Rio dá adeus às sacolas plásticas

Rio dá adeus às sacolas plásticas

Situações extremas exigem medidas extremas. O governo do Estado do Rio de Janeiro sancionou uma lei que proíbe que estabelecimentos comerciais distribuam sacolas plásticas descartáveis. Além disso, determina que ofereçam em troca produtos biodegradáveis e reutilizáveis.

A Câmara Municipal já havia aprovado um projeto banindo os canudos de plástico do comércio na capital. Agora é torcer para que essas leis peguem e que o cidadão também faça a sua parte, antes que sejamos plastificados.

Via O Globo

Foto: Márcia Foletto

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É por dúzia, quilo ou metro?

É por dúzia, quilo ou metro?

O patrão ficou maluco, e para salvar a própria pele está promovendo uma queima total de áreas preservadas de florestas e de direitos dos povos tradicionais – e quem está dizendo isso não são apenas as ONGs ambientalistas, mas também a grande imprensa. O freguês – no caso, a bancada ruralista, que ocupa 40% das cadeiras do Congresso Nacional – está rindo de orelha a orelha, mas o precinho de ocasião vai deixar um baita buraco no balanço: só no caso da Medida Provisória 759, vulgo MP da Grilagem, o prejuízo pode chegar a R$ 19 bilhões, segundo dados da ONG Imazon. E estamos falando só de verdinhas, deixamos de fora dos cálculos as perdas sociais e ambientais. Para salvar o seu mandato e, quiçá, preservar sua liberdade, o presidente Temer pode levar a lojinha Brasil à bancarrota. Vamos deixar barato?

A conta, feita pela pesquisadora do Imazon Brenda Brito, compara a diferença entre o valor médio de mercado por hectare e o preço estabelecido pelas regras da MP 759. A regularização das terras invadidas na Amazônia corresponde uma área de 6,9 milhões de hectares (25.199 imóveis rurais), o dá mais ou menos cinco cidades de São Paulo. Outro agradinho à bancada ruralista pode custar mais um bom dinheiro aos cofres públicos: a MP do Funrural, que deve institucionalizar um calote de R$ 26 bilhões do agronegócio. 

Para tentar nos convencer de que esta liquidação é um bom negócio e nos empurrar goela abaixo suas malfadadas reformas, o governo tem investido pesado em publicidade: a verba prevista para este ano, mais de R$ 200 milhões, já foi quase toda gasta no primeiro semestre. E ainda torrou R$ 4,1 bilhões em emendas, para que os parlamentares joguem o seu agá de vendedor para cima do eleitor. Quem não os conhece que os compre. Os gringos já sacaram que o produto é pirata: os noruegueses cortaram metade da grana que destinam ao Fundo Amazônia, uma bagatela de R$ 200 milhões, e o ministro francês da Transição Ecológica, Nicolas Hulot, já mandou avisar que seu país não vai mais importar óleo de soja de país desmatador. Vem mais prejú por aí.

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Mocambo em festa

Mocambo em festa

Este Dia de Consciência Negra vai entrar para a história de 185 famílias no município de Porto da Folha, em Sergipe: o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) reconheceu ontem (20/11) que elas pertencem ao Território Quilombola Mocambo.

Além de terem suas raízes reconhecidas, essas pessoas agora terão direito a políticas públicas garantidas pelo Plano Nacional de Reforma Agrária. Mocambo tem 680 hectares e foi a primeira Comunidade Remanescente de Quilombo reconhecida em Sergipe, em 2014, e a quinta no país.

Um viva para Zumbi! E aproveite para assinar e compartilhar a petição.

Via Agência Brasil e Incra

Foto: Cleumo Segond

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Não ao Juízo Final quilombola

Não ao Juízo Final quilombola

Em pleno século XXI ainda há quem meça os negros em arrobas. Somente 115 anos depois da promulgação da Lei Áurea, o Estado brasileiro se dispôs a conceder algum tipo de reparação aos descendentes dos africanos que foram aqui escravizados. Mas o Decreto 4.887, que regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação de comunidades quilombolas está sob risco. Um único partido, o Democratas, entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF contra ele. O julgamento foi suspenso e será retomado em 16 de agosto. Pode ser o Dia do Juízo Final da causa quilombola.

Saiba mais no artigo de Denildo Rodrigues de Moraes, o Biko, Coordenador Nacional da Conaq (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas), publicado no jornal “O Globo”.

Proteção ambiental até debaixo d’água

Proteção ambiental até debaixo d’água

A ONU deu a largada para a formulação de um novo tratado para a preservação e o uso sustentável dos recursos biológicos dos oceanos. A ideia é que o novo acordo também permita a criação de reservas marinhas, áreas de proteção ambiental da flora e da fauna oceânica.

As negociações vão tratar de temas como o aproveitamento racional de recursos genéticos marinhos, avaliação de impacto ambiental e transferência de tecnologia marinha. A saúde de nossos mares está em risco, e isso é conhecimento de todos.

Ainda assim, certamente a ONU vai enfrentar a resistência de países como Estados Unidos, Rússia, Japão, Noruega e Coreia do Sul. Vamos torcer e fazer pressão para que não joguem água no acordo.

Via Envolverde

Saiba mais: https://migre.me/tpbgv

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