargo, o presidente gerou polêmica ao dizer que 15% do território nacional é demarcado como terras indígenas e quilombolas e que menos de um milhão de pessoas vive nestes lugares isolados do Brasil de verdade”… A afirmação equivocada mereceu uma resposta à altura dos povos Aruak Baniwa e Apurinã.
Lições do passado guiam o futuro
Para se atirar uma lança, é preciso antes lhe dar um impulso para trás. É o passado que impulsiona o futuro; evoluímos com o que aprendemos com nossos erros e acertos. Isso vale tanto para o indivíduo, quanto para a sociedade. O futuro do Brasil também depende do conhecimento de seus primeiros habitantes.
Quem ama, cuida
Que ama, cuida. Os povos indígenas têm uma ligação umbilical com a terra e a tratam com todo o carinho que uma mãe merece. Boa parte da vegetação nativa do Brasil preservada se deve a eles. Sem a sua ajuda, dificilmente conseguiremos cumprir as metas do Acordo de Paris – cujas regras de implementação estão sendo discutidas na 24ª Conferência do Clima da ONU (COP-24), que se realiza na Polônia. Então, já passou da hora de o Estado saldar a sua dívida.
A economia verde é o rumo
A saída de Katowice, na Polônia, onde está sendo realizada a 24ª Convenção sobre o Clima da ONU (COP 24), leva a dois caminhos distintos. A maioria dos países ricos parece determinada a tomar o rumo que leva ao desenvolvimento sustentável. Enquanto isso, o governo americano segue a todo vapor pelos trilhos do passado e o Brasil parece decidido a tomar o mesmo rumo.
Os últimos gigantes da Mata Atlântica
Gigantes pela própria natureza. Levantamento inédito mostra as árvores tamanho família que restaram na Mata Atlântica. Só sobraram 13% floresta, que já cobriu 15% do território nacional. Uma expedição percorreu 12,5 mil km em busca dessas últimas grandalhonas.
Dieta de baixo carbono
Um novo relatório da Organização Meteorológica Mundial diz que as concentrações de CO₂ na atmosfera aumentaram mais 0,5% de 2016 para 2017. A última vez que elas estiveram neste nível foi entre 3 milhões a 5 milhões de anos atrás, quando a temperatura da Terra era de 2°C a 3°C mais alta. “Sem reduções rápidas de emissões de CO₂ e de outros gases do efeito estufa, as mudanças climáticas terão impactos cada vez mais destrutivos e irreversíveis sobre a vida no planeta. E a janela de oportunidade para tomar uma atitude está quase fechada”, alertou a OMM.
Quilombo em movimento
A palavra de origem bantu Ubuntu define o espírito quilombola: “sou o que sou pelo que nós somos”. Os quilombos receberam os que precisavam de abrigo; foram criados tendo como orientação a coletividade, a identificação e a aceitação. Nasceram como refúgios, esconderijos; hoje são o lar de 16 milhões de pessoas em todo o Brasil e criaram uma cultura única. A Semana da Consciência Negra é um bom momento para refletir sobre os rumos que o movimento quilombola vem tomando.
A alma ancestral do Brasil
Para o professor Roberto Gambini (Premio Jabuti em 2009, cientista social e analista junguiano), as raízes da sensibilidade...
Brasil do futuro é o da biodiversidade
A vontade da urna é soberana; e o desejo que se manifestou foi o de construir um Brasil diferente e grande. Mas, ao contrário do que alguns poderiam supor, essa vontade não é incompatível com o modelo econômico que países mais desenvolvidos começam a adotar. A bola está conosco. A responsabilidade do país com o futuro do planeta é imensa. Desenvolvimento sustentável também é segurança.
Brasil à venda para estrangeiros
O governo quer facilitar a venda de terras no Brasil a estrangeiros. A mudança poderia reduzir o espaço para a demarcação de Terras Indígenas e para a agricultura familiar.
Hoje é dia de luta contra as barragens
Água parada não move moinhos e pode causar tragédias: a tragédia de Mariana não pode ser esquecida e muita água ainda vai rolar debaixo do Xingu por causa de Belo Monte.
Europeus começam a aposentar o carvão
Bye bye, carvão. Os britânicos começam a aposentar suas termelétricas. Mas nem todas deixaram de funcionar: a de Drax, por exemplo, está sendo adaptada para funcionar a base de gás natural e biomassa.
Vizinho brilhante
Animação de Bruno Sena, finalista do concurso “O clima tá mudando”, sobre energia solar.
Nas suas mãos
Animação de Eduardo Garske, finalista do concurso “O clima tá mudando”.
A ajuda vem de cima
Animação de Rafael Braga, finalista do concurso “O clima tá mudando”.
ONU aduba a agricultura familiar
A ONU e o governo de Pernambuco fecharam uma parceria para investir US$ 40 milhões ao longo de sete anos para a agricultura familiar do Estado.
Energia solar com subsídio
Ao longo deste ano, mil residências catarinenses vão receber sistemas de geração de energia solar e seus moradores vão pagar apenas 40% do preço normal por isso.
Justiça suspende licença de Belo Sun
Conseguimos deter o monstro. Mas por pouco tempo. A Justiça de Altamira (PA) suspendeu a licença de instalação do projeto de mineração Belo Sun.
Economia sustentável
O desenvolvimento sustentável já está gerando até Nobel de Economia. O prêmio deste ano foi para os americanos William Nordhaus e Paul Romer, por seus estudos sobre a interação entre o clima, as inovações tecnológicas, a economia e as políticas públicas. É preciso renovar a economia mundial e está cada vez mais claro que uma guinada para o verde seria saudável não só para o meio ambiente, como também para as próprias finanças globais.
A maior ciclovia suspensa do mundo
Com 7,6 km de extensão, foi inaugurada na China a ciclovia suspensa mais longa do mundo. O projeto foi desenvolvido por estudantes de ensino médio.
Um carro movido a sol
Não é delírio causado por insolação: os alemães lançam no mercado no ano que vem o primeiro carro movido a energia solar. E a um preço razoavelmente acessível. O Sion é coberto por placas fotovoltaicas e carrega suas baterias em movimento.
O sal da Terra
Há 30 anos, Beto Guedes e Ronaldo Bastos nos mandaram um recado. É hora de pensar com o coração naquela que é “a nave, nossa irmã”: a Terra. Porque o sal da Terra é o amor. Cante com a gente.
Aroeira-vermelha contra as bactérias
Usada há séculos por povos tradicionais da Amazônia para tratar infecções, a aroeira-vermelha está sendo analisada como uma forma de desarmar bactérias resistentes a antibióticos.
O sertão vai virar solar
O Piauí vai abrigar a maior usina solar da América Latina. Nova Olinda terá capacidade para abastecer de 300.000 residências por ano.
Energias renováveis contra as mudanças climáticas
A boa notícia sobre mudanças climáticas é que o que é bom para o clima, também é bom para a economia. Via The Climate Reality...
Canudos de inhame?
Cada dia a gente descobre novas qualidades no inhame. Uma estudante de 16 anos de Campinas (SP) apresentou outra: o tubérculo pode substituir o plástico na fabricação de canudos.
Pau pra toda obra
O prédio de madeira mais alto da Holanda, conhecido como Patch22, foi eleito o melhor edifício de 2016 pelo World Architecture News.
Cada gota conta
Cada gota conta. Para fazer valer o Acordo de Paris e conter o aumento da temperatura média global é preciso que cada um faça a sua parte: a economia doméstica também pode e deve ser sustentável. Temos que começar a nos preparar para mudanças de hábitos e costumes. Não vai ser moleza: vivemos num mundo movido pela tentação do consumo e pela ilusão de que os recursos naturais do planeta são infinitos. Mas é inevitável; e quanto mais cedo começarmos, mais suave será essa aclimatação.
Não à caça esportiva
Projeto de lei propõe liberar a caça profissional e esportiva de animais silvestres, proibida no Brasil há 53 anos.
























