março 2016 | Alternativas Energéticas
Você não precisa trocar sua vontade de mudar o mundo por nada. A apresentadora Bela Gil conseguiu reverter uma consulta pública na Anvisa sobre a proibição de um agrotóxico usando o seu prestígio nas redes sociais. Graças a uma postagem que fez no Facebook, ela conseguiu virar o jogo de 64% contra para 68% a favor a proibição do Carbofurano – até o nome é feio pra dedéu. A substância já é proibida em países da União Europeia, no Canadá, nos Estados Unidos e na China.
Via Hypeness
Saiba mais: https://migre.me/t8lyF
junho 2018 | Desmatamento
Enquanto se desmata a Amazônia para criar gado, devastam o Pampa, bioma ideal para a pecuária, para plantar soja – grão utilizado para fazer ração para boi. Qual a lógica disso? O Pampa é um dos seis biomas brasileiros e é o segundo mais devastado, só perdendo para a Mata Atlântica.
A atividade pecuária não só convive bem com as espécies nativas pampeiras como até ajuda na preservação de sua biodiversidade. Mas a lógica do lucro pelo lucro atropela até a própria lógica. Em nome de quê?
Via O Eco
Foto: Adriano Becker
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junho 2017 | Belo Monte
O Rio Xingu continua correndo riscos. Apesar de a licença de instalação de Belo Sun estar suspensa por liminar, a mineradora canadense ainda não desistiu de explorar ouro às suas margens. Assim como aconteceu com a usina de Belo Monte, o empreendimento põe a perigo não só o ecossistema local, como também o modo de vida de ribeirinhos e indígenas que tiram seu sustento do rio.
A mineradora pretende atuar por mais de 20 anos, com áreas de exploração de mais de 3 km de extensão e uma barragem para conter 14 mil piscinas olímpicas de rejeitos (não esqueçam de Mariana e do Rio Doce).
O Projeto #Colabora começou esta semana uma série de reportagens sobre a Belo Sun, diretamente do Pará. Vamos acompanhar, pois a informação e a mobilização são nossas melhores armas.
Saiba mais: https://projetocolabora.com.br/florestas/belo-sun-ou-monstro-sun/
Foto: Rui Faquini
outubro 2017 | Desmatamento
O planeta perdeu o equivalente à área da Nova Zelândia em áreas florestais no ano passado. E perdeu para o fogo: o aumento de 51% em relação a 2015 se deu, principalmente, por causa de incêndios, segundo relatório da Global Forest Watch. Incêndios no Brasil, Estados Unidos (foto), Espanha e Portugal indicam que a área destruída este ano deve ser ainda maior. E floresta queimada também é mais CO2 na atmosfera.
Fatores climáticos à parte, o homem contribui ao tratar o solo de forma inadequada, praticar a monocultura do eucalipto e não fazendo o devido trabalho preventivo – ou até mesmo agindo criminosamente, como na Chapada dos Veadeiros e em Portugal. O lado bom disso: não é um trabalho para São Pedro, nós mesmos podemos resolver.
Via O Globo
Foto: Ringo H.W. Chiu/AP
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junho 2017 | Alternativas Energéticas
Não se trata mais apenas de resistir, é preciso reagir. O último Dia Internacional do Meio Ambiente (5/6) pode ser um marco dessa virada: o governo aproveitou a data para anunciar a ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, que passou de 65 mil para 240 mil hectares. Isso só foi possível porque a sociedade se mobilizou e se fez ouvir. Juntos, fizemos a diferença. Se continuarmos unidos, podemos conquistar novas vitórias e impedir os retrocessos ambientais que estão sendo gestados no Congresso Nacional.
Em escala planetária, a reação começou há alguns dias, quando os demais líderes do G7, grupo que reúne os países mais poderosos do mundo, deixaram o presidente americano Donald Trump falando sozinho e reafirmaram o seu compromisso com o Acordo de Paris. Trump e os negacionistas ficaram isolados até nos EUA, pois estados, cidades, universidades e empresas do país já anunciaram que vão continuar seus esforços para combater as mudanças climáticas. No dia 5/6, foi divulgada uma carta aberta, com mais de mil assinaturas, intitulada “Ainda estamos dentro”, que denuncia o “grave erro” cometido por Trump ao se retirar do tratado. Os signatários, liderados pelo empresário e ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg – atual enviado especial da ONU para o clima -, também asseguram que continuarão “apoiando ações pelo clima para cumprir o Acordo de Paris”.
A defesa do meio ambiente é um trabalho de formiguinha, pois exige muita dedicação e senso de coletividade. Mas o esforço individual de cada um também conta, e muito. Um bom exemplo disso é o do agricultor Antonio Vicente, que plantou uma floresta sozinho, a 200 quilômetros de São Paulo. Hoje com 84 anos, ele comprou em 1973 um pedaço de terra de 30 hectares, preocupado com a devastação que via à sua volta: “Quando era criança, os agricultores cortavam as árvores para criar pastagens e pelo carvão. A água secou e nunca voltou. Pensei comigo: ‘a água é o bem mais valioso, ninguém fabrica água e a população não para de crescer. O que vai acontecer? Ficaremos sem água”. Ao longo desses anos, ele plantou, uma a uma, as 50 mil árvores de sua propriedade. De lá para cá, a Mata Atlântica paulista perdeu cerca de 183 mil hectares para a agricultura. Mas na floresta de Seu Antônio tem até bicho: “Há tucanos, todo tipo de aves, pacas, esquilos, lagartos, gambás e, inclusive, javalis”, conta ele.
No Pantanal, a bióloga Neiva Guedes criou o Projeto Arara Azul, que está conseguindo salvar a ave homônima da extinção, monitorando cem ninhos naturais e artificiais e promovendo a educação ambiental, para evitar a caça. Neiva teve a ideia ao visitar a região para um curso sobre conservação e se deparar com uma árvore seca, apinhada de aves. “Parecia uma árvore de Natal, mas, em vez de bolinhas, tinha araras. Foi paixão à primeira vista. Ouvi do professor que a espécie poderia desaparecer se nada fosse feito. Eu não era pantaneira nem ornitóloga, mas fiquei determinada a fazer alguma coisa”, conta. Hoje, graças à sua iniciativa, mais de 5 mil indivíduos povoam o Pantanal.
Quer fazer a sua parte? Se informar e compartilhar informação é um bom começo.
Conheça melhor a história de Antonio Vicente, na BBC Brasil: A incrível história do brasileiro chamado de louco pelos vizinhos por plantar a própria floresta
Saiba mais sobre o Projeto Arara Azul
E sobre a carta “Ainda estamos dentro”, no jornal O Globo: Políticos, empresas e universidades enviam carta aberta à ONU a favor do Acordo de Paris