Jardins suspensos urbanos

Jardins suspensos urbanos

Quanto mais verde, mais saudável é a metrópole.
A Cidade do México é uma das mais poluídas e cinzas do mundo, mas está ganhando uma corzinha.
A capital mexicana ganhou 60 mil metros quadrados de jardins, plantados nas pilastras de um viaduto.
O monstrengo de concreto, que corta 27 quilômetros da cidade, ficou mais bonito e a folhagem ainda ajuda a purificar o ar.
Aqui no Brasil, São Paulo está com um projeto semelhante. Vamos torcer para que a ideia floresça.
Via CicloVivo
Saiba mais: https://ciclovivo.com.br/noticia/mexico-transforma-colunas-de-viadutos-em-jardins-verticais/

Nossas riquezas estão virando cinzas

Nossas riquezas estão virando cinzas

O Brasil é um trator a carvão que anda para trás. A China se tornou o maior poluidor do planeta, mas, em compensação, também virou a maior economia do mundo. Nós conseguimos a façanha de poluir mais, sem crescimento econômico. Segundo o novo relatório do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), lançado pelo Observatório do Clima, emitimos 8,9% a mais de gases de efeito estufa em 2016, em plena crise, do que em 2015. É o nível mais alto desde 2008. O Brasil é o sétimo maior poluidor do mundo. E a expectativa para o próximo relatório não é boa: mesmo com a diminuição da taxa de desmatamento, incêndios florestais, como o que devastou o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, esse número tende a subir.

De 2015 a 2016, as emissões aumentaram 12,3%, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 7,4 pontos. Inventamos mais uma jabuticaba: o não-desenvolvimento insustentável. Ou seja: estão transformando nossas riquezas em cinzas. Este crescimento se deveu muito à alta de 27% no desmatamento na Amazônia, mas o piloto desse trator é o agronegócio, responsável por 74% das emissões. O setor sozinho polui mais do que o Japão. Não está na hora de reavaliar esse modelo?

O agronegócio vem sendo apontado como a salvação da lavoura da economia brasileira. Mas será que botando na ponta do lápis os benefícios fiscais que o governo dá ao setor – enquanto corta substancialmente o orçamento para a agricultura familiar, que gera mais empregos – e os prejuízos indiretos que causa, dos danos à saúde da população à bagunça que está fazendo no solo, nos rios, no clima e na Constituição, via bancada ruralista, será que o agro é um bom negócio?

O Brasil chega devendo à Conferência do Clima (COP-23), que acontece na semana que vem em Bonn, na Alemanha. Estamos nos afastando cada vez mais das metas do Acordo de Paris. Passamos vergonha em relação ao México, nono maior poluidor, que tem feito direitinho a sua lição de casa. Na América Latina, os mexicanos dispararam na frente. A fórmula? Planejamento, uma política nacional de fomento à economia de baixo carbono e impostos altos para quem polui. É só colar.

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Brasil real salva a pátria na Noruega

Brasil real salva a pátria na Noruega

Enquanto o Brasil oficial fica mal na foto na Noruega, o Brasil real salva a pátria. As ações do governo podem levar o país a perder o dinheiro norueguês do Fundo Amazônia, que financia o combate ao desmatamento. O país foi duramente criticado pelo ministro do Meio Ambiente norueguês, Vidar Helgesen. Ao mesmo tempo, lideranças indígenas como Sonia Bone Guajajara (foto), coordenadora da APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, têm voz ativa da Iniciativa Ecumênica de Oslo para as Florestas Tropicais.

O evento reúne líderes religiosos e representantes dos povos tradicionais, para buscar estratégias em comum para proteção das florestas. Se aqui o governo não lhes dá ouvidos, os indígenas estão se tornando referência jundo aos donos do dinheiro quando o assunto é desenvolvimento sustentável e preservação da natureza.

Quando a gente vai se tocar que #MexeuComÍndioMexeuComClima?

Via DW (Brasil)

Foto: DW/N. Pontes

Saiba mais: https://www.dw.com/pt-br/ci%C3%AAncia-e-religi%C3%A3o-unidas-para-defender-florestas/a-39319751

O futuro a ser evitado

O futuro a ser evitado

Pesquisadores brasileiros divulgaram um estudo que aponta consequências catastróficas caso a temperatura no país suba mais 4ºC em média.
Entres as terríveis consequências que isso traria está a morte de 9 milhões de pessoas por calor, uma proliferação ainda maior do mosquito Aedes aegypti e o aumento do risco de extinção de várias espécies em 25%.
Via Estadão
Foto: Reuters
Saiba mais: https://migre.me/tafmG

Brasil precisa reduzir desmatamento em 43%

Brasil precisa reduzir desmatamento em 43%

Para não ficar com o nome sujo na praça, o Brasil precisa reduzir o desmatamento em 43% até 2020 – ou seja, em dois anos. O país assumiu em 2009 um compromisso com a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima e é preciso ser muito otimista para acreditar que irá cumpri-lo.

A análise é do Instituto Socioambiental (ISA), a partir de dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). E pensar que até 2012 já tínhamos cumprido 96% da meta. De lá, para cá, porém, a motosserra cantou bonito – e nós desafinamos feio.

Via Instituto Socioambiental (ISA)

Foto: Vinícius Mendonça/Ibama

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