outubro 2017 | Mudanças Climáticas
Uma bomba climática. Um estudo inédito para descobrir como o calor afeta o solo da floresta, realizado ao longo de 26 anos, revelou uma consequência preocupante: as mudanças climáticas fazem com que ele libere dióxido de carbono na atmosfera. E este processo que pode se tornar incontrolável, tornando o planeta cada vez mais quente.
A pesquisa foi realizada pelo Marine Biological Laboratory (MBL), da Universidade de Chicago, na Floresta de Harvard, em Massachusetts (EUA), e publicado na revista Science. “Se uma quantidade significativa desse carbono do solo for adicionada à atmosfera, devido à atividade microbiana, isso acelerará o processo de aquecimento global. E uma vez que este processo começa, não há nenhuma maneira de desligá-lo”, disse Jerry Melillo, do MBL. Ou seja, não adianta nem tirar a tomada; tem é que correr para reverter o efeito.
Via Exame
Foto: Boing Boing
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outubro 2017 | Quilombolas
O Vale do Ribeira, que fica entre São Paulo e Paraná, é o último remanescente de área contínua de Mata Atlântica no Brasil. Não por coincidência, há cerca de 50 comunidades remanescentes de quilombos na região. Entre eles, está o Quilombo Ivaporunduva, que existe desde 1630. Um estudo da Comissão Pró-Índio de São Paulo, feito em 35 comunidades quilombolas na região de Oriximiná, no Norte do Pará, apontou que a presença delas tem sido fundamental para a preservação da floresta local. A cultura quilombola preza o uso racional da terra. Preservar quilombo é preservar a natureza. Por isso, a luta dos quilombolas por seu direito constitucional à terra também é nossa.
Quinta-feira (9/11) será julgada a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3.239, levada ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 2004, pelo antigo Partido da Frente Liberal (PFL), atual Democratas (DEM), contra o Decreto 4.887. Uma decisão do STF favorável ao DEM pode paralisar o andamento dos processos para titulação de terras quilombolas no Incra, além de ameaçar as já titulados. O julgamento vem se arrastando desde 2012; o último adiamento foi em 18 de outubro. E apenas 7% das terras quilombolas em processo de regularização foram tituladas até agora.
Assim como o Ivaporunduva, muitos quilombos são contemporâneos das capitanias hereditárias. Ninguém discute hoje os direitos dos herdeiros dos seus donatários, mas o direito à terra dos povos tradicionais, quilombolas e indígenas, garantidos pela Constituição de 1988 e pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, sempre é questionado. Muitas vezes com violência. Este ano, 14 quilombolas foram assassinados.
Segundo o estudo da Comissão Pró-Índio de São Paulo, as oito comunidades da Calha Norte do Pará contribuíram para a redução do desmatamento da Amazônia de 14,6% para 7,2%, entre 2000 e 2009.
Até porque para essas comunidades as florestas cumprem o papel fundamental de orientar o seu modo de vida, ditando costumes e tradições, além de ser delas e dos rios que tiram o seu sustento. Quilombolas que vivem em simbiose com a natureza.
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Saiba mais:
STF retoma ação que pode inviabilizar 1.536 áreas quilombolas
Terras quilombolas em Oriximiná: Pressões e ameaças
Coleção Terras de Quilombos
Violência contra quilombolas dispara em 2017
Quilombos do Ribeira
Ainda há quem nos meça em arrobas, artigo de Denildo Rodrigues de Moraes, o Biko, coordenador nacional da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) para o jornal “O Globo”
Quilombo Ivaporunduva: liberdade (vídeo)
A luta dos quilombolas (vídeo)
Fundação Palmares
Assista aos vídeos da campanha:
Nenhum Quilombo a Menos
Você já sofreu preconceito na pele?
Todo mundo precisa de um pedaço de terra
maio 2017 | Alternativas Energéticas
A arara-azul, que sofria com o tráfico e já esteve na lista de animais em extinção, vem sendo beneficiada pelo projeto homônimo que alia conservação com turismo no Pantanal. O Arara Azul monitora, com armadilhas fotográficas e pessoalmente, cem ninhos naturais e artificiais na região, e trabalha também com educação ambiental, para evitar a caça, além de criar estratégias para proteger os filhotes.
O feito se deu por iniciativa de uma bióloga Neiva Guedes que, ao visitar o Pantanal para um curso sobre conservação, se deparou com uma árvore seca, apinhada de araras. “Parecia uma árvore de Natal, mas, em vez de bolinhas, tinha araras. Foi paixão à primeira vista. Ouvi do professor que a espécie poderia desaparecer se nada fosse feito. Eu não era pantaneira nem ornitóloga, mas fiquei determinada a fazer alguma coisa”, conta.
Hoje, mais de 5 mil indivíduos povoam o bioma.
Via: Estadão
Saiba mais em: https://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,o-projeto-pessoal-que-ajudou-a-salvar-a-arara-azul,70001781722
Foto: Cezar Côrrea
janeiro 2016 | Direitos indígenas
O Brasil finalmente vai ser obrigado a responder em comissão da Organização do Estados Americanos sobre violação de direitos humanos cometidos durante a construção de Belo Monte.
“Já está na hora de o Brasil responder integralmente a nossas denúncias a respeito da ausência de consulta e consentimento prévio, livre e informado das comunidades indígenas afetadas; da falta de participação e de estudos de impacto ambiental adequados, dos deslocamentos forçados e das violações aos direitos à vida, integridade, saúde e justiça das comunidades indígenas, ribeirinhas e moradores da cidade de Altamira”, destacou María José Veramendi Villa, advogada da AIDA (Asociación Interamericana para la Defensa del Ambiente)
Saiba mais:https://migre.me/sFWi0
Foto: A cidade de Altamira, a mais próxima da construção da represa e uma das áreas mais afetadas pelo deslocamento e pelos conflitos socioambientais provocados pela construção da hidrelétrica. Credito: Flávia do Amaral Vieira.
julho 2016 | Alternativas Energéticas
Lembram-se do nosso post falando que o café em capsula é prejudicial ao meio ambiente?
Não? Então veja aqui: https://tedk.com.br/projeto/gota/?bibliografia=cafe-demais-faz-mal-saude-do-planeta
Pois bem, logo será possível voltar a tomar seu cafezinho sem culpa.
Uma empresa canadense criou uma cápsula 100% biodegradável.
E não é só isso: ela é feita a partir da casca do café. Não só pode ser descartada no lixo orgânico, como pode servir de adubo.
Melhor do que isso, só um café fresquinho.
Via CicloVivo
Saiba mais: https://ciclovivo.com.br/noticia/empresa-canadense-e-a-1a-do-mundo-a-produzir-capsulas-biodegradaveis-para-cafe/