Ferrovia Paraense: a Belo Monte da vez

Ferrovia Paraense: a Belo Monte da vez

O governo segue passando como um trator por cima dos direitos dos povos tradicionais na Amazônia. A Belo Monte da vez é a a Ferrovia Paraense: segundo lideranças quilombolas, o governo do estado do Pará está violando a convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, ao não realizar a consulta livre, prévia e informada sobre o projeto.

“Não vamos ter terra para plantar, não vamos ter peixe para comer, e a gente nem sequer foi consultado para isso”, diz Leocádia de Oliveira, presidente da Associação Quilombola África e Laranjituba. A Ferrovia Paraense será um ramal da Norte-Sul, cuja finalidade é ser um corredor de exportação de commodities, principalmente grãos e minérios. Gente e meio ambiente não entram nessa conta.

Assine a petição pelos direitos quilombolas

Via Brasil de Fato

Foto: Agência Pará

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Só na Amazônia

Só na Amazônia

Só fui apresentado agora ao pavãozinho do Pará. Ele só existe na Amazônia, a região com maior número de espécies endêmicas do mundo. O macaco-aranha-de-cara-branca, a anta, o gavião-real e a ariranha também. São 20 mil espécies de vegetais, oito mil delas endêmicas.  Essa biodiversidade é a nossa maior riqueza.

Daí a importância de vitória dos povos indígenas no Supremo Tribunal Federal. A permanência do índio na floresta é garantia de que ela será preservada. E essa conquista serve para fortalecer as próximas lutas.

Via O Globo​ e Pensamento Verde​

Foto: Pedro de Souza Pinto/Flickr

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O vício de desmatar

O vício de desmatar

O vício de cortar árvores: os dez maiores desmatadores da Amazônia derrubaram ilegalmente o equivalente a quatro vezes o tamanho do Parque Nacional da Tijuca, a maior floresta urbana do mundo, em um ano. Só dois deles, a Manasa Madeireira Nacional S.A. e José Carlos Nunes Meloni, desmataram 7,8 mil hectares, o que dá a metade do total.

É bom essa turma procurar logo o D.A. (Desmatadores Anônimos) para se curar, pois o Ministério Público Federal e o Ibama estão entrando na Justiça em conjunto contra eles, pedindo R$ 244,7 milhões em indenizações. Essa dependência pode pesar no bolso.

Via O Globo

Foto: Tiago Queiroz/Estadão

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Seca na Amazônia teve a mão do homem

Seca na Amazônia teve a mão do homem

Não dá mais pra fingir que a gente não tem nada a ver com isso: a seca na Amazônia de 2016, a pior em 100 anos, teve a mão do homem. Segundo um estudo da Universidade de Connecticut, publicado na Scientific Reports, o desmatamento e o aquecimento provocado pela emissão de CO2 contribuíram decisivamente para a falta de chuvas na região.

Das secas analisadas pelos cientistas (de 1983, 1998, 2005, 2010 e 2016), a do ano passado foi a primeira que não pôde ser justificada só pelo aumento da temperatura da superfície dos oceanos.E tem gente que ainda quer tirar a terra dos índios, logo eles que cuidam como ninguém da floresta.

Via: DW Brasil

Foto: Diário do Amapá

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Tem mais boi do que gente na Amazônia

Tem mais boi do que gente na Amazônia

Onde passa um boi, passa uma boiada, e já tem mais gado do que gente na Amazônia – mais de três cabeças por pessoa. Segundo o Imazon, em 2016 dois terços da área desmatada já tinha virado pasto, e enquanto a população humana na região era de 25 milhões, a bovina chegava a 85 milhões.

Não existe atividade mais danosa para o meio ambiente do que a pecuária extensiva. Ou a gente fecha essa porteira ou daqui a pouco também vai ter mais vaca do que árvore na maior floresta do mundo.

Via O Eco

Foto: Fabio Nascimento

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