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Cartel em Belo Monte

Cartel em Belo Monte

A Andrade Gutierrez e executivos ligados à empreiteira admitiram ter participado de um cartel para o leilão e as obras de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu.

A informação foi incluída no acordo de leniência fechado com a empresa pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Camargo Corrêa e Odebrecht são outros membros do clube do crime.

Além de já ter se provado um desastre socioambiental, Belo Monte se mostra agora também um fiasco econômico.

Precisamos de energia limpa. Em todos os sentidos.

Via: G1

Foto: Amazon Watch

Saiba mais: https://g1.globo.com/economia/noticia/2016/11/cade-investiga-cartel-no-leilao-e-nas-obras-da-hidreletrica-de-belo-monte.html

Belo Monte foi superfaturada

Belo Monte foi superfaturada

A construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, foi superfaturada em pelo menos R$ 3,2 bilhões.

O sobrepreço apontado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) é de cerca de 10% do custo total da obra, que chegou a R$ 33 bilhões.

Belo Monte é um desastre anunciado por todos nós desde novembro de 2011. A extensão de seus danos ainda está sendo calculada.

Mas já ficou provado que a política energética deve se afastar das hidrelétricas e se aproximar das fontes limpas, como a eólica e a solar.

Via Valor Econômico

Foto: Marizilda Cruppe

Saiba mais: https://www.valor.com.br/empresas/4768625/obra-de-belo-monte-custou-r-32-bi-mais

A gota d’água de Belo Monte

A gota d’água de Belo Monte

Há mais de seis anos a gente vem batendo nessa tecla: a corrupção é insustentável. Em 15 de novembro de 2011, foi lançado um vídeo-manifesto, É a Gota D’Água + 10, questionando a maior obra do Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC) do governo brasileiro: a Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. O monstrengo já custou mais de R$ 30 bilhões e sempre teve sua eficiência e os seus relatórios de impactos socioambientais questionados por especialistas. O Xingu é um rio de grandes variações e durante oito meses por ano praticamente seca. Ele também guarda as maiores diversidades biológica e social da Amazônia. Em uma semana, a campanha reuniu mais de um milhão de assinaturas e entrou para história da Internet. Fomos atacados por todos os lados, acusados de querermos brecar o desenvolvimento do país. Mas o tempo, senhor da razão, mostrou que estávamos certos: a conta dos prejuízos causados pela usina ainda não fecharam. 

Hoje (9/3), a pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal no Paraná expediu mandados de busca e apreensão em Curitiba e São Paulo, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre o pagamento de propina na obra. Batizada Buona Sorte pela Polícia Federal, a operação faz parte da 49ª (não perca as contas) fase da Lava-Jato. A construção de Belo Monte começou a ser planejada ainda nos anos 1970, durante a ditadura militar. O PT o tirou do papel a fórceps, graças a um dispositivo muito usado pelos generais, a “suspensão de segurança”, o que levou o Brasil a ser denunciado na Organização dos Estados Americanos (OEA). E o principal alvo da Buona Sorte, coincidentemente, é outro personagem daquela época sombria, o ex-ministro Antônio Delfim Netto, que teria embolsado R$ 15 milhões. Belo Monte parece ter sido construída para gerar corrupção, e não energia.

A operação se baseia em fortes indícios de que o consórcio Norte Energia foi indevidamente favorecido para vencer o leilão destinado à concessão da usina. As provas recolhidas indicam que o Delfim recebeu 10% do percentual pago pelas construtoras Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS e J. Malucelli, enquanto o restante da propina foi dividido entre o PMDB e o PT, ficando 45% para cada partido. Para a procuradora da República Jerusa Burmann Viecili, integrante da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, “as provas indicam que o complexo esquema criminoso verificado no âmbito da Petrobras se expandiu pelo país e alcançou também a Eletrobrás, em especial nos negócios relativos à concessão e construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Essa obra, além de ter ocasionado graves impactos sociais e ambientais na região que já haviam sido demonstrados pelo Ministério Público Federal, também redundou em elevados prejuízos econômicos para toda sociedade”.

Que belo papelão. Nossos rios são nossa maior riqueza: em nome de que permitimos absurdos desse tipo? De 18 a 23 deste mês, acontece em Brasília o 8º Fórum Mundial da Água. Será a primeira vez que o evento será realizados num país do Hemisfério Sul. Paralelamente, a mesma cidade receberá o Fórum Alternativo Mundial da Água 2018 (Fama). Vamos aproveitar a ocasião para conversarmos mais sobre isso? Uma Gota no Oceano e entidades parceiras estão lançando, junto com o diretor Luiz Fernando Carvalho, a campanha Em Nome de Quê? pensando nisso. Em breve a gente dá mais detalhes.

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Falta água para as hidrelétricas

Falta água para as hidrelétricas

A era das grandes hidrelétricas pode estar chegando ao fim. E não é por um surto súbito de bom senso, mas por… falta d’água! Os reservatórios das grandes usinas mundo afora estão secando e a culpa é de quem? Sim, adivinharam: das mudanças climáticas.

As hidrelétricas são responsáveis por cerca de 70% da produção de energia renovável e por mais de 15% do total da eletricidade gerada no mundo. Mas a fonte está secando, e não foi por falta de aviso.

Via DW Brasil

Foto: Justin Sullivan/Getty Images

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Peruíbe diz não à termelétrica

Peruíbe diz não à termelétrica

Paraíso a salvo. A Câmara Municipal de Peruíbe, no litoral de São Paulo, aprovou ontem uma lei que proíbe a instalação de empresas poluidoras na cidade. Com isso, foi por água abaixo o projeto de construção de uma usina termelétrica no local.

A lei foi aprovada por unanimidade, e isso só foi possível graças à mobilização popular. Os moradores de Peruíbe estão de parabéns: nos deram mais um exemplo de que como unidos somos imbatíveis.

Via G1

Foto: 350.org

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