julho 2017 | Direitos indígenas
Imaginem se demolissem a Basílica do Santo Sepulcro ou o Muro das Lamentações ou removessem a Caaba para dar lugar a um condomínio ou passar uma estrada? Pois foi o que aconteceu com o lugar mais sagrado do povo Munduruku: o Salto de Sete Quedas foi inundado para a construção da Hidrelétrica de Teles Pires. Para os Munduruku, tinha sido ali que o universo havia se originado. E a usina não os afetou apenas espiritualmente.
Lideranças Munduruku, Apiaká e Kayabi vão à Brasília a convite da Procuradoria-Geral da República apresentar um dossiê com os danos causados com a construção – que, entre outras coisas, afetou a qualidade da água e reduziu a quantidade de peixes. Hoje, estão sendo erguidas
três barragens no Teles Pires simultaneamente e a qualquer momento pode sair a licença para a construção de São Manoel. Ao todo, planeja-se construir 43 grandes hidrelétricas e 102 pequenas na Bacia do Tapajós. Cerca de 890 mil pessoas serão diretamente impactadas pelos projetos.
Via Fórum Teles Pires
Foto: Caio Mota
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março 2016 | Alternativas Energéticas, Povos Tradicionais
Há muitas formas de se matar um rio: o Doce morreu de uma vez só; a morte do Tapajós, como vem acontecendo com o Xingu, pode vir depois de uma lenta agonia.
Com o apoio do Greenpeace, cem Munduruku foram até um trecho do Tapajós, considerado por eles sagrado, para mandar o seu recado para o mundo: “Barre a barragem. Mantenha o rio Tapajós vivo”.
Está prevista a construção de 43 hidrelétricas no rio. A qualquer momento pode acontecer o leilão para a primeira e maior delas, São Luiz. O Tapajós é o último grande rio da margem direita do Amazonas a correr livre.
Segundo delatou Delcídio Amaral, Belo Monte foi construída apenas para fazer caixa de partido: “Os números da propina giravam na casa dos R$ 30 milhões destinados às campanhas eleitorais”, disse ele. Que interesses estariam por trás do aprisionamento do Tapajós?
A luta dos Munduruku é de todos nós! Não vamos deixar o Tapajós morrer!
Via Greenpeace Brasil
Foto: Fábio Nascimento/Greenpeace
Saiba mais e assine a petição: https://migre.me/tjtQl
junho 2018 | Agronegócio
Acabou o primeiro tempo: o PL do Veneno vai à votação em Plenário. Os defensores do projeto que flexibiliza o uso de agrotóxicos no Brasil saíram na frente, mas ainda dá para virar o placar. Para isso, todos nós vamos ter que entrar em campo.
Temos um reforço de peso: a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNaRA), uma iniciativa popular que tem como finalidade implantar medidas para reduzir gradualmente o uso de pesticidas no país. Em nome de que vamos engolir calados um texto condenado por entidades como o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)?
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julho 2017 | Cerrado
Nonada? O sertão de Guimarães Rosa está condenado a existir somente em sua literatura? A pecuária extensiva avança sobre o Mosaico Sertão Veredas Peruaçu, uma região de cerrado que já perdeu 37% de sua área para as pastagens.
Entre 2010 e 2016, foram desmatados 30.043 hectares, o que dá quase uma Belo Horizonte. O que mais preocupa é que áreas protegidas estão entre as mais afetadas – como a a Área de Proteção Ambiental (APA) Pandeiros, a maior de Minas.
Esse trem não é nada bom, sô!
Foto: Gustavo Stephan
Via Blog do Planeta
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novembro 2017 | Mudanças Climáticas
Sombras ameaçadoras pairam sobre o planeta. Há 25 anos, cientistas do mundo todo lançaram um alerta sobre os perigos para o meio ambiente. Hoje, foi divulgada uma atualização do documento, que diz que a situação está ficando “muito pior”.
Publicado na revista científica “BioScience”, com mais de 15 mil signatários de 184 países, a carta aponta como maiores ameaças à vida humana na Terra a explosão demográfica, as emissões de carbono geradas pelo uso de combustíveis fósseis, as práticas agropecuárias não sustentáveis, o desmatamento, a escassez de água doce e a perda de vida marinha. O nosso papel nesse embrulho está claro?
Via G1
Foto: Nasa
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