setembro 2017 | poluição
Pintou mais sujeira. Somos mais de 207 milhões, segundo divulgou recentemente o IBGE, e 75 milhões de nós são afetados pelos lixões a céu aberto espalhados pelos rincões do país. Os dados, fresquinhos, são do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). E olha que a Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em 2010, dava o quatro anos de prazo para os municípios acabarem com essa vergonha, sob pena de responderem por crime ambiental.
A lei não pegou e o prejuízo pode chegar a US$ 4,65 bilhões até 2021, não só por atingir a saúde das pessoas, como também em impactos ambientais. Está na hora de fazer uma limpeza pesada nesse país, não?
Via G1
Foto: Agência Senado/Edilson Rodrigues
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junho 2018 | Extinção de espécies, Mudanças Climáticas
A doninha branca não tem mais para onde correr: virou presa fácil de seus predadores desde que a neve começou a sumir da Floresta Bialowieza, na Polônia, seu habitat. Seu pelo é branco para lhe servir de camuflagem. Agora, esse bichinho fofo corre sério risco de extinção.
Por causa das mudanças climáticas, os dias nevados caíram pela metade nos últimos 50 anos. A Mustela nivalis nivalis (seu nome no RG) pode ser mais uma vítima indefesa dos danos que estamos causando ao planeta.
Via O Globo
Foto: Karol Zup/AFP
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setembro 2017 | Agronegócio
O que mata, engorda: um terço dos vegetais consumidos no Brasil já apresenta resíduos de agrotóxicos em níveis acima dos aceitáveis. Ninguém faz a Monsanto e congêneres mais felizes do que o brasileiro, que consome cinco litros de veneno por ano. Em média, o país importa anualmente 1 bilhão de litros, liderando esse indigesto ranking mundial. Neste cardápio, entram produtos proibidos em vários países: são 434 substâncias, sendo que entre as 50 mais utilizadas, 22 foram banidas de boa parte da Europa. Entre 2002 e 2012, o uso de pesticidas e herbicidas mais que dobrou no Brasil, crescendo 115%. O uso pulou de 2,7 quilos para 6,9 quilos por hectare, com o agravante que 64,1% dos produtos usados em 2012 foram considerados como perigosos e 27,7%, muito perigosos, segundo o IBGE. E o menu pode aumentar consideravelmente, pois o governo preparou um novo livro de receitas que vai mudar regras para registro de novas substâncias. A Medida Provisória foi preparada na Casa Civil, com as inestimáveis colaborações da bancada ruralista e dos próprios fabricantes, e pode ser aprovada a qualquer momento. Vamos engolir mais essa?
Entre os produtos que só os brasileiros consomem estão o Tricolfon, Cihexatina, Abamectina, Acefato, Carbofuran, Forato, Fosmete, Lactofen, Parationa Metílica e Thiram. Tem um chamado Fipronil que acabou de protagonizar uma saia-justa na Europa, por ter sido usado irregularmente e provocado a retirada e milhões de ovos contaminados dos supermercados. Vender agrotóxico para o Brasil é um negocião: tem 60% de desconto no ICMS e isenção de IPI. Não satisfeitos, ainda querem rebatizar o produto para “defensivo fitossanitário”, como se ele fosse ficar menos daninho. E a análise da comida que vai para a mesa do brasileiro é bastante modesta. No relatório de 2012 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foram analisadas 3.293 amostras de somente 13 alimentos, 5% do que é examinado nos Estados Unidos e na Europa. A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) calcula que os alimentos que mais recebem pesticidas no Brasil são a soja (40%), o milho (15%), a cana-de-açúcar e o algodão (10% cada), os cítricos (7%), o café, o trigo e o arroz (3 % cada), o feijão (2%), a batata (1%), o tomate (1%), a maçã (0,5%) e a banana (0,2%). Entre 2007 e 2014, foram registradas 1.186 mortes causadas por intoxicação por agrotóxicos. Mas eles também podem matar de forma indireta, já que alguns produtos contêm substâncias cancerígenas.
O campeão brasileiro no uso de veneno na agricultura é o Rio Grande do Sul. Um estudo realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul comparou o número de mortes por câncer na região de Ijuí, no noroeste gaúcho, com as registradas no estado e no país entre 1979 e 2003. O resultado foi de embrulhar o estômago: a taxa de mortalidade local supera tanto a do Rio Grande do Sul, que já é bem alta, como a nacional. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o estado tem a maior taxa de mortalidade pela doença. Em 2013, foram 186,11 homens e 140,54 mulheres mortos mortos para cada grupo de 100 mil habitantes de cada sexo. A proporção é bem maior do que os nos segundos colocados, Paraná (137,60 homens) e Rio de Janeiro (118,89 mulheres). Em 2014, 17,5 mil pessoas morreram de câncer no Rio Grande do Sul; no país todo, foram 195 mil.
Os pesticidas e herbicidas ainda podem prejudicar a própria atividade agrícola, pois estão ajudando a reduzir drasticamente as populações de insetos polinizadores, como abelhas e borboletas, além de contaminar os lençóis feráticos. E os seus efeitos nefastos são duradouros e poderão atingir as futuras gerações: uma pesquisa da Universidade Federal do Mato Grosso, feita em 2011, analisou 62 amostras de leite materno e encontrou, em 44% delas, vestígios de Endosulfan, um agrotóxico já proibido por reconhecidamente prejudicar os sistemas reprodutivo e endócrino humanos. Para piorar, também foram encontrados, em todas as amostras, produtos ainda em pleno uso, como o DDE. Vamos banir o veneno de nossas mesas?
Saiba mais:
Governo vai mudar regras para registro de novos agrotóxicos
Brasileiros consomem cinco litros de agrotóxicos por ano
A República Agrotóxica do Brasil
Poluição por agrotóxicos: consequências “invisíveis” para a água, solo e ar
Pivô da crise dos ovos na Europa, pesticida fipronil é utilizado em larga escala no Brasil
Europa vive crise de ovos contaminados. Entenda
Lei nº 7.802, de 11 de julho de 1989
Brasil ainda usa agrotóxicos já proibidos em outros países
‘Epidemia de câncer’? Alto índice de agricultores gaúchos doentes põe agrotóxicos em xeque
Novos estudos mostram que agrotóxico afeta reprodução e diminui população de abelhas
Em Mato Grosso, pesquisa encontra agrotóxico em leite materno
maio 2016 | catastrophe ambiental
O Acordo de Paris foi um avanço, isso ninguém pode negar. Mas é preciso correr para que não tenha chegado tarde demais.
O ano de 2016 já é o mais quente da História.
A Terra está febril. A velocidade das mudanças no clima tem surpreendido os cientistas.
Por isso, o Acordo de Paris, pode entrar em vigor já em 2017, três anos antes do previsto.
A informação foi dada ontem pela chefe do clima das Nações Unidas, Christiana Figueres, numa conferência na Alemanha.
Cada vez fica mais claro que é preciso tomar medidas realmente eficazes para preservar nossas florestas.
Hoje é o Dia Nacional da Mata Atlântica. Vamos aproveitar para pensar mais nisso?
Elas são o remédio mais eficaz contra o efeito estufa. Só elas podem baixar a febre do planeta.
Via Observatório do Clima
Foto: Wikipedia
Saiba mais: https://www.observatoriodoclima.eco.br/acordo-pode-entrar-em-vigor-ja-em-2017/
julho 2018 | Quilombolas
Os quilombos estão em festa. O próximo Censo Demográfico do IBGE, que será feito em 2020, vai incluir dados sobre comunidades quilombolas de todo o país. Além de números sobre a quantidade exata de quilombos e seus habitantes, a pesquisa vai buscar informações sobre suas vocações econômicas e manifestações culturais.
Esses dados vão guiar com mais segurança o Incra e a Fundação Cultural Palmares em seu trabalho de demarcação de novos territórios. Os quilombolas estão ganhando cada vez mais visibilidade e isso é bom para todos nós.
Via Agência Brasil
Foto: Koinonia
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