Belo Monte custou caro e você pagou

Belo Monte custou caro e você pagou

O documentário “Belo Monte: Depois da Inundação”, de Todd Southgate, responde às indagações feitas em 2011 pelo Movimento Gota D’Água.

Quando a hidrelétrica ainda era só um projeto, um painel independente de cientistas criticou o estudo de impacto ambiental da hidrelétrica.

O grupo citava graves omissões de riscos sociais e ambientais. Enquanto isso, o Gota D’Água alertava que o preço final da obra poderia ultrapassar os R$ 30 bilhões.

Hoje, ribeirinhos, indígenas e pescadores se tornaram refugiados em seu próprio país e foram desprovidos de seu modo de vida à beira do Rio Xingu. E quem pagou do bolso pelo desastre fomos nós, os contribuintes.

Belo Monte atropelou o bom senso

Belo Monte atropelou o bom senso

O documentário “Belo Monte: Depois da Inundação”, de Todd Southgate, responde às indagações feitas em 2011 pelo Movimento Gota D’Água.

Em 2011, o Gota D’Água já alertava que a usina de Belo Monte custaria R$ 30 bilhões. E mais: que 80% deste valor seria pago com o dinheiro do contribuinte. E que parte desses dinheiro seria desviado pela corrupção. Para construir a usina, o governo atropelou direitos e o ambiente.

Hoje é dia de luta contra as barragens

Hoje é dia de luta contra as barragens

Água parada não move moinhos e pode causar tragédias. A pauta do 14 de março, Dia de Luta Internacional Contra Barragens, é a defesa dos rios e dos direitos das comunidades atingidas por barragens, e a construção de um modelo econômico e energético limpo, sustentável e popular. Mas todo dia é dia para defendermos estas causas, pois tragédias como a de Mariana não podem ser esquecidas e muita água ainda vai rolar debaixo do Xingu por causa da construção de Belo Monte.

Tem que correr! Primeiro, porque rios como o Xingu e o Tapajós precisam fluir livres para carregar seus jorros de biodiversidade. Segundo, pela urgência de criar ações que respondam à altura aos impactos de grandes barragens sobre as águas do Brasil e do mundo. O Rio Doce foi aniquilado pela Samarco e ninguém ainda foi devidamente punido.

Afinal, água é vida. Vida #TemQueCorrer solta.

Aproveite para assistir ao documentário “Belo Monte: Depois da Inundação”, com direção do canadense Todd Southgate e narração de Marcos Palmeira, que já está disponível para streaming e download gratuitos: https://vimeo.com/181830626

É a Gota D’Água + 10

É a Gota D’Água + 10

Em 15 de novembro de 2011, foi lançado um vídeo  manifesto, É a Gota D’Água, questionando a maior e mais polêmica obra do Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC) do governo brasileiro: a Hidrelétrica de Belo Monte no Pará, que custou mais de R$ 30 bilhões e tem sua eficiência questionada por especialistas.

O Xingu é um rio de grandes variações e durante oito meses por ano praticamente seca. O rio também guarda a maior sociobiodiversidade da Amazônia. Em uma semana, a campanha reuniu um milhão de assinaturas e entrou para história da Internet.

 

O clamor do Xingu ecoa na Sapucaí

O clamor do Xingu ecoa na Sapucaí

Uma Gota no Oceano pede passagem para agradecer à Imperatriz Leopoldinense, escola de samba nota 10 em empatia, generosidade e consciência socioambiental, por levar a causa indígena à Sapucaí, em forma de cor e poesia, com o enredo “Xingu, o clamor da floresta”.

A gente certamente fala também em nome dos 870 mil indígenas dos mais de 230 povos do Brasil, que tiveram a oportunidade de apresentar ao mundo as suas reivindicações e a sua cultura.

Para além do desfile histórico, que contou com presenças de importantes lideranças como os caciques Raoni e Megaron, ao cantar o Xingu a Imperatriz ajudou a esquentar o debate sobre desenvolvimento sustentável, preservação do meio ambiente, demarcação de Terras Indígenas e mudanças climáticas.

Agora o povão já sabe: mexeu com o índio, mexeu com o clima!