abril 2017 | Cerrado
Enquanto a exuberância da vegetação da Amazônia grita ao mundo a sua importância para o bem-estar do planeta, a beleza da flora do Cerrado é interior. Talvez por isso a gente não lhe dê a devida atenção. O segundo maior bioma brasileiro corre o risco de virar um imenso pasto ou lavoura de soja. E as consequências disso serão catastróficas.
O Cerrado é como uma floresta de cabeça para baixo: suas árvores têm raízes profundas, maiores do que as copas. Elas são responsáveis por absorver a água da chuva e depositá-la em reservas subterrâneas, os aquíferos. Na região, também nascem oito das 12 grandes bacias hidrográficas brasileiras. Se o atual índice de desmatamento permanecer até 2050, teremos a extinção de 1.140 espécies vegetais endêmicas do bioma. E aí a fonte vai secar.
A rapidez com que se está destruindo o Cerrado pode esgotar os aquíferos Guarani, Urucuia e Bambuí, que abastecem torneiras de todas as regiões do país. Ou seja: o problema também é de quem mora nas grandes cidades. O estopim desse cenário apocalíptico é a fronteira agrícola do Matopiba, nome dado ao avanço da agropecuária num território de 400.000 km² espalhados por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
O bioma já perdeu 46% de sua flora nativa. A vegetação que chega com o gado e as monoculturas tem raízes curtas e é incapaz de cumprir o papel de acumular líquido. O Cerrado é a nossa caixa d’água. É hora de termos visão estratégica e olharmos além da próxima safra.
Sem Cerrado não tem água. E sem água não tem vida.
Via BBC Brasil
Saiba mais: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-39391161
junho 2018 | Alternativas Energéticas
Não é ficção científica: o Paquistão pode ficar completamente sem água num futuro próximo, daqui a apenas sete anos. A crise hídrica no país é fruto de uma soma de fatores que vão das mudanças climáticas ao desperdício.
O que acontece no Paquistão não é diferente do que acontece na Cidade do Cabo, na África do Sul, a primeira grande metrópole do mundo a ficar sem água, ou no Brasil. Em nome de que nos arriscamos a um futuro tão aterrorizante?
Via DW Brasil
Foto: Pakistan Today
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abril 2017 | Alternativas Energéticas
Uma decisão histórica do Congresso de El Salvador proibiu a mineração de ouro e de qualquer outro metal no país.
A medida chega em um contexto de extrema degradação das águas salvadorenhas. Estima-se que 90% das bacias hidrográficas de lá estejam contaminadas com substâncias tóxicas e metais pesados.
Essa causa já era encampada há uma década por organizações ambientalistas. Nas últimas semanas, atos populares brandiam slogans como “Não à mineração, sim à vida” e “Água, e não ouro”.
Por aqui, as palavras de ordem são “Belo Sun, não!” e “Mariana Nunca Mais”. Será que ressoarão junto ao nosso Congresso como no de El Salvador?
Via: Conexão Planeta
Foto: ElSalvador.com
Saiba mais: https://conexaoplaneta.com.br/blog/el-salvador-e-primeiro-pais-do-mundo-a-proibir-mineracao-de-ouro-e-outros-metais/
março 2018 | Cerrado
O Cerrado é a nossa central de abastecimento de água: lá nascem oito das 12 principais bacias hidrográficas do Brasil. Também é a savana mais rica em biodiversidade do mundo: são mais de 12.500 espécies de plantas (das quais, mais de 7.300 endêmicas), mil espécies de peixes e mais de 250 mamíferos.
E está sendo destruído à incrível velocidade de cerca de 9.500 km² por ano. Enquanto foram devastados 9.483 km² de Cerrado em 2015, a Amazônia encolheu 6.207 km². Desde 1970, perdemos 47% do bioma, para a monocultura e os pastos. Em nome de que arriscamos essa biodiversidade e a nossa água?
Via El País Brasil
Foto: Tony Winston/Agência Brasília
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março 2018 | Agronegócio
Que estamos bebendo veneno, já sabemos. Para piorar, não temos a menor ideia da quantidade. Por lei, as empresas fornecedoras devem monitorar a presença de 27 agrotóxicos na água que mandam para as torneiras, e enviar os dados ao governo federal. Mas em cerca de 67% dos municípios simplesmente não se faz isso.
Logo aqui, onde se consome 400 mil toneladas do produto por ano – sendo que dos 10 mais usados, quatro são proibidos na Europa. Ou o agrotóxico é despejado diretamente nos mananciais, ou penetra no solo e chega aos lençóis freáticos. Se a gente deixar, vai chegar o dia em que beber um copo d’água será o mesmo que jogar roleta-russa.
Via EL País Brasil
Foto: G1
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