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Alternativas Energéticas

O rastro da destruição

O rastro da destruição

Alguém ligou a motosserra e despejou o mercúrio no rio, mas os crimes de desmatamento e mineração clandestinos têm cúmplices –...

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Somos a terra

Somos a terra

É natural: o Projeto de Lei de estreia apresentado da primeira indígena eleita para o Congresso Nacional, Joenia Wapichana, torna hediondos crimes ambientais. Por viverem em contato íntimo com a terra, os povos originários têm a consciência de que não são seus senhores, mas parte dela. Para eles essa ligação é espiritual, mas também carnal, como diz Ailton Krenak: “Quando nós falamos da terra, falamos do planeta como organismo vivo. Nós somos filhos desse organismo vivo”. A deputada federal (Rede/RR), apresentou seu projeto na semana passada, dez dias depois do crime de Brumadinho. Não se trata de timing, mas de estar em sintonia com os acontecimentos. Pouco se falou que no último domingo fez um ano do vazamento de outra barragem de rejeitos, em Barcarena, no Pará; e, assim como aconteceu em Mariana, ninguém ainda foi responsabilizado e as vítimas também não receberam a devida reparação. No Brasil de hoje, os efeitos da impunidade, da corrupção e do esquecimento são ainda mais devastadores.

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Mochila de luz

Mochila de luz

Luz para quem precisa. A jovem sul-africana Thato Kgatlhanye teve uma ideia brilhante para ajudar estudantes de regiões de seu país que não têm acesso à eletricidade: uma mochila que carrega uma bateria de energia solar. Com ela, a garotada pode estudar à noite.

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Campo minado

Campo minado

Começamos um novo ano legislativo, e ele traz uma boa e uma má notícia: a boa é que a bancada ruralista perdeu mais da metade de seus representantes no Congresso Nacional, caindo de 245 para 117 deputados e senadores; a má é que sua influência sobre o Executivo aumentou. Chegou até mesmo no que deveria ser nossa primeira linha de defesa: já no dia 23 de janeiro, representantes da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA) se reuniram com o ministro do Meio Ambiente. Entre as pautas discutidas com Ricardo Salles estavam duas bombas que só não detonaram ainda porque a opinião pública está atenta: a “articulação política para a votação” do novo Projeto de Lei do Licenciamento Ambiental e de outro Projeto de Lei, conhecido como PL do Veneno, que flexibiliza ainda mais o uso de agrotóxicos no país. Ou seja, seguimos sobre um campo minado.

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Por quê?

Por quê?

A impunidade leva à repetição do delito e a corrupção é insustentável: duas lições óbvias que teimamos em não aprender. Quando pensamos em Brumadinho, é inevitável relembrar que há três anos aconteceu o pior crime ambiental do Brasil, que este crime continua impune e que havia corrupção da grossa envolvida. O rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, também em Minas Gerais, matou 19 pessoas e o Rio Doce, mas ninguém foi responsabilizado criminalmente ainda; e a Samarco, uma joint venture da brasileira Vale com a empresa anglo-australiana BHP Billiton, só pagou 6% dos R$ 610 milhões em multas que lhe foram aplicadas. Se o vazamento desta vez foi menor – 12 milhões de m³ de rejeitos tóxicos contra 50 milhões de m³ do desastre de 5 de novembro de 2015 –, seu índice de letalidade foi muito maior: pode passar dos 300 mortos. Há uma dura verdade que devemos encarar: não aprendemos as lições acima porque, mesmo 196 anos depois de sua independência, o Brasil ainda é tratado como colônia extrativista. E a vida do cidadão brasileiro é o seu produto mais desvalorizado.

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Evidências

Evidências

Negando as aparências, disfarçando as evidências, Bolsonaro se apresentou ao mundo. Em sua primeira viagem internacional, o presidente discursou no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Como a eloquência não é seu forte, fez um discurso relâmpago. Porém, mesmo falando pouco, exagerou um bocado: “Somos o país que mais preserva o meio ambiente. Nenhum outro país do mundo tem tantas florestas como nós”, disse ele. É um Brasil que só existe de sua boca para fora: hoje, somos campeões em desmatamento e na lista de países com maior percentual de áreas protegidas estamos no 52º lugar. Ah, e a Rússia tem uma área do tamanho do território brasileiro em florestas.

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O poder das palavras

O poder das palavras

Homens públicos precisam ter cuidado com o que falam. Uma frase mal-aplicada pode gerar confusão e, até mesmo, violência. Todo o estadista que se preze sabe disso. São princípios da arte de governar. Em apenas 15 dias do novo governo federal, houve quatro invasões em terras indígenas, em parte causados por declarações desastradas do governo. Pare só um minuto de ler e leve seu olhar à pequena indígena retratada acima. Viaje até sua infância e imagine como você se sentiria se um grupo entrasse no seu quintal, mudasse a disposição das coisas, revirasse o ambiente. Agora, se transporte para uma aldeia indígena. Por que lá “pode” haver invasão? Em nome de quê?

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Terras indígenas: onde a natureza resiste

Terras indígenas: onde a natureza resiste

Na primeira metade do século XVI, o conquistador espanhol Francisco de Orellana equiparou a valentia das mulheres indígenas que encontrou no Novo Mundo à das amazonas da Grécia Antiga. Daí veio o nome do rio que descobriu e da própria região. A história da Amazônia, portanto, é de resistência. E resistir é mais do que preciso. Povos originários e meio ambiente continuam sob ataque. Mal assumiu o cargo, o presidente gerou polêmica ao dizer que 15% do território nacional é demarcado como terras indígenas e quilombolas e que menos de um milhão de pessoas vive nestes lugares isolados do Brasil de verdade”… A afirmação equivocada mereceu uma resposta à altura dos povos Aruak Baniwa e Apurinã.

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Lições do passado guiam o futuro

Lições do passado guiam o futuro

Para se atirar uma lança, é preciso antes lhe dar um impulso para trás. É o passado que impulsiona o futuro; evoluímos com o que aprendemos com nossos erros e acertos. Isso vale tanto para o indivíduo, quanto para a sociedade. O futuro do Brasil também depende do conhecimento de seus primeiros habitantes.

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Quem ama, cuida

Quem ama, cuida

Que ama, cuida. Os povos indígenas têm uma ligação umbilical com a terra e a tratam com todo o carinho que uma mãe merece. Boa parte da vegetação nativa do Brasil preservada se deve a eles. Sem a sua ajuda, dificilmente conseguiremos cumprir as metas do Acordo de Paris – cujas regras de implementação estão sendo discutidas na 24ª Conferência do Clima da ONU (COP-24), que se realiza na Polônia. Então, já passou da hora de o Estado saldar a sua dívida.

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A economia verde é o rumo

A economia verde é o rumo

A saída de Katowice, na Polônia, onde está sendo realizada a 24ª Convenção sobre o Clima da ONU (COP 24), leva a dois caminhos distintos. A maioria dos países ricos parece determinada a tomar o rumo que leva ao desenvolvimento sustentável. Enquanto isso, o governo americano segue a todo vapor pelos trilhos do passado e o Brasil parece decidido a tomar o mesmo rumo.

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Os últimos gigantes da Mata Atlântica

Os últimos gigantes da Mata Atlântica

Gigantes pela própria natureza. Levantamento inédito mostra as árvores tamanho família que restaram na Mata Atlântica. Só sobraram 13% floresta, que já cobriu 15% do território nacional. Uma expedição percorreu 12,5 mil km em busca dessas últimas grandalhonas.

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Dieta de baixo carbono

Dieta de baixo carbono

Um novo relatório da Organização Meteorológica Mundial diz que as concentrações de CO₂ na atmosfera aumentaram mais 0,5% de 2016 para 2017. A última vez que elas estiveram neste nível foi entre 3 milhões a 5 milhões de anos atrás, quando a temperatura da Terra era de 2°C a 3°C mais alta. “Sem reduções rápidas de emissões de CO₂ e de outros gases do efeito estufa, as mudanças climáticas terão impactos cada vez mais destrutivos e irreversíveis sobre a vida no planeta. E a janela de oportunidade para tomar uma atitude está quase fechada”, alertou a OMM.

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Quilombo em movimento

Quilombo em movimento

A palavra de origem bantu Ubuntu define o espírito quilombola: “sou o que sou pelo que nós somos”. Os quilombos receberam os que precisavam de abrigo; foram criados tendo como orientação a coletividade, a identificação e a aceitação. Nasceram como refúgios, esconderijos; hoje são o lar de 16 milhões de pessoas em todo o Brasil e criaram uma cultura única. A Semana da Consciência Negra é um bom momento para refletir sobre os rumos que o movimento quilombola vem tomando.

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A alma ancestral do Brasil

A alma ancestral do Brasil

Para o professor Roberto Gambini (Premio Jabuti em 2009, cientista social e analista junguiano), as raízes da sensibilidade...

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Brasil do futuro é o da biodiversidade

Brasil do futuro é o da biodiversidade

A vontade da urna é soberana; e o desejo que se manifestou foi o de construir um Brasil diferente e grande. Mas, ao contrário do que alguns poderiam supor, essa vontade não é incompatível com o modelo econômico que países mais desenvolvidos começam a adotar. A bola está conosco. A responsabilidade do país com o futuro do planeta é imensa. Desenvolvimento sustentável também é segurança.

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Brasil à venda para estrangeiros

Brasil à venda para estrangeiros

O governo quer facilitar a venda de terras no Brasil a estrangeiros. A mudança poderia reduzir o espaço para a demarcação de Terras Indígenas e para a agricultura familiar.

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Europeus começam a aposentar o carvão

Europeus começam a aposentar o carvão

Bye bye, carvão. Os britânicos começam a aposentar suas termelétricas. Mas nem todas deixaram de funcionar: a de Drax, por exemplo, está sendo adaptada para funcionar a base de gás natural e biomassa.

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Vizinho brilhante

Vizinho brilhante

Animação de Bruno Sena, finalista do concurso “O clima tá mudando”, sobre energia solar.  

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Nas suas mãos

Nas suas mãos

Animação de Eduardo Garske, finalista do concurso “O clima tá mudando”.  

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Energia solar com subsídio

Energia solar com subsídio

Ao longo deste ano, mil residências catarinenses vão receber sistemas de geração de energia solar e seus moradores vão pagar apenas 40% do preço normal por isso.

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Economia sustentável

Economia sustentável

O desenvolvimento sustentável já está gerando até Nobel de Economia. O prêmio deste ano foi para os americanos William Nordhaus e Paul Romer, por seus estudos sobre a interação entre o clima, as inovações tecnológicas, a economia e as políticas públicas. É preciso renovar a economia mundial e está cada vez mais claro que uma guinada para o verde seria saudável não só para o meio ambiente, como também para as próprias finanças globais.

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