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Hidrelétrica mata peixes

Hidrelétrica mata peixes

Assim que encheram o principal reservatório de Belo Monte, foram encontradas mais de 16 toneladas de peixes mortos no Rio Xingu. Isso foi em 2015; mas em janeiro deste ano, o Ibama determinou a paralisação das turbinas da hidrelétrica, depois de uma nova mortandade.

Agora é a Usina de Colíder, no Rio Teles Pires (afluente do Tapajós) que está sendo investigada pela polícia de Mato Grosso por peixecídio em massa. A Secretaria de Meio Ambiente local acusa a empresa de dificultar as apurações. Tem até ocultação de cadáver nesse crime.

Via G1

Foto: SindPesca

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Refugiados do clima e do descaso

Refugiados do clima e do descaso

Segundo o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur), o número de refugiados e deslocados no mundo atingiu 65,6 milhões de pessoas no ano passado, um crescimento de 300 mil na comparação com 2015 (saiba mais aqui). Por trás de cada refugiado geralmente há um ato de violência, direto ou indireto. E ele não precisa estar fugindo de conflitos armados. Hoje, pode-se dizer isso, inclusive, de vítimas de catástrofes naturais. O descaso com o meio ambiente é uma forma de violência – e das mais destrutivas.

Hoje é o Dia Mundial do Refugiado, dia para a gente se lembrar que atualmente as mudanças climáticas estão entre as maiores responsáveis pelos fluxos migratórios. Em 2014, calcula-se que houve 19,3 milhões de refugiados climáticos no mundo, conforme o último relatório do Centro de Monitoramento de Deslocados Internos (IDMC). Já a Acnur estima que serão aproximadamente 250 milhões até o fim do século. O ano de 2016 foi o mais quente da História e caso a temperatura do planeta continue a subir, o número de fenômenos climáticos extremos crescerá no mesmo ritmo: foram registrados 750 em 2016, contra uma média de 590 casos nos últimos dez anos. 

A política desenvolvimentista adotada há cerca de uma década no Brasil, aliada à negligência e à ganância, gerou dois casos emblemáticos de refugiados socioambientais, que são refugiados em seu próprio país. A exploração desmedida de nossos recursos naturais causou a tragédia de Mariana e abandonou à própria sorte a população da região do entorno da Usina de Belo Monte. A área inundada para encher o reservatório da hidrelétrica foi de 500 quilômetros quadrados, o tamanho da cidade de Curitiba. Com a inundação, cerca de 10 mil famílias do município de Altamira tiveram que deixar para sempre suas casas, que muitas vezes abrigaram gerações. O número de indígenas afetados direta ou indiretamente na região chega a 20 mil. O vazamento da barragem de Samarco/Vale que matou o Rio Doce deixou 303 famílias desalojadas.

Essas pessoas não perderam somente suas casas, mas também suas identidades culturais – no caso dos povos indígenas, dá para se falar em etnocídio. E caso nada seja feito, casos como estes podem se tornar comuns. Só ao longo do Rio Amazonas há 140 barragens em funcionamento ou em construção e outras 428 estão planejadas. E a qualquer momento pode ser aprovado no Congresso o Projeto de Lei que flexibiliza as regras do licenciamento ambiental. A licença de instalação da mineradora canadense Belo Sun à beira do Xingu no momento está suspensa, mas a decisão pode ser revertida; até hoje, a Samarco/Vale sequer pagou um centavo dos R$ 344,8 milhões em multas aplicadas pelo Ibama, que autuou a empresa 23 vezes. Imaginem o que está por vir. Por isso é preciso resistir e reagir.  

Foto: Getty Image

 

A energia do Tapajós vem do sol!

A energia do Tapajós vem do sol!

O astro-rei não perde a majestade na terra dos Mundurukus.
Ele dá vida à floresta e pode ajudar a preservá-la.
Usinas solares podem ser uma alternativa à construção de hidrelétricas no rio – que, não custa lembrar, é o último afluente da margem direita do Amazonas a correr livre.
O Greenpeace Brasil e a Fundação Empowered by Light implataram projetos-piloto em duas aldeias da Terra Indígena Sawré Muybu.
Os painéis fotovoltaicos vão fornecer energia para uma escola e freezers comunitários. E mais importante do que isso: servirão de exemplos a serem seguidos.
Via Greenpeace Brasil
Saiba mais: https://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Energia-solar-brilha-para-o-povo-Munduruku/

Belo Sun ainda ameaça o Xingu

Belo Sun ainda ameaça o Xingu

O Rio Xingu continua correndo riscos. Apesar de a licença de instalação de Belo Sun estar suspensa por liminar, a mineradora canadense ainda não desistiu de explorar ouro às suas margens. Assim como aconteceu com a usina de Belo Monte, o empreendimento põe a perigo não só o ecossistema local, como também o modo de vida de ribeirinhos e indígenas que tiram seu sustento do rio.

A mineradora pretende atuar por mais de 20 anos, com áreas de exploração de mais de 3 km de extensão e uma barragem para conter 14 mil piscinas olímpicas de rejeitos (não esqueçam de Mariana e do Rio Doce).

O Projeto #Colabora começou esta semana uma série de reportagens sobre a Belo Sun, diretamente do Pará. Vamos acompanhar, pois a informação e a mobilização são nossas melhores armas.

Saiba mais: https://projetocolabora.com.br/florestas/belo-sun-ou-monstro-sun/

Foto: Rui Faquini

A corrupção é insustentável

A corrupção é insustentável

A corrupção é insustentável. A gente vem batendo nessa tecla desde 2011, quando começamos a denunciar os desmandos que moveram a construção da usina de Belo Monte. Por trás de praticamente todos os escândalos políticos recentes no país estão grupos empresariais – sejam ligados à infraestrutura, à exploração de recursos naturais ou ao agronegócio – que, de uma forma ou de outra, impactam o meio ambiente e as vidas dos mais desamparados. Não é coincidência, já que as maiores riquezas do Brasil são os seus recursos naturais e a sua extensão territorial.


Passamos por um momento de grande apreensão e tristeza, mas cabe a nós aproveitar a ocasião para recomeçar e cuidar melhor de nosso país. É hora de nos unirmos para construir um Brasil com raízes sólidas, assentadas na justiça social e no desenvolvimento sustentável.


Foto: GoConqr

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