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Biodiversidade de Abrolhos sob ameaça

Biodiversidade de Abrolhos sob ameaça

Abrolhos, com seu mar azul esverdeado, é um arquipélago localizado no sul da Bahia. O primeiro parque nacional marinho do Brasil é berçário para baleias jubarte, refúgio para tartarugas marinhas em risco de extinção e também é a região com a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul.

Em fevereiro deste ano, uma pesquisa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) mostrou que a lama de rejeitos com metais pesados da barragem que se rompeu em Mariana, em 2015, afetou os corais do parque.

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Esta semana, segundo o jornal “O Estado de São Paulo”, o presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim, ignorou o parecer técnico do próprio órgão que chefia e autorizou o leilão de sete blocos de petróleo localizados em regiões de alta sensibilidade do arquipélago. Segundo o relatório, qualquer incidente com derramamento de óleo, poderia atingir “todo o litoral sul da Bahia e a costa do Espírito Santo, incluindo todo o complexo recifal do banco de Abrolhos”.

Em nome de que colocar toda essa biodiversidade em risco para a exploração de um combustível fóssil que, além de ser extraído de maneira não segura, vai contribuir para a poluição do ar e consequentemente agravar as mudanças climáticas?

Via: Estadão

Foto: reprodução da TV Globo

Poluição está na moda?

Poluição está na moda?

Não espanta ninguém que a indústria do petróleo seja a atividade que cause mais poluição ao planeta. Mas o segundo lugar dessa lista ingrata certamente vai pegar muita gente com as calças na mão: a moda.

Por exemplo: o poliéster, a fibra sintética mais usada na indústria, consome 70 milhões de barris de petróleo por ano. E demora 200 para se decompor.

Já o cultivo de algodão responde globalmente pelo uso de 24% de todos os inseticidas e 11% de todos os pesticidas.
Em cima dessas cifras impressionantes, há um problema maior.

A cultura de descarte que paira insistente sobre a moda potencializa muito toda a poluição originada na obtenção da matéria-prima.

Mas ninguém precisa andar pelado: reduzir, reaproveitar e reciclar são palavras de ordem para chegarmos a um consumo (bem) mais consciente e sustentável.

Via: BBC Brasil

Foto: Sebastião Moreira/EFE/Arquivo

Saiba mais: https://www.bbc.com/portuguese/geral-39253994

MP do Trilhão, não!

MP do Trilhão, não!

O brasileiro já sacou que combustível fóssil é a maior roubada: numa pesquisa de opinião lançada ontem sobre os impactos dos derivados do petróleo, 85% dos entrevistados responderam que influem na qualidade de ar; 77%, na da água; e 82%, nas mudanças climáticas. Ainda assim, será votada amanhã no Senado a Medida Provisória  (MP) 795, que dá R$ 1 trilhão em benefícios fiscais para companhias de petróleo.

A imagem dessas empresas frente aos entrevistados também não é nada boa: 88% as consideram gananciosas; 87,3%, politicamente poderosas; e 72%, sem ética. A MP do Trilhão vai na contramão da opinião pública. Só que este ano mesmo barramos no grito a liberação para mineração na Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), na Amazônia. Então vamos gritar de novo: #MPdoTrilhãoNão!

Via Exame e Blog do Planeta

Saiba mais e conheça um trilhão de razões para ser contra a MP 759

MP do Trilhão: marcha-ré do desenvolvimento sustentável

MP do Trilhão: marcha-ré do desenvolvimento sustentável

Nunca é feito à luz do sol, até nisso há desperdício: a Câmara Federal aprovou ontem, na calada da noite, o texto base da Medida Provisória 795/17, a MP do Trilhão, que concede mais benefícios fiscais à indústria petrolífera. Caso vire lei, o país deixa de arrecadar R$ 40 bilhões por ano e engata mais uma vez a marcha-ré do desenvolvimento sustentável, além de dar as costas para o Acordo de Paris.

Imaginem o que dá para fazer com essa grana: já dissemos aqui que com dez vezes menos, R$ 4 bilhões, é possível zerar o desmatamento; mas R$ 4 bilhões também é o que vai custar o Complexo Eólico Campos Neutrais, no Rio Grande do Sul, o maior da América Latina, que vai gerar eletricidade limpa para três milhões de pessoas. Nenhum outro país do mundo subsidia exploração de combustíveis fósseis como o Brasil. É coisa de mãe para filho. A quem isso interessa?

Via Agência Brasil

Foto: Viktor Veres/AFP

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Sem senso de orientação

Sem senso de orientação

Os peixes estão nadando na maionese. E a causa é a exploração de petróleo nos oceanos. Como a cirurgiã-patela Dory do desenho animado, espécies que vivem em corais estão perdendo o seu senso de orientação. Segundo um estudo da revista Nature Ecology & Evolution, basta uma uma pequena concentração de derivados de hidrocarbonetos – tipo um par de gotas numa piscina – para afetar o sistema nervoso dos bichinhos.

Por que eu estava falando disso mesmo? Ah, sim, porque ou a gente toma uma providência ou o mar não estará para peixe, literalmente.

Via Observatório do Clima

Foto de divulgação

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E aproveite para assinar a petição contra a exploração de petróleo nos Corais da Amazônia: