Cocada para limpar os mares

Cocada para limpar os mares

Desafiadas por uma professora a pensar em sugestões para diminuir a quantidade de cascas de coco jogadas no lixo, Nubia Marques da Silva e Aline Faustino Soares tiveram uma grande ideia.
E acabaram criando uma nova solução para reduzir o impacto de vazamentos de óleo no mar.
As estudantes da Escola Técnica Estadual de Caraguatatuba (SP) perceberam que a turfa canadense, um pó usado para absorver o óleo despejado por navios no oceano, é muito similar à fibra de coco.
Aí, veio o teste: em um tanque com água do mar, juntaram óleo, borra de petróleo e fibra de coco. Os filamentos do fruto absorveram tudo.
Nubia e Aline já trabalham para patentear o produto e acreditam que poderão oferecê-lo a um preço mais barato que o da turfa canadense.
Brilhantes mentes jovens, brilhante natureza.
Via: CicloVivo
Foto: iStock by Getty Images
Saiba mais: https://ciclovivo.com.br/noticia/estudantes-brasileiras-criam-solucao-com-fibra-de-coco-para-vazamentos-de-oleo-no-mar/

Paraíba do Sul pode virar o novo Rio Doce

Paraíba do Sul pode virar o novo Rio Doce

A montanha da foto não é natural e pode causar um desastre ambiental do tamanho do que matou o Rio Doce, na região de Mariana (MG). O monte de resíduos tóxicos da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) já se espalha por uma área de 274 mil m² e está a menos de 50 metros das margens do Paraíba do Sul, que abastece o Rio de Janeiro.

O rio também banha São Paulo e Minas Gerais. A ONG S.O.S Baía de Guanabara denunciou a CSN ao Ministério Público Federal. Que as providências venham para prevenir, e não remediar.

Via Jornal do Brasil

Foto: Fernanda Dias

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Sobe o avião e a temperatura

Sobe o avião e a temperatura

Daqui de baixo mal se vê, mas a aviação comercial está causando um furdunço no clima. E não só pelas emissões de CO2, como também por causa do óxido de nitrogênio, do vapor d’água, das trilhas de condensação e das alterações das nuvens, que estão ajudando a fazer subir a temperatura.

Por enquanto, o seu impacto no aquecimento global aparentemente não é tão grande: 5%. Mas se levarmos em conta que apenas 3% da população mundial voou em 2017, o número é desproporcional. Uma única pessoa fazendo viagem de ida e volta entre a Alemanha e o Caribe produz a mesma mesma quantidade de CO2 que 80 moradores da Tanzânia num ano inteiro. Valei-nos, Santos Dumont!

Via DW Brasil

Foto: Serdar Yorulmaz

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Tecnologia e natureza

Tecnologia e natureza

Uma quarta revolução industrial pode ser iniciada se aliarmos inovações tecnológicas à preservação da biodiversidade da Amazônia.
Pelo menos é o que defende um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), dos EUA.
A ideia é explorar o patrimônio biológico da floresta e o conhecimento dos povos tradicionais no manejo de fauna e flora para a criação de materiais, sensores e até robôs – tudo com ajuda de inteligência artificial e biomimetismo (tecnologias que “imitam” a natureza).
Nurit Bensusan, do Instituto Socioambiental – ISA, vê potencial nesse caminho para preservar a floresta, mas alerta: é preciso “muito cuidado para que haja a repartição de benefícios” com os povos indígenas.
Respeitá-los é, de fato, condição inegociável.
#DesmatamentoZero #DemarcaçãoJá #TamuatéAki #Biodiversidade
Via: DW (Brasil)
Foto: AFP
Saiba mais: https://www.dw.com/pt-br/vale-do-sil%C3%ADcio-amaz%C3%B4nico-pode-manter-floresta-em-p%C3%A9/a-19560887

Mais comida, menos desmatamento

Mais comida, menos desmatamento

Dinheiro não é capim, terra tem fim e comida não cai do céu. Uma das principais justificativas para o desmatamento – não somente no Brasil, mas no mundo inteiro – é a de que é preciso abrir mais espaço para plantar e criar gado para alimentar a população que só cresce. Se deixarmos as motosserras e os tratores de lado, e usarmos uma calculadora, porém, vamos ver que esses números não batem. Do campo ao prato, o roteiro inclui mau aproveitamento ou uso inapropriado da terra, problemas com armazenamento e transporte, quantidades obscenas de alimentos em bom estado que vão para o lixo e a falta de planejamento. Em uma palavra: desperdício – de recursos naturais, financeiros e humanos.

Vamos começar pela quantidade de comida que é jogada fora. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), cerca de 1,3 bilhão de toneladas – ou um terço de todos os alimentos produzidos no planeta anualmente – vão para o lixo. Com apenas um quarto do que é desperdiçado hoje, seria possível alimentar 870 milhões de famintos e acabar com a fome no mundo. No Brasil, contando apenas os supermercados, todos os anos vão para o lixo R$ 7,1 bilhões em comida – cifra equivalente ao faturamento anual do Grupo Pão de Açúcar.

Em nosso país, o desperdício também acontece bem antes das prateleiras. Por séculos, as dimensões e abundância de terras parecem ter afrouxado a preocupação com um uso mais eficiente – e sustentável – do solo. Uma navegada na área de cobertura e uso do solo do recém atualizado site MapBiomas dá a dimensão exata do quanto do território nacional é ocupado, por exemplo, com pastos (150.117.868,30 hectares) e sua proporção em relação, por exemplo, à área preenchida por “formações florestais” (430.775.866,56 hectares). Grande extensão, porém, não representa grande produção. Na Amazônia, nada menos que 65% do desmatamento tem como objetivo ampliar as atividades pecuárias. Mas iniciativas como os da Pecuária Sustentável da Amazônia (Pecsa), mostram que desmatar para ampliar a pastagem é um mau negócio, e dá para produzir mais, melhor e com maior rentabilidade de forma sustentável.

Pastos na Amazônia costumam se esgotar em poucos anos e, depois disso, são simplesmente abandonados por pecuaristas que partem para abrir novas clareiras. Esse é o principal motivo para que, a despeito de vir crescendo muito na região, a soja seja responsável por apenas 1,2% do desmatamento na região. Não por acaso, pastos exauridos são ocupados justamente por essa cultura que está submetida a uma moratória – que veta o financiamento e a aquisição da soja cultivada em áreas desmatadas do bioma Amazônia a partir de julho de 2008. O boi desmatou, a soja ocupa. Em 2017, houve a maior ocupação em cinco anos.

Como outras commodities, porém, a soja está muito mais presente no prato da balança comercial do que sobre a mesa dos brasileiros: das 115 milhões de toneladas colhidas em 2017, 78% foram para a China. Segundo o IBGE, 70% dos alimentos consumidos no país vêm da agricultura familiar, e a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário informa que temos 4,4 milhões de agricultores familiares, responsáveis por 38% da produção agropecuária brasileira e por empregar 74% da força de trabalho. O agronegócio é dominado pela monocultura extensiva de poucos produtos, usa muitas máquinas e insumos químicos, tem foco no mercado externo e recebe crédito maciço do governo, enquanto a agricultura familiar é dedicada à policultura e à produção de alimentos, emprega mais gente e não é tratada com a mesma generosidade pelo Estado.

Quando falamos em fome no mundo, soluções relacionadas a esta segunda forma de produção – como, por exemplo, a permacultura – se mostram não somente mais baratas, como sustentáveis em termos socioambientais, não somente na agricultura, mas também em outras formas de se produzir alimentos. No fundo, é tudo uma questão de definir prioridades – e de não deixar comida no prato.

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