dezembro 2017 | Alternativas Energéticas, poluição
O brasileiro já sacou que combustível fóssil é a maior roubada: numa pesquisa de opinião lançada ontem sobre os impactos dos derivados do petróleo, 85% dos entrevistados responderam que influem na qualidade de ar; 77%, na da água; e 82%, nas mudanças climáticas. Ainda assim, será votada amanhã no Senado a Medida Provisória (MP) 795, que dá R$ 1 trilhão em benefícios fiscais para companhias de petróleo.
A imagem dessas empresas frente aos entrevistados também não é nada boa: 88% as consideram gananciosas; 87,3%, politicamente poderosas; e 72%, sem ética. A MP do Trilhão vai na contramão da opinião pública. Só que este ano mesmo barramos no grito a liberação para mineração na Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), na Amazônia. Então vamos gritar de novo: #MPdoTrilhãoNão!
Via Exame e Blog do Planeta
Saiba mais e conheça um trilhão de razões para ser contra a MP 759
agosto 2017 | Alternativas Energéticas
A ponte para o futuro vai nos levar de volta ao século XIX a bordo de uma maria-fumaça. O novo retrocesso na área ambiental foi a decisão do governo de rescindir o contrato para a construção de 16 parques eólicos e nove usinas solares. Isso vai representar 557 megawatts a menos de energia limpa.
O governo fala em economia, mas manteve contratos para a construção de novas termelétricas. Ué. Preparados para botar mais carvão na fornalha?
Via Blog do Planeta
Foto: Jerry McBride/Durango Herald
Saiba mais.
maio 2016 | Alternativas Energéticas
Cientistas de Qingdao, na China, inventaram uma placa solar totalflex.
A traquitana não apenas funciona em tempo feio, como produz energia a partir da chuva.
São placas feitas de grafeno, material que produz eletricidade em contato com água salgada.
E a chuva é rica em sais minerais (amônio, cálcio e sódio), que carregam íons em sua composição.
Placa cholar?
Via Pensamento Verde
Foto: Reuters/Chip East
Saiba mais: https://www.pensamentoverde.com.br/sustentabilidade/paineis-fotovoltaicos-podem-produzir-energia-com-ajuda-da-chuva/#
agosto 2017 | Amazônia
Não é só na região da Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), entre Pará e Amapá, que áreas protegidas estão sob ataque para beneficiar a mineração. A Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no sudoeste do Pará, também está na mira.
Depois de o governo apresentar ao Congresso, em caráter de urgência, o Projeto de Lei (PL) 8.107 para reduzir a proteção no Jamanxim, deputados ruralistas propuseram 12 emendas, ampliando a área afetada e tornando a proposta ainda pior: cerca de um milhão de hectares de áreas protegidas pode ser perdido – quase duas vezes o território do Distrito Federal. E quem serão os beneficiários? Invasores de terras públicas, desmatadores, madeireiros ilegais, garimpeiros e mineradoras.
As informações constam de nota técnica assinada por 11 redes e organizações ambientalistas: Grupo de Trabalho pelo Desmatamento Zero, Coalizão Pró-UC, Greenpeace Brasil, Instituto Centro de Vida (ICV), Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Instituto Socioambiental (ISA), Rede Pró-UCs, The Nature Conservancy (TNC) Brasil e WWF-Brasil.
O texto original do PL pretendia reduzir a Flona do Jamanxim em 354 mil hectares, mas as emendas retalham mais três Unidades de Conservação. Na Flona do Jamanxim, dentro da área que se pretende transformar em APA – categoria de Unidade de Conservação que pode abrigar propriedades privadas e atividades agropecuárias – há 125 processos minerários. A parte da Flona de Itaituba II a ser transformada na APA Trairão contém 27 processos minerários, abrangendo 137.516 hectares ou 90% de sua área. A parte do Parna do Jamanxim a ser transformada na APA Rio Branco (101.270 hectares) apresenta cobertura florestal extremamente preservada (99%), mas sofre com atividade garimpeira ilegal. Entre os minérios mais procurados, estão o ouro e diamante.
Mais desmatamento e grilagem
De acordo com as organizações, se o PL for aprovado, o desmatamento na região alcançaria aproximadamente 202 mil hectares de floresta até 2030. Isso representaria uma emissão de aproximadamente 70 milhões de toneladas de gás carbônico. O Brasil estaria, literalmente, queimando US$ 350 milhões, tomando-se o valor de US$ 5 por tonelada de carbono que o Fundo Amazônia adota.
A justificativa do governo de que a redução da área atenderia a pequenos produtores rurais tampouco se sustenta. Na Flona Jamanxim, o tamanho médio das áreas requeridas para a regularização é de 1.700 hectares, ou seja, quase 23 vezes o que seria um lote de 75 hectares que caracteriza uma propriedade da agricultura familiar naquela região. Conforme a nota, as emendas ao PL representariam, ainda, um subsídio de pelo menos R$ 1,4 bilhão a grileiros, que poderiam regularizar áreas ilegalmente ocupadas por valores até 90% menores que os praticados no mercado.
Medidas Provisórias
Desde o final de 2016 Michel Temer vem tentando reduzir a Flona do Jamanxim, inicialmente através de Medida Provisória (MPs 756 e 758) e agora por projeto de lei. A novela das MPs, lançadas e vetadas por Temer, chegou a um final: na noite desta quarta-feira (31), o Congresso manteve o veto às medidas.
Foto: Greenpeace/Daniel Beltra
Leia também: Povos do rio Tapajós são ‘atropelados’ por corredor logístico para levar soja à China, diz estudo
E baixe o PDF com a nota técnica.
dezembro 2017 | Belo Sun
Sinal vermelho para Belo Sun: a Justiça anulou ontem a licença de instalação da mineradora canadense. Se quiserem realmente extrair ouro da Volta Grande do Xingu, vão ter que fazer estudos de impacto ambiental sérios e realizar um processo de Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI) junto aos povos indígenas impactados, como manda o figurino.
Cerca de 80% da vazão natural do rio foi desviada na região, o que aumenta o risco de acidentes ou vazamentos da barragem de rejeitos minerais. O que poderia causar uma tragédia de Mariana de dimensões amazônicas.
Via Instituto Socioambiental – ISA
Foto: Francisco Vorcaro
Saiba mais