abril 2018 | Oceanos, poluição
Poluição abissal. O novo relatória da ONU Meio Ambiente revela que foi encontrada uma sacola de plástico a 10.898 metros abaixo da superfície, na Fossa das Marianas.
Ou seja: nem mesmo a região mais profunda do oceano está livre da sujeira que fazemos aqui em cima. Chegamos ao fundo do poço?
Via ONU Brasil
Foto: National Geographic
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maio 2017 | Mudanças Climáticas
Apesar de estarmos na época mais propícia para o consumo vinho no hemisfério sul devido as temperaturas amenas, as videiras estão sendo podadas para começar a produção durante a primavera e os produtores precisam lidar com as geadas e as baixas temperaturas que podem prejudicar a plantação.
Intempéries como granizo, seca e incêndios também afetam a produção de uva, seja no Brasil, no Uruguai, Chile ou Argentina, onde fica Mendonza, uma das maiores regiões produtoras de vinho do mundo.
A pesquisa Global Wine Risk Index feita em mais de 130 países e 110 mil vinícolas, coloca a região argentina como a que mais sofre com as mudanças climáticas quando relacionado à produção mundial de vinho. Mendoza é atingida por todos esses problemas, além dos terremotos que frequentemente sacodem a região.
Desenvolvido por uma equipe de geofísicos, geocientistas, meteorologistas e economistas, o estudo utilizou de dados sobre as perdas da indústria vitivinícola devido aos fenômenos naturais. No Brasil, a região Sul que é a maior produtora de vinho do país, também está vulnerável às mudanças climáticas.
Não são só as vinícolas da América do Sul que tem sofrem com as mudanças climáticas. Na França, a produção caiu 10% em 2016 quando comparada ao ano anterior. Essa queda está associada principalmente ao aumento do número de geadas. Foi então que enólogos das regiões de Champagne, Bordeaux e Borgonha instalaram fogueiras, aquecedores e estão usando até helicópteros para salvar as plantações. Para evitar prejuízo, os agricultores instalaram tochas de fogo para criar correntes de ar sobre as videiras e evitar que a geada as atinja.

A Itália, que detém aproximadamente 18% da produção mundial, também está prejudicada pelas mudanças climáticas. Produtores da região de Vêneto, no norte do país, assim com os franceses, já estimam uma grande perda na safra deste ano, o que afetará o valor dos vinhos daqui alguns anos, quando estas safras chegarem ao mercado.
Mas é do “país da bota” também que uma invenção chama atenção. O Wineleather: couro vegetal com resíduos de vinho. A produção não utiliza água, ácido ou metais pesados, além de envolver animais. O produto criado por um arquiteto é composto de fibras e óleos contidos no bagaço da uva: peles, sementes e caules. Todos esses componentes podem ser obtidos durante a produção do vinho, ou seja, é uma maneira de aproveitar algo que já seria descartado. A ideia tem tudo para ser um sucesso, contato que as produções de uva e vinho resistam às mudanças climáticas.

Fotos: Universo Evino, Bom Gourmet e Ciclo Vivo
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fevereiro 2016 | Alternativas Energéticas
Há 27 anos, Ailton Krenak nos deu sua primeira lição, num discurso histórico no Congresso Nacional (vídeo abaixo). Desde então, temos aprendido muito com ele.
A Universidade Federal de Juiz de Fora, onde ensina saberes da cultura indígena desde 2014, lhe concedeu no dia 18 o merecido título de professor Honoris Causa. Fica aqui as nossas homenagem e gratidão.
Saiba mais: https://migre.me/t1Ezc
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junho 2018 | Agricultura orgânica, Agronegócio
O PL do Veneno, o Projeto de Lei 6299/2002 – que revoga a Lei de Agrotóxicos, de 1989 – tem um antídoto, e ele se chama PNaRA. A Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (este é o seu nome completo), ou PL 6670/2016, é uma iniciativa popular que tem como finalidade implantar medidas que ajudem a reduzir gradualmente o uso de pesticidas químicos no Brasil.
Esse conjunto de ações incluem incentivo à pesquisa e desenvolvimento de produtos de origem biológica – os chamados bioinseticidas – e à adoção de práticas de cultivo menos agressivas ao meio ambiente, de raiz agroecológica. A produção orgânica pode ser economicamente viável e o Brasil ainda deve faturar exportando tecnologia sustentável. Em nome de quê, então, ainda querem nos empurrar mais veneno?
O PNaRA prevê a adoção de medidas econômicas para desestimular o uso de agrotóxicos – que, por incrível que pareça, são isentos de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e em muitos estados pagam praticamente nada de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O dinheiro economizado poderia ser revertido em pesquisa. Há poucas semanas, inclusive, a Agência de Segurança Sanitária (Anvisa) aprovou um novo bioinseticida produzido a partir de um verme chamado nematoide para combater a vespa-da-madeira, praga que ataca árvores.
Só no ano passado, a indústria agroquímica movimentou cerca de R$ 30 bilhões no Brasil. E graças a essas facilidades fiscais, os cofres públicos deixaram de arrecadar pelo menos R$ 1,3 bilhão. E este é só o rombo federal: o estado de São Paulo, por exemplo, deixou de arrecadar pelo menos R$ 1,2 bilhão em 2015. É uma conta que não fecha: além dos prejuízos gigantescos para o meio ambiente, a saúde pública também sai perdendo.
Para cada US$ 1 que se gasta com agrotóxicos, perde-se US$ 1,28 com tratamento de pessoas intoxicadas – e olha que estamos falando apenas das pessoas que trabalham diretamente com esses produtos. Ainda não há estimativas de quantas são contaminadas indiretamente, seja pela água ou por alimentos que consomem.
Graças à influência da opinião pública, os ruralistas decidiram rever alguns dos pontos mais controversos do PL 6299/2002. Nesta terça (19/6), haverá uma nova reunião deliberativa. Só que depois de dois anos de espera, também começou a funcionar na Câmara a comissão especial que vai avaliar o PNaRA. Ou seja, juntou a fome com a vontade de comer. Cabe a nós continuarmos a pressão e lutar por uma alimentação mais saudável.
Assine a petição #ChegaDeAgrotóxicos
Saiba mais:
Texto integral do PNaRA
É hora de virar o jogo: PNaRA X PL do Veneno
Acompanhe a tramitação do PNaRA na Câmara
Temer deixa de arrecadar pelo menos R$ 1,3 bi com isenções aos agrotóxicos
Com incentivo do governo, Brasil lidera uso de agrotóxicos que matam 184 por ano
Pressão da opinião pública funciona e projeto de lei de agrotóxicos será revisto
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Comissão Especial da PNaRA: um importante espaço para o debate sobre a produção de alimentos de verdade
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Controle biológico como alternativa ao consumo excessivo de agrotóxicos (entrevista com o engenheiro agrônomo José Roberto Postali Parra, da Academia Brasileira de Ciências)
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maio 2017 | poluição
Sede da última Olimpíada, o Rio de Janeiro ainda não concluiu seu legado olímpico. Depois da cerimônia de abertura mais “verde” da história dos Jogos, 7 dos 9 projetos de saneamento e de recuperação do meio ambiente não foram finalizados.
É o que aponta um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU). Estas melhorias foram assumidas junto ao Comitê Olímpico Internacional, sendo de responsabilidade do estado e do município suas execuções.
Para o ministro do TCU Augusto Nardes, relator do processo, apesar do êxito na execução dos Jogos, “tanto o Rio de Janeiro como o Brasil perderam uma grande oportunidade de execução de diversas obras de melhoria do meio ambiente, sendo a principal delas, a despoluição da Baía de Guanabara”.
Via: O Globo
Saiba mais em: https://oglobo.globo.com/rio/tcu-exige-que-obras-ambientais-dos-jogos-sejam-concluidas-21212255
Foto: Grupo Hídrica