Munduruku fazem protesto no ATL

Munduruku fazem protesto no ATL

Munduruku aprende a resistir engatinhando. Os bravos guerreiros da Bacia do Tapajós fizeram ontem um protesto pela demarcação da Terra Sawré Muybu em Brasília. Eles estão na cidade para participar do Acampamento Terra Livre (ATL) 2018.

Os Munduruku querem impedir a construção de hidrelétricas no Tapajós, o último afluente da margem direita do Amazonas a correr livre. Eles são um exemplo a ser seguido. Em nome de que deixamos atropelarem nossos direitos sem resistência?

Via Amazônia Real

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Chapada pega fogo

Chapada pega fogo

O Brasil é uma grande fogueira. Desde terça-feira, o fogo consome o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Patrimônio Natural da Humanidade, que foi ampliado em junho deste ano. Mais de 200 pessoas tentam em vão apagar as chamas, que já consumiram 35 mil hectares, ou 14,6% da áreas da reserva de Cerrado.

As condições climáticas (ventos fortes, temperaturas acima dos 35°C e a seca) ajudam o fogo a se alastrar, mas o incêndio foi criminoso, segundo Fernando Tatagiba, chefe do parque: “Alguém botou fogo na vegetação dos dois lados da rodovia GO-118 e no interior uma área desmatada que serve justamente como medida de prevenção de incêndios. Certamente se trata de uma pessoa que conhece a região e a nossa dinâmica de combate às chamas”, disse ele. Segue a queima total de nossas riquezas.

Via Exame

Foto: FernandoTatagiba/ICMBio

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Devastação premiada

Devastação premiada

Um artigo incluído na Medida Provisória (MP) 752 pretende isentar os bancos de qualquer punição no caso de financiarem instituições ligadas a crimes ambientais. Porém essa MP, chamada de “MP das Concessões”, já aprovada no Congresso e dependendo apenas da sanção presidencial, diz respeito as regras de concessões no setor de transportes.

O Ibama está se mobilizando para convencer o presidente Michel Temer a vetar esse artigo, que vai dificultar a fiscalização ambiental em cima dos bancos supervisionados pelo Banco Central e entidades governamentais de fomento.

Segundo o órgão, “a lei não pode conter matéria estranha” a seu objeto, “configurando assim um problema jurídico claro ao se incluir o tema da responsabilidade ambiental das organizações financeiras em texto que dispõe sobre assunto evidentemente diverso”.

Via: Estadão

Saiba mais em: https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,jabuti-na-mp-das-concessoes-isenta-bancos-de-punicao-em-crimes-ambientais,70001818071

Foto: Daniel Beltrá

Sujeira do bem

Sujeira do bem

Acredite se quiser: em um futuro próximo algumas cidades do Brasil vão produzir toda a sua energia a partir de dejetos de animais. Segundo estudo da Associação Brasileira de Biogás, o gás resultado da decomposição do material orgânico pode representar até 12% da nossa matriz energética.

Quer saber mais? Leia a reportagem do jornal “O Globo”: https://migre.me/t3Nfi

Vamos para a próxima fase?

Vamos para a próxima fase?

É hora de virar o jogo! Segundo o Instituto Ipsos, 80% dos brasileiros estão pessimistas em relação ao futuro ambiental da Terra. A mesma pesquisa aponta que 82% de nós reconhecem que a atividade humana é a principal causa das mudanças climáticas. Ou seja: a gente tem consciência de que a situação é grave e que a culpa é nossa. E essa percepção é geral, pois as cerca de 18 mil pessoas de 23 países entrevistadas pelo Ipsos chegaram às mesmas conclusões.

Se reconhecemos que o problema existe e que somos a sua causa, que tal passarmos agora para a terceira fase? Está em nossas mãos salvar a natureza. Então, o que estamos esperando? Vamos à ação!

Há dois anos, os países do G7 haviam se comprometido, em reunião na Alemanha, a não usar mais combustíveis fósseis até o fim do século. Além disso, o ex-presidente americano Barack Obama anunciou o Plano de Energia Limpa, prevendo redução de 32% das emissões das usinas termelétricas até 2030. Porém, o atual presidente dos EUA, Donald Trump, tem se empenhado em demolir o legado do antecessor. No último encontro do grupo, na semana passada, na Sicília, ele mais uma vez adiou sua decisão de seu país permanecer ou não no Acordo de Paris. Entretanto, os líderes de Alemanha, Reino Unido, Itália, Canadá, Japão e França deram um bom exemplo de ação ao enquadrá-lo, anunciando que vão continuar a seguir suas agendas ambientais, independentemente da resposta americana.

Enquanto isso, em Brasília, governo e bancada ruralista se aproveitam do caos reinante para aprovar a toque de caixa medidas que atingem em cheio a saúde do meio ambiente e que podem comprometer definitivamente o nosso futuro, além de impedir que o país cumpra as metas do Acordo de Paris. Tramitam no Congresso Nacional projetos que reduzem áreas de florestas, facilitam a venda de terras a estrangeiros e afrouxam as regras de licenciamento ambiental. Além disso, voltou à pauta este ano o novo código de mineração, que estava engavetado desde 2015 e que simplesmente ignora aspectos sociais e ambientais que podem ser afetados pela atividade. Não podemos ficar de braços cruzados!

Saiba mais sobre a pesquisa do Instituto Ipsos: https://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/para-80-dos-brasileiros-mundo-caminha-para-desastre-ambiental-21357615

 

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