O etnocídio, Martírio, em cartaz

O etnocídio, Martírio, em cartaz

O filme “Martírio”, de Vincent Carelli, Ernesto de Carvalho e Tatiana Almeida mostra a resistência ao genocídio dos índios Guarani Kaiowá. O documentário, que está em cartaz em salas de cinema de diversas capitais do país, denuncia o massacre e a violência contra os povos indígenas.

Em uma entrevista ao jornal Porantim e divulgada pelo site Conselho Indigenista Missionário, o cineasta francês contou como se dá sua relação de meio século com os indígenas, como começou essa história e sobre a gravação do documentário. 

Leia a entrevista completa.

Confira também o trailer do documentário “Martírio“.

Climão

Climão

Se a temperatura da Terra está subindo, na #COP21 o clima ainda é morno. Representantes de organizações não governamentais presentes do evento temem que o acordo para diminuir a emissão dos gases do efeito estufa não dê conta do recado.
Tome uma #AtitudePeloClima agora evite que a Conferência Internacional do Clima acabe em pizza: https://www.atitudepeloclima.org.

 

Foto: Instalação Icewatch, com blocos de gelo trazidos da Groelândia para derretendo em frente ao Panthéon em Paris. ( © Cláudio Angelo ) 

Os filhos naturais do Brasil

Os filhos naturais do Brasil

A relação do Estado Brasileiro com os povos indígenas é de mau padrasto, embora eles sejam os seus filhos naturais. De um ano para cá, porém, esta relação vem se degenerando assustadoramente. Os seus direitos originários, mesmo que assegurados pela Constituição, têm-lhes sido tirados como se concedidos por favor. Os ataques partem tanto do Legislativo, onde a bancada ruralista ocupa desproporcionais 40% das cadeiras, quanto do Executivo, que planeja revisar processos de demarcação feitos pela hoje bastante debilitada Funai. O Judiciário, por sua vez, contribui com sua cota de castigos julgando com morosidade casos de reintegração de posse. Por isso, é preciso responder à altura.

E é por isso que o Acampamento Terra Livre (ATL) deste ano será o maior de sua história. Mais de três mil vozes da floresta serão ouvidas no encontro, que acontece esta semana, até sexta-feira, em Brasília. Todas gritando em uníssono: “Demarcação, já!”. Você pode se juntar a elas, mesmo à distância, se manifestando nas redes sociais, aderindo à campanha Mexeu com o índio, mexeu com o clima, pintando o seu rosto, usando as hashtags #MexeuComÍndioMexeuComClima, #CadaGotaConta, #TamuAtéAki, #DemarcaçãoJá #ATL2017 e #MenosPreconceitoMaisÍndio e assinando e compartilhando a petição Presidente Temer e ministro Serraglio: respeitem os direitos indígenas!

Vamos acreditar, dá para virar este jogo! No início deste mês, os povos do Xingu conquistaram duas grandes vitórias na Justiça: as licenças de operação e de instalação da hidrelétrica de Belo Monte e da mineradora canadense Belo Sun foram suspensas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF 1), a pedido do Ministério Público Federal no Pará. A ATL 2017 tem outra novidade: pela primeira vez o evento contará com a participação de outros povos indígenas das Américas do Sul e Central, e da Indonésia. Afinal, os problemas enfrentados pelos parentes de lá são bem parecidos com os de cá. A cobiça é um mal que desconhece fronteiras.

Leia a convocatória do ATL: https://mobilizacaonacionalindigena.wordpress.com/2017/03/20/convocatoria-acampamento-terra-livre-2017/

O topetudo do Cerrado

O topetudo do Cerrado

O topetudo aí é o pica-pau-da-parnaíba, que pode desaparecer junto com o Cerrado. Entre as várias espécies ameaçadas, o pássaro tem uma característica que o torna mais vulnerável: seu paladar exigente. A única coisa que o bichinho come são formigas que vivem na taboca, uma especie de bambu do Cerrado.

Mas não é qualquer formiga: na taboca vivem 30 espécies diferentes, mas eles só comem 5 delas. A taboca está rareando. E não vai ficar só ruim para o pica-pau-da-parnaíba: sem o Cerrado não tem água. Lá nascem oito das 12 maiores bacias hidrográficas do Brasil. Garantindo o almoço do pica-pau-da-parnaíba a gente garante o nosso jantar.

Via O Eco

Foto: Tulio Dornas

Saiba mais

Mexeu com índio, mexeu com todo mundo

Mexeu com índio, mexeu com todo mundo

Os direitos dos povos tradicionais estão sofrendo ataques sem precedentes e a situação tende a se agravar diante do cenário de instabilidade política que o país atravessa. Os índios são os guardiões das florestas e as florestas ajudam a regular o clima. Logo, o problema deles também é nosso. Por isso, precisamos estar mais unidos do que nunca.

Estamos na Semana do Índio e em contagem regressiva para o Acampamento Terra Livre (ATL) 2017, que acontece de 24 a 28 de abril, em Brasília. O evento será norteado pelo lema “Unificar as lutas em defesa do Brasil Indígena”. É preciso garantir os direitos originários dos povos indígenas, garantidos pela Constituição de 1988. Demonstre o seu apoio assinando a petição Presidente Temer e ministro Serraglio: respeitem os direitos indígenas!

A presidente Dilma foi o que menos demarcou Terras Indígenas (TIs) desde a redemocratização, mas incrivelmente a situação piorou depois do seu afastamento. A Funai está debilitada como nunca (no fim do mês passado, foram cortados da instituição, numa só canetada 347 cargos comissionados), e Legislativo e Executivo vêm apresentando projetos para dificultar novas demarcações e até mesmo rever as antigas.

O ataque é incessante e nem mesmo a série de escândalos de corrupção envolvendo nomes do alto escalão do governo (como os ministros da Justiça e da Agricultura) parece capaz de detê-lo. Somos a única linha de defesa realmente eficaz.
Então, vamos fazer ecoar nosso grito: mexeu com o índio, mexeu com o clima!

Leia a convocatória do ATL: https://mobilizacaonacionalindigena.wordpress.com/2017/03/20/convocatoria-acampamento-terra-livre-2017/

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