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Danos abissais

Danos abissais

Os danos que temos causado aos oceanos não são somente os visíveis, a sujeira que boia à superfície: o fundo do mar também não está para peixe. Um estudo da Universidade de Aberdeen, na Escócia, revelou que a sujeira que produzimos chegou às regiões mais remotas do planeta. Foram detectados altos níveis de poluição nas fossas de Kermadec e das Marianas, no Oceano Pacífico, a 10 mil metros de profundidade. A contaminação por poluentes orgânicos persistentes (POPs) foi identificada em crustáceos recolhidos naquelas zonas abissais. E essa não é a única notícia preocupante que nos chega dos sete mares.

A vida marinha está com falta de ar: segundo cientistas alemães, a quantidade de oxigênio dissolvido nos oceanos caiu 2% nas últimas cinco décadas. O número pode não parecer grandes coisas, mas mesmo pequenas variações são capazes de provocar estragos permanentes em ecossistemas de equilíbrio frágil, como o mar – podem até causar a extinção de espécies. Os pesquisadores do Helmholtz Centre atribuem ao aquecimento global 15% dessa perda. Funciona assim: a temperatura do oceano sobe e o gás escapa com mais facilidade, como numa garrafa de refrigerante quente.

A outra ameaça submarina repousa adormecida no Pacífico. E ela é bem grande. Pesquisadores da Universidade Queen Mary, na Inglaterra, descobriram um bolsão de metano que vai da costa da América Central ao Havaí. O gás é 25 vezes mais devastador para o clima do que o CO2. Por enquanto, é inofensiva, jaz entre 300 e 500 metros de profundidade; mas convém não cutucá-la com vara curta. Grandes agitações no oceano liberariam o gás para a atmosfera. A dragagem, a pesca de arrasto e a instalação de plataformas de petróleo podem despertá-la. Ou seja, como nos casos anteriores cabe a nós, juntos, evitar danos mais profundos.

Metano: ameaça submarina

Metano: ameaça submarina

A maior reserva submarina de metano está no Oceano Pacífico e se estende da costa da América Central até o Havaí. Este gás é 25 vezes mais potente para o aquecimento global que o CO2.

Segundo o grupo de cientistas responsável pela descoberta, da Universidade Queen Mary, em Londres, a camada rica em metano só viria à superfície sob condições de extrema agitação do mar.

Dragagem, pesca de arrasto e instalação de plataformas de petróleo são algumas atividades humanas que se qualificam a tal dano.

Melhor repensar como tratamos os oceanos.

Via: O Globo

Foto: Pacific Stock/Design Pics/Superstock

Saiba mais: https://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/cientistas-descobrem-maior-pool-subaquatico-de-gas-de-efeito-estufa-20991164

O sertão vai virar solar

O sertão vai virar solar

O Piauí vai abrigar a maior usina solar da América Latina. Quando concluída, a usina de Nova Olinda vai operar com 292 MW em capacidade e atender o consumo anual de 300.000 residências. O sertão vai virar solar.

Por trás das obras está a italiana Enel, que já tem um empreendimento do tipo em Pernambuco.

Se o governo não tivesse cancelado um leilão de energia eólica e solar no fim do ano passado, estas notícias seriam ainda mais frequentes.

Via: CicloVivo

Foto: Ambiente Energia

Saiba mais: https://ciclovivo.com.br/noticia/piaui-tera-maior-usina-de-energia-solar-da-america-latina/

Mudanças climáticas interferem na rotação a Terra

Mudanças climáticas interferem na rotação a Terra

Até o planeta está zonzo com tanto calor. Está pensando que é brincadeira? Pois a Nasa acaba de divulgar um estudo que aponta que as mudanças climáticas estão afetando o eixo de rotação da Terra.

O desequilíbrio vem sendo causado, entre outras razões, pelo degelo nos polos. Só a Groenlândia perdeu 7,5 bilhões de toneladas de gelo continental. Ao longo do século 20, o eixo se deslocou 10 metros. Vamos dar um refresco para o planeta?

Via UOL

Foto: Nasa

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O Amazonas está perdendo o controle

O Amazonas está perdendo o controle

O Amazonas não responde mais por si mesmo. Segundo um estudo realizado por cientistas brasileiros, chilenos e britânicos, o rio está perdendo o controle: secas e inundações estão ficando cada vez mais frequentes.

Os pesquisadores usaram dados dos últimos 113 anos para chegar a essa conclusão. O processo vem se acelerando assustadoramente há três décadas. E para o grupo, por trás dessa mudança de comportamento está ele mesmo, o aquecimento global.

Foto: Francisco Jota

Via DW Brasil

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