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É a hora da transição para a energia limpa

É a hora da transição para a energia limpa

Estamos aos 46 minutos do segundo tempo, mas pesquisadores das universidades da Califórnia em Berkeley e de Stanford fizeram as contas e chegaram à conclusão seria possível – e economicamente viável – barrar as mudanças climáticas até 2050. Mas, para isso, é preciso começar agora a transição para energia limpa. Além de evitar milhões de mortes causadas pela poluição e transtornos climáticos, a troca geraria 24 milhões de empregos. Nada mau, não?

Como os chineses já estão no ano 4715, eles saíram na frente: inauguram a maior usina solar flutuante do mundo, que funciona justamente sobre um lago de uma mina de carvão desativada. Os maiores poluidores do planeta estão investindo pesado em fontes de energia alternativa, pois sabem que o futuro fica logo ali.

Via UOL e O Globo

Foto: Imaginechina/REX/Shutterstock

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Não adianta fazer dança da chuva

Não adianta fazer dança da chuva

Quer secar a maior bacia hidrográfica do mundo? Pergunte-nos como. Não tem erro: um estudo da Universidade de Connecticut, publicado recentemente na “Scientific Reports”, aponta que a mão humana pesou sobre a pior seca na Amazônia dos últimos 100 anos. Segundo a pesquisa, o desmatamento e o aquecimento provocado pela emissão de CO2 contribuíram decisivamente para a falta de chuvas na região. Se a devastação da floresta continuar nesse ritmo – o desmatamento cresceu 30% em 2016 –, não vai adiantar fazer dança, nem pedir uma força para São Pedro. A solução precisa vir de nós.

Os cientistas analisaram cinco períodos de estiagens na Amazônia (1983, 1998, 2005, 2010 e 2016) e concluíram que a do ano passado foi a primeira que não pôde ser justificada somente pelo aumento da temperatura da superfície dos oceanos, causada por fenômenos naturais como o El Niño. “Temperaturas acima do normal da superfície oceânica na região tropical do Pacífico e no Atlântico foram os principais causadores de secas extremas na América do Sul, mas não explicam a severidade da falta de chuva em 2016 em uma porção substancial da Amazônia e do Nordeste. Isso sugere fortemente uma contribuição potencial de fatores não oceânicos (como mudanças na cobertura da terra e aquecimento por emissões de dióxido de carbono) para a seca de 2016”, deduz o estudo. Com o aumento do desflorestamento, “futuras secas podem se tornar mais severas e mais frequentes”, disse uma das autoras da pesquisa, Guiling Wang.

E aí você se pergunta: e eu com isso? Bom, a falta de chuva na Floresta Amazônica não prejudica somente a biodiversidade e as populações locais, também pode causar falta d’água em outras regiões do país. O desmatamento prejudica a rota dos chamados rios voadores, nuvens gigantes que levam a umidade para outras regiões do Brasil, incluindo as mais populosas, como o Sudeste. São Paulo pode ser chapa de São Pedro, mas deixar os povos indígenas cuidarem da floresta ainda é uma solução mais eficaz do que esperar por um acordo celestial. Contra a seca, a gente recomenda: demarcação, já!

Saiba mais:

Ação humana contribuiu para seca sem precedentes na Amazônia, diz estudo

Unprecedented drought over tropical South America in 2016: significantly under-predicted by tropical SST

Um bilhão em dois anos

Um bilhão em dois anos

Um bilhão de exemplos. Este foi o número de árvores que os paquistaneses plantaram em dois anos. Só lhes restam 3% de suas florestas originais. O Paquistão é um dos países que mais devem sofrer com as mudanças climáticas na Ásia. Daí a necessidade de tomarem uma atitude.

O projeto chamado de Billion Tree Tsunami quer recuperar as florestas devastadas nas últimas décadas e o plantio foi feito na província de Khyber Pakhtunkhaw. Que esse tsunami verde tome todo o planeta.

Via Conexão Planeta

Foto: WWF

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Lúcifer inferniza a Europa

Lúcifer inferniza a Europa

Um calor dos infernos. A onda de altas temperaturas que vem castigando a Europa ganhou um nome à altura: Lúcifer. A Itália e os Balcãs são as zonas mais afetadas, e já foram registradas duas mortes na Romênia e uma na Polônia. O serviço meteorológico europeu, Meteoalarm, botou dez países em alerta vermelho. Na Espanha, a temperatura pode chegar aos 44° C.

E o pior é que Lúcifer deve continuar infernizando a vida dos europeus também nesta semana. Vamos rezar para São Pedro dar um refresco para os nossos irmãos do Hemisfério Norte. Mas se não fizermos a nossa parte, ondas de calor como estas podem se tornar cada vez mais constantes. É o que dá acender uma vela para o diabo – o desenvolvimento insustentável.

Via Público

Foto: Getty Images/P. Desmazes

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Paris pode não ser o bastante

Paris pode não ser o bastante

Nós sempre teremos Paris. Mas pode não ser o bastante. Mesmo que as metas do acordo climático assinado na capital francesa sejam cumpridas, as chances de conseguirmos manter o aumento da temperatura média do planeta em 1,5° C ou 2° C são muito pequenas. Ínfimas, até. Segundo estudos publicados ontem no periódico Nature Climate Change, elas variam de 1% a 5%.

Foram levadas em conta variáveis como o aumento da população e o crescimento da economia. Ou damos uma guinada radical em nossa matriz energética, para ontem, ou vamos ter que nos acostumar a viver num planeta bem diferente.

Via Observatório do Clima

Foto: Jorge Adorno/Reuters

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