outubro 2017 | Alternativas Energéticas
A gente está descobrindo agora o que os jangadeiros já sabem há séculos: o Nordeste é movido a vento. Com a longa estiagem que secou os reservatórios das hidrelétricas, a energia eólica responde agora por metade do abastecimento de eletricidade de região. Em segundo lugar, estão as termelétricas 32%. Energia produzida pela água em tempo de seca só dá 14%.
Mas tem outra coisa: além de serem poluentes, usinas térmicas podem consumir tanta água quanto uma cidade de 100 mil habitantes no seu sistema de resfriamento. Então vou soprar uma ideia: já não passou da hora de encarar o infalível vento nordestino como Plano A de geração de energia, em vez de Plano B?
Via Valor Econômico
Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo
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maio 2017 | Mudanças Climáticas
Onda, onda, olha a onda! O aumento de 5 a 10 centímetros no nível do mar pode mais que duplicar a frequência de inundações nas regiões litorâneas já em 2030. E isto pode acontecer mesmo se o Acordo de Paris for cumprido e a temperatura média aumentar no máximo 1,5 ºC.
Essas são as conclusões de um estudo da Universidade de Illinois, nos EUA. Segundo a pesquisa, a frequência e o impacto das inundações serão maiores justamente onde a alteração do nível da água tende a ser menor, como nas regiões tropicais.
No Brasil, a elevação do nível do mar deve aumentar a frequência de inundações especialmente no Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Via: Observatório do Clima
Saiba mais em: https://www.observatoriodoclima.eco.br/inundacoes-costeiras-podem-dobrar-em-2030/
Foto: Márcia Foletto
janeiro 2016 | Alternativas Energéticas
Depois de ter o orçamento reduzido pelo Congresso, Funai é obrigada a pedir dinheiro para outros países que tem uma relação respeitosa com a causa indígena.
Por falta de recursos, atividades de fiscalização e demarcação de terras ficarão prejudicada.
Enquanto o Brasil não enxergar a imensa riqueza das suas população tradicionais, vamos continuar sendo o país que poderia ter sido do futuro.
Saiba mais: https://migre.me/sH7hI
Foto: CIMI
junho 2018 | Biodiversidade, Extinção de espécies
Com medo do bicho-papão, o elefante africano agora só sai de casa depois que o sol se põe. E não é a única espécie que está mudando seus hábitos por causa do ser mais destrutivo e espaçoso da natureza: o homem.
Tigres, raposas e gambás também estão trocando o dia pela noite com medo da gente, segundo um estudo publicado na revista “Science”. Essa troca de turnos está bagunçando ecossistemas inteiros. Precisamos de uma boa dose de semancol.
Via EL PAÍS Brasil
Foto: Pixabay
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maio 2017 | catastrophe ambiental
Más notícias continuam a correr pelo leito do Rio Doce, e as últimas são especialmente preocupantes. O descaso da Vale/Samarco não se resume à tragédia em si, mas também às providências desastradas que a empresa vem tomando na tentativa de minimizar seus efeitos. Em Barra Longa, a emenda tem saído bem pior do que o soneto: a lama que atingiu o centro se espalhou por toda a cidade, vazando dos caminhões da empresa. “Não veio lama aqui para atingir assim, não. Eles trouxeram do centro da cidade para cá e foram colocando aí aonde está provocando todo este problema”, conta a moradora Geralda de Paula Gonçalves, de 66 anos.
A lama seca, vira poeira e se espalha mais ainda. O estudo “Avaliação dos Riscos em Saúde da População afetada pelo Desastre de Mariana”, feito pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade (ISS), relaciona o desastre com o aumento da incidência de diversas doenças na região. E este pode ser apenas o começo de uma epidemia.
Aproveitando-se do caos político que tomou conta do país, a bancada ruralista ameaça afundá-lo definitivamente na lama. A ideia é aprovar na surdina o Projeto de Lei (PL) que flexibiliza as regras do licenciamento ambiental.
No começo do mês, Michel Temer havia se comprometido a mandar para votação o texto do Ministério do Meio Ambiente, elaborado depois de um ano de discussão com outros ministérios e com o setor produtivo. Entretanto, em pleno cai-não-cai de Temer, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Nilson Leitão (PSDB-MT), protocolou o PL relatado pelo deputado ruralista Mauro Pereira (PMDB-RS), apelidado de “licenciamento flex”. Caso seja aprovado, a tragédia de Mariana pode se espalhar como um vírus. É preciso resistir!
Saiba mais sobre a manobra ruralista: https://www.observatoriodoclima.eco.br/temer-balanca-e-licenciamento-flex-avanca/
Leia sobre o drama de Barra Longa: https://www.mabnacional.org.br/noticia/samarco-desaloja-fam-lias-18-meses-depois-do-crime-0
E baixe o estudo do ISS: https://www.greenpeace.org.br/hubfs/Campanhas/Agua_Para_Quem/documentos/RelatorioGreenpeace_saude_RioDoce.pdf