fevereiro 2018 | Cerrado
Depois de feito o estrago, é difícil de consertar. Segundo um estudo da Universidade Estadual Paulista (Unesp), uma vez degradado, o Cerrado não se regenera naturalmente. E o segundo maior bioma do país, que pode abrigar 35 espécies diferentes de plantas por metro quadrado, está virando pastagem ou lavoura de soja.
A vegetação rasteira é a que tem mais dificuldade de se recuperar. Lá nascem os rios Xingu, Tocantins, Araguaia, São Francisco, Parnaíba e Paraná, entre outros. Se o Cerrado morrer, eles morrem junto.
Via Agência Fapesp
Foto: Ambiente Legal
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outubro 2016 | catastrophe ambiental
Pelo quinto ano consecutivo, o governo da Austrália classificou como “péssima” a qualidade da água, da flora marinha e dos corais da região da Grande Barreira de Corais.
O gigantesco ecossistema é vítima do escoamento agrícola desordenado e do aquecimento global, que causa seu branqueamento.
O governo afirma fazer tudo que pode para preservar a emblemática área natural, mas, claramente, não está sendo suficiente.
Precisará fazer mais do que diz “poder” se não quiser perdê-la.
Via: Folha de S.Paulo
Foto: David Gray / Reuters
Saiba mais: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2016/10/1824627-pessima-qualidade-da-agua-ameaca-grande-barreira-de-corais.shtml
fevereiro 2018 | Alternativas Energéticas
O verde vale mais do que o ouro. O Brasil tem a maior biodiversidade do mundo e essa é a sua maior riqueza. Mas o garimpo ilegal avança sobre a Amazônia, levando destruição à floresta. Com o Ibama cada vez mais enfraquecido, os Munduruku lutam praticamente sozinhos para deter os invasores. Os da aldeia PV, agora extinta, capitularam; mas a turma do Movimento Ipereg Ayu ainda resiste, tentando salvar o Rio da Tropa e a Floresta Nacional do Crepori. “Acabou o peixe. Estamos há quatro anos sem usar a água do rio”, diz a vice-cacique Iraneide Saw, 29, da aldeia, a Caroçal, que é agora abastecida por um poço artesiano.
A febre do ouro também atinge o ser humano por vias indiretas – e não falamos apenas da poluição dos mananciais d’água e do desmatamento, que pode levar a alterações climáticas. Existem cerca de 14.000 espécies de plantas e 163 de anfíbios na Amazônia. Não é de hoje que os povos indígenas conhecem as propriedades terapêuticas de várias delas, que vêm sendo comprovadas pela ciência pariwat – como os Munduruku chamam os não-índios.
O veneno da rã-kambo, por exemplo, pode ser uma arma eficaz contra as chamadas superbactérias; o jucá tem se mostrado eficiente no tratamento da leishmaniose; a unha de gato, que já é utilizada no tratamento de doenças como a artrite, também pode amenizar os sintomas de pacientes em estágio avançado de câncer; do jaborandi se extraem os sais de pilocarpina, usados contra o glaucoma; e a Universidade Federal do Pará estuda o uso do camapu contra o Mal de Alzheimer.
Os ecossistemas amazônicos são muito delicados, e o sumiço de uma única espécie endêmica pode causar uma extinção em massa. Numa dessas, podemos perder a cura para várias doenças. Esse tesouro não vale mais do que o vil metal? O governo não parece levar muita fé nisso. De 2016 para 2017, o Ministério do Meio Ambiente perdeu 43% do seu orçamento – ou R$ 335,5 milhões. Isso prejudica sobremaneira o trabalho de fiscalização de órgãos como o Ibama e o ICMBio, o que tem deixado ainda mais assanhados os garimpeiros.
Em outubro do ano passado, eles chegaram a atacar instalações das instituições, em retaliação à a operação Ouro Fino, realizada pelas duas contra a extração ilegal do minério no Rio Madeira, numa área de proteção ambiental. “Às vezes, a gente tira 15, 20 gramas para gastar com cachaça e prostituição. Isso eu digo vivenciado”, diz o garimpeiro Barbudo, que atua no Rio da Tropa. Tanta devastação em troca disso? Pelo jeito, ainda precisamos aprender a dar o real valor às coisas.
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outubro 2016 | Alternativas Energéticas, Amazonas, Belo Monte, catastrophe ambiental, Desmatamento, Direitos indígenas, Mata Atlântica, Tapajós
Como o Brasil pode chegar mais limpo, saudável e sustentável à metade do século?
O Observatório do Clima e o Museu do Amanhã, com o apoio da Fundação Roberto Marinho e do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), apresentam algumas propostas no 4º Seminário Nacional Sobre Emissões de Gases do Efeito Estufa – Como Descarbonizar o Brasil até 2050, que acontece no dia 27 (quinta-feira), de 9h às 13:30h.
Participe: https://observatoriodoclima.eco.br/seeg01.html
fevereiro 2018 | Mudanças Climáticas
Intervenção militar do bem: a China convocou 60 mil soldados para plantar árvores. A ideia é reflorestar uma área de 84 mil km² até o fim do ano, o que dá mais ou menos uma Irlanda.
As florestas cobrem 21% da China e a meta é chegar a 23% até 2020, para tentar reduzir a poluição no país. O verde oliva dando uma força para o verde floresta.
Via CicloVivo
Foto: Jia Ce/Asia News
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