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Xingu: do Paraíso ao Inferno

Xingu: do Paraíso ao Inferno

Imagina que você mora na sucursal do Paraíso e resolvem transformá-la numa filial do Inferno. Foi o que aconteceu com Gilliard Juruna, cacique da aldeia Muratu, na Volta Grande do Xingu. Desde que construíram a Usina de Belo Monte, bateu 18h todo mundo se tranca em casa para fugir dos mosquitos, que se multiplicaram de forma assustadora. Acabaram-se os cochilos na rede e as pescarias no fim da tarde e os banhos de rio no pôr-do-sol.

Na mesma proporção, os peixes do rio sumiram. O pacu, iguaria favorita dos Juruna, comia frutas quem caíam das árvores das margens do rio. Com a mudança artificial na paisagem, todo ecossistema local foi prejudicado. E a Volta Grande ainda pode ser aberta à mineração, com a Belo Sun. Os estragos que estamos fazendo a Amazônia já começam a se refletir no resto do país. Reservatórios d’água secam no Sudeste e no Centro-Oeste. O problema não é só do Cacique Gilliard.

Via Folha de S.Paulo

Foto: Lilo Clareto

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Sem licença para Belo Sun

Sem licença para Belo Sun

Sinal vermelho para Belo Sun: a Justiça anulou ontem a licença de instalação da mineradora canadense. Se quiserem realmente extrair ouro da Volta Grande do Xingu, vão ter que fazer estudos de impacto ambiental sérios e realizar um processo de Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI) junto aos povos indígenas impactados, como manda o figurino.

Cerca de 80% da vazão natural do rio foi desviada na região, o que aumenta o risco de acidentes ou vazamentos da barragem de rejeitos minerais. O que poderia causar uma tragédia de Mariana de dimensões amazônicas.

Via Instituto Socioambiental – ISA

Foto: Francisco Vorcaro

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O buraco da mineração é mais embaixo

O buraco da mineração é mais embaixo

Quer que a gente desenhe o tamanho do estrago causado pela mineração a céu aberto e o que ganhamos em troca? O artista plástico Dillon Marsh fez isso na série “For What it’s Worth” (“Pelo Que Vale”). Nesta foto, a esfera no centro representa todo o cobre retirado dessa cratera na mina Palabore, na África do Sul. E o buraco é só o dano visível, pois a atividade ainda libera substâncias tóxicas na terra, no ar e na água. Vale a pena?

É uma imagem para ficar na cabeça quando o governo libera uma área do tamanho da Suíça na Amazônia para a exploração mineral, a Câmara se prepara para flexibilizar o licenciamento ambiental e a ameaça de Belo Sun ainda paira sobre o Xingu. Já pensaram numa tragédia de Mariana de proporções amazônicas?

Via Nexo

Foto: Dillon Marsh

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Hidrelétrica mata peixes

Hidrelétrica mata peixes

Assim que encheram o principal reservatório de Belo Monte, foram encontradas mais de 16 toneladas de peixes mortos no Rio Xingu. Isso foi em 2015; mas em janeiro deste ano, o Ibama determinou a paralisação das turbinas da hidrelétrica, depois de uma nova mortandade.

Agora é a Usina de Colíder, no Rio Teles Pires (afluente do Tapajós) que está sendo investigada pela polícia de Mato Grosso por peixecídio em massa. A Secretaria de Meio Ambiente local acusa a empresa de dificultar as apurações. Tem até ocultação de cadáver nesse crime.

Via G1

Foto: SindPesca

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Belo Sun ainda ameaça o Xingu

Belo Sun ainda ameaça o Xingu

O Rio Xingu continua correndo riscos. Apesar de a licença de instalação de Belo Sun estar suspensa por liminar, a mineradora canadense ainda não desistiu de explorar ouro às suas margens. Assim como aconteceu com a usina de Belo Monte, o empreendimento põe a perigo não só o ecossistema local, como também o modo de vida de ribeirinhos e indígenas que tiram seu sustento do rio.

A mineradora pretende atuar por mais de 20 anos, com áreas de exploração de mais de 3 km de extensão e uma barragem para conter 14 mil piscinas olímpicas de rejeitos (não esqueçam de Mariana e do Rio Doce).

O Projeto #Colabora começou esta semana uma série de reportagens sobre a Belo Sun, diretamente do Pará. Vamos acompanhar, pois a informação e a mobilização são nossas melhores armas.

Saiba mais: https://projetocolabora.com.br/florestas/belo-sun-ou-monstro-sun/

Foto: Rui Faquini

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