Não existe jogar ‘fora’

Não existe jogar ‘fora’

A partir de 1º de janeiro de 2020, pratos, copos e talheres de plástico serão proibidos na França.
Para substituí-los, serão propostos utensílios 50% compostos por matérias-primas provenientes de fontes renováveis.
Anunciada por decreto pelo governo francês, a medida visa reduzir o volume de resíduos que se propaga no meio ambiente.
Enquanto não há lei semelhante por aqui, que tal abolirmos por conta própria utensílios descartáveis de nossos hábitos de consumo?
#CadaGotaConta #ConsumoConsciente
Via GreenMe
Foto: Move Notícias
Saiba mais: https://www.greenme.com.br/informar-se/lixo-e-reciclagem/4036-agora-e-lei-na-franca-chega-de-plastico

Imigrantes do clima

Imigrantes do clima

Esse mundão de meu Deus pode ficar pequeno demais para nós todos. As mudanças climáticas podem obrigar a Europa a receber até um milhão de novos imigrantes por ano, segundo um estudo da revista Science.

Ondas de calor, inundações e a elevação do nível dos mares podem tornar inabitáveis muitas regiões do globo – e até mesmo fazerem países desaparecerem. E os refugiados do clima, por não serem protegidos legalmente como os exilados políticos, terão ainda mais com o que se preocupar. É hora de nos lembrarmos que estamos no mesmo barco, chamado planeta Terra.

Via Observatório do Clima

Foto: Jane Hahn/AP

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Da Vinci ecológico

Da Vinci ecológico

Renascentista ecológico. Que Leonardo da Vinci (1452-1519) estava muito à frente de seu tempo nas artes, ciências e tecnologia, todos já sabemos. Agora, graças ao trabalho dos espanhóis Juan Barja e Patxi Lanceros, descobrimos também que ele já se preocupava com o meio ambiente. Compilado a partir de 7 mil documentos, escritos e desenhados pelo genial italiano tratando do tema, os dois escreveram El Libro del Agua.

Dilúvios, reações químicas, estados físicos, oceanos, rios… Leonardo tinha obsessão pela água, suas qualidades e importância na natureza. Ele definia o fluxo da água como sendo as veias do mundo e previu que deixaríamos de existir no futuro justamente pelo esgotamento da água. Ainda podemos mudar isso.

Via El País Brasil

Ilustração: Leonardo da Vinci

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Não fosse o Protocolo de Montreal, estaríamos fritos

Não fosse o Protocolo de Montreal, estaríamos fritos

Graças a ele, vamos conseguir tapar o buraco na camada de ozônio até 2065.
O mais bem-sucedido acordo mundial para o ambiente foi assinado em 1987.
E uma simples emenda ao tratado, que será discutida em outubro, em Kigali, Ruanda, poderá nos ajudar a resolver outro problema: o aquecimento global.
É uma emenda que poderá tapar outro buraco, de forma ainda mais rápida e eficiente. Uma simples troca de gases em aparelhos de refrigeração já seria meio caminha andado.
Basta que o mundo se una. E o Brasil pode liderar este movimento. Vamos começar?

Indígenas do novo milênio

Indígenas do novo milênio

A chamada Geração Z, nascida e/ou criada neste início milênio, vai pela primeira vez às urnas numa eleição nacional. E com poder de decisão: segundo projeções do IBGE, jovens entre 16 e 24 anos representam 19,2% do total de eleitores potenciais. É uma turma alfabetizada pela linguagem digital, conectada com o mundo. E boa parte dessa galera se preocupa mais com o bem-estar do planeta, é menos consumista e individualista, e valoriza o trabalho colaborativo – porque sacou que tudo está interligado. Ou seja, entende bem os desafios que lhe serão deixados e já pensa em soluções. Cerca de 60 mil indígenas dessa geração terão idade para votar pela primeira vez este ano.

O único representante que os povos tradicionais tiveram em Brasília até hoje foi o cacique Xavante Mário Juruna (1943-2002), deputado federal de 1983 a 1987. Juruna, além de usar um gravador como arma – para registrar o que diziam seus colegas da Câmara –, ficou famoso por ser o primeiro parlamentar a denunciar uma tentativa de suborno. Hoje, os indígenas agora articulam a criação de uma bancada no Congresso Nacional, com representantes de todos os estados. Ela será pluripartidária, pois a causa é comum. Ao mesmo tempo, jovens das mais diversas regiões do país se articulam para ter voz e participação ativas em todo esse processo. Para isso, usam a tecnologia, assim como fez Juruna com seu gravador: a internet os aproximou. O que eles querem? Que mundo sonham em ajudar a construir?

A nova geração, como um todo, sabe que vivemos em rede e que uma atitude individual pode trazer consequências para o todo. Os jovens indígenas entendem que a comunhão entre o ser humano e o meio em que vive é fundamental para a sobrevivência de ambos. Também sabem que para conquistar essa harmonia é preciso pensar e agir coletivamente. Este ensinamento, herdaram dos mais velhos. E, assim como os contemporâneos urbanos, estão ligados com o mundo.

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A tecnologia é usada contra os povos indígenas desde os tempos das espadas de metal; nada mais natural de que eles a use a seu favor: há 10 anos, os Suruí, de Rondônia, mantêm uma parceria com Google Earth; em 2013, os Ka’apor começaram a utilizar câmeras para monitorar o seu território, no Alto Turiaçu, no Maranhão; e os Munduruku da Bacia do Tapajós cansaram de esperar pelo governo e decidiram demarcar seu território, a Terra Sawré Muybu, por conta própria, usando aparelhos de GPS, em 2015. No ano passado, as Terras Indígenas entraram para o Google Maps; hoje, os seus limites e fronteiras estão ao alcance do dedo, no celular. Mesmo as aldeias mais isoladas já se conectam com o mundo – e usando energia solar.

Eles estão conquistando a Universidade também: estudantes indígenas são os que menos recebem apoio público; mesmo assim, em menos de sete anos a quantidade de matrículas cresceu mais de cinco vezes. O dado é do Censo da Educação Superior 2017, do Ministério da Educação, que também aponta que o número de indígenas matriculados em instituições públicas e privadas cresceu de 32.147 para 49.026 alunos de 2015 para 2016 – um aumento de 52,5%.

Tsitsina Xavante, graduada em Serviço Social e mestre em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (UnB), é filha de Mário Juruna. Ela faz parte da Rede de Juventude Indígena (Rejuind), que promoveu o primeiro encontro de jovens lideranças no último Acampamento Terra Livre, em abril. A Rejuind foi criada em 2009 com o objetivo de compartilhar informação e facilitar a articulação de jovens indígenas em todo o país, utilizando as novas tecnologias.

Hoje, o jovem indígena não se preocupa exclusivamente com questões ligadas à preservação ambiental, de seus costumes e direitos, mas com pautas comuns à juventude de todo o mundo, como os movimentos feminista e LGBTQ+. Tsitsina sabe que as conquistas de sua geração são consequência direta da luta de seu pai, de Raoni, de Ailton Krenak e de Álvaro Tukano, entre muitos outros – que também começaram jovens.

Graças a eles existem os artigos 231 e 232 da Constituição 1988, que garantem o direito à terra e a políticas públicas. Foi Juruna também quem criou a Comissão Permanente do Índio na Câmara dos Deputados e organizou o 1º Encontro de Lideranças dos Povos Indígenas do Brasil, que reuniu 644 caciques. “Estas lideranças sem nível superior, sem domínio na escrita, sem apoio financeiro de ONGs ou financiamento internacional, ou do Estado brasileiro, unindo-se na diversidade de povos indígenas, conseguiram esse avanço”, diz Tsitsina. “Hoje nós temos jovens formados, mestrados, doutorados, falantes de português com boa escrita, alguns falantes de outros idiomas, mas eu sei que ainda falta algo”.

Este algo pode estar nas urnas.

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