junho 2018 | Crise hídrica, Rios
Até chegar à sua bica, o equivalente a 7 mil piscinas olímpicas de água ficam pelo caminho. Por dia. O tamanho do desperdício em bufunfa chega a R$ 10,5 bilhões anuais, o que dá quase todo o investimento total do país (de R$ 11,5 bilhões de reais) no setor de saneamento.
Os números são de um estudo encomendado pelo movimento Menos Perda, Mais Água, da Rede Brasil do Pacto Global da ONU. Só em 2016, o Brasil desperdiçou 38% de sua água potável. Em nome de que jogamos tanta água e dinheiro fora?
Via ONU Brasil
Foto: G1
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dezembro 2017 | poluição
Quer que a gente desenhe como a poluição por plástico ameaça a vida no planeta? A BBC Brasil fez isso em cinco gráficos. Por exemplo: como os cotonetes chegam ao mar, onde se fragmentam e acabam virando comida de peixe e outros bichos, envenenando-os aos poucos.
Calcula-se que desde os anos 1950 já foram produzidos 8,3 bilhões de plástico. Deste total, somente 9% foi reciclado e 12%, incinerado. O resto está por aí, e pode levar até 600 anos para desaparecer. O plástico mata tartarugas e aves marinhas, e quando vai para o bucho do peixe, acaba chegando indiretamente ao nosso. O pescador sabe: o mar devolve tudo.
Foto: Justin Hofman
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setembro 2017 | Amazônia, Belo Monte, Direitos indígenas
Imagina que você mora na sucursal do Paraíso e resolvem transformá-la numa filial do Inferno. Foi o que aconteceu com Gilliard Juruna, cacique da aldeia Muratu, na Volta Grande do Xingu. Desde que construíram a Usina de Belo Monte, bateu 18h todo mundo se tranca em casa para fugir dos mosquitos, que se multiplicaram de forma assustadora. Acabaram-se os cochilos na rede e as pescarias no fim da tarde e os banhos de rio no pôr-do-sol.
Na mesma proporção, os peixes do rio sumiram. O pacu, iguaria favorita dos Juruna, comia frutas quem caíam das árvores das margens do rio. Com a mudança artificial na paisagem, todo ecossistema local foi prejudicado. E a Volta Grande ainda pode ser aberta à mineração, com a Belo Sun. Os estragos que estamos fazendo a Amazônia já começam a se refletir no resto do país. Reservatórios d’água secam no Sudeste e no Centro-Oeste. O problema não é só do Cacique Gilliard.
Via Folha de S.Paulo
Foto: Lilo Clareto
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junho 2016 | Alternativas Energéticas
O simpático roedor australiano é a primeira vítima fatal, entre os mamíferos, das mudanças climáticas.
A espécie acaba de ser considerada extinta. E a culpa é exclusivamente nossa.
O bichinho vivia em Bramble, uma pequena ilha do litoral da Austrália. A causa mortis foi o aumento do nível das águas que cercam a ilhota, graças à ação humana sobre o clima.
O Melomys rubicola era o único mamífero endêmico da Grande Barreira de Corais – que, por sinal, também está ameaçada.
O planeta está em luto.
Via G1
Foto: The Conversation
Saiba mais: https://g1.globo.com/natureza/noticia/2016/06/pela-primeira-vez-mamifero-e-extinto-por-mudanca-climatica-sugere-estudo.html
setembro 2017 | Mata Atlântica
Não há macaco em loja de louça na natureza: o equilíbrio é delicadíssimo, tudo está intimamente ligado. O muriqui-do-norte, primata nativo da Mata Atlântica, corre o sério risco de extinção, pela devastação de seu habitat natural. Por outro lado, segundo um estudo da UNESP – Universidade Estadual Paulista, publicada na Scientific Reports, eles são de grande importância para a preservação da floresta.
Como são os maiores macacos do pedaço, têm frutas no seu cardápio diário e se movimentam por longas distâncias, acabam espalhando sementes por uma área bem maior. “Dispersar sementes em uma distância maior aumenta a probabilidade que essas sementes sobrevivam”, diz a bióloga Laurence Marianne Culot, uma das autoras da pesquisa.
Não é a toa que diz o velho ditado: cada macaco no seu galho. E o macaco-homem, quando vai ficar no seu?
Via O Eco
Foto: Wikipedia
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