Plásticos causam alterações hormonais

Plásticos causam alterações hormonais

Estamos nos contaminando até quando tomamos banho. O uso em excesso de plásticos e cosméticos, como o sabonete, pode causar alterações hormonais e outras doenças. E esses distúrbios podem levar ao câncer. A USP examinou a urina de 300 crianças e detectou níveis altos de substâncias tóxicas em metade das amostras.

Esses ingrediente entram nas fórmulas de produtos que usamos no dia a dia, como garrafas plásticas. Será que vamos passar o século 21 pagando pelos excessos que cometemos no anterior?

Via G1

Foto: JackF

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Mãozinha para sobrevivência

Mãozinha para sobrevivência. As tartarugas da Amazônia estão entre as espécies preferidas dos caçadores, atrás de seus couro e carne. Para complicar, apenas 1% dos filhotes sobrevive. Para contrabalançar tanta desvantagem, pesquisadores e voluntários do Parque Estadual do Cantão, no Tocantins, vigiam as praias do rio Araguaia e levam as tartaruguinhas recém-nascidas para um local protegido na água, onde passam 30 dias, protegidas dos predadores e com alimentação garantida. A ideia é que, uma vez livres, pelo menos 13% delas sobrevivam. Conscientizar é reforçar esse esforço.

 

Via Jornal Nacional
Foto: Fabíola Dias/Naturantis
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Guerra de canudos

Guerra de canudos

Não há lugar para nós e eles no planeta. Por isso foi declarada a guerra de canudos. E não há neutralidade possível nessa briga: mesmo nas montanhas mais remotas da Suíça foram encontradas 50 toneladas de micropartículas de plástico. Os resíduos chegaram lá pelo vento. Sabíamos há algum tempo que estávamos bebendo e comendo – indiretamente – plástico. Agora, descobrimos que também estamos respirando este outro subproduto do petróleo, como o diesel e a gasolina. E que ele não precisa de nós para chegar aos lugares mais remotos: além dos Alpes Suíços, foi encontrado plástico a 10 mil metros de profundidade, na Fossa das Marianas, e no chamado Ponto Nemo, a região do oceano mais distante de ilhas ou continentes. Nem o Ártico e a Antártida escapam de seus tentáculos.

Como o inimigo é bem mais numeroso – para se ter uma ideia, acreditava-se até outro dia que a ilha de plástico que boia no Pacífico era do tamanho do Maranhão e hoje se sabe que é três vezes maior, tem a área do Estado do Amazonas – foi preciso escolher uma frente de batalha. E do outro lado, estão os canudos de plástico. Cidades mundo afora começam a declarar guerra ao artefato. No Brasil, o Rio de Janeiro saiu na frente, mas São Paulo e Florianópolis já estão indo em seu socorro. Aliste-se você também.

Dos anos 1950 para cá, nós produzimos mais de 8 bilhões de toneladas de plástico. Só 9% deste total foram reciclados. O resto está por aí e vai ficar muito tempo: uma garrafa pet leva 450 anos para se decompor e uma fralda descartável, 600. O pior é que ele não desaparece por completo, mas se fragmenta em micropartículas que contaminam mares e rios – foram encontrados fragmentos mesmo em garrafas de água mineral.

Partículas de microplástico acabam virando comida de peixe e vão parar em nosso estômago indiretamente. Mas toda a fauna e flora marinha sai prejudicada: 90% das aves do mar e 100% das tartarugas já comeram plástico. Em março, uma autópsia revelou o motivo da morte de uma baleia-cachalote que foi encontrada encalhada no litoral espanhol: ela tinha se entalado com 29 quilos de plástico. No início deste mês, a vítima foi uma baleia-piloto, que comeu 8 quilos – ou 80 sacolas – na Tailândia. Se nada for feito, até 2050 vai ter mais plástico que peixe no mar.

Os estudos sobre os malefícios que a ingestão involuntária de microplástico traria à saúde humana ainda são inconclusivos. Mas segundo o capitão Charles Moore, oceanógrafo da Fundação de Pesquisas Marinhas Algalita e descobridor da grande ilha plástica do Pacífico – que, agora se sabe, tem cerca de 1,6 milhão de quilômetros quadrados –, ela pode estar associada às epidemias de obesidade e diabetes tipo 2. O Brasil faz bonito em se tratando de reciclagem de latas de alumínio; mas quando o produto é plástico, deixa muito a desejar. Reciclar e pesquisar novos materiais biodegradáveis é o caminho mais seguro e rentável. Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (Selurb), o país poderia faturar pelo menos R$ 5,7 bilhões por ano só reciclando lixo plástico.

Mas a hora não é de pensar no que pode ser feito no futuro, pois o inimigo não dá trégua. É tempo de medidas drásticas. Desde agosto do ano passado, o Quênia proibiu a fabricação e o uso de sacolas plásticas – as penas podem chegar à prisão. Vancouver, no Canadá, já marcou data para banir definitivamente de seu território embalagens de isopor e canudos plásticos: 1º de junho de 2019. Na semana passada, a Câmara Municipal aprovou um Projeto de Lei para proibir o uso dos canudinhos em quiosques, bares e restaurantes. É hora da agir sem piedade.

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Energia emergente

Energia emergente

Partiu o comboio movido a energia emergente. A locomotiva é a China, mas os países em desenvolvimento em geral estão gerando cada vez mais eletricidade a partir do sol e do vento. Em 2016, foram mais 34 GW de eletricidade por usinas solares, em 71 nações emergentes. A capacidade de geração de energia solar no mundo aumentou 54% em um ano e mais do que triplicou em três anos. Em Cabo Verde se fala a mesma língua daqui. Mas enquanto lá se investe pesado no vento, para o país ser movido 100% a energia limpa e renovável até 2025, o Brasil escorrega no português e subsidia a indústria do petróleo, com a aprovação da Medida Provisória 795/2017 – a chamada MP do Trilhão. E isso contra a vontade da população: em recente pesquisa, 90% dos entrevistados se disseram favoráveis a pisar no freio dos combustíveis fósseis para ajudar a combater as mudanças climáticas.

Os cabo-verdianos começam a pôr em prática as metas que estabeleceram quando assinaram o Acordo de Paris, enquanto já começamos a descumprir as nossas. Mesmo sendo um dos menores países do mundo, Cabo Verde consome muita energia. Por isso, o programa também inclui medidas para evitar o desperdício. Venta muito no ensolarado arquipélago africano, que é um dos mais prejudicados pelas mudanças no clima. Combustível limpo não lhe falta.

Nem ao Brasil, que no entanto prefere continuar investindo em combustíveis fósseis. Até foram anunciados novos leilões para o setor para abril do ano que vem, mas este ano o governo rescindiu contratos para a construção de 16 parques eólicos e nove solares. Isso vai representar 557 MW a menos de energia limpa. O governo falou em economia, mas manteve contratos para a construção de novas termelétricas, como a de Peruíbe, em São Paulo. Pior que não pegamos a maria-fumaça por engano.

O consumo de carvão no mundo vem caindo há dois anos, principalmente por causa da China, dos Estados Unidos – apesar das bravatas do presidente Trump – e da Europa. E os chineses sequer precisaram desacelerar seu desenvolvimento para tomar este outro rumo: o país deve crescer mais este ano do que havia previsto o Banco Mundial. Em tese o Brasil não está tão mal: é um dos 14 países (entre eles Chile, Jordânia, México e Paquistão) que dobraram sua capacidade fotovoltaica instalada em 2016. Mas além de ainda estar muito aquém de sua capacidade, o problema, tanto no caso das usinas solares como nos parques eólicos, é a falta de linhas de transmissão. Fizeram o trem, mas esqueceram dos trilhos.

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UFMG forma 30 novos professores indígenas

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Um momento de celebração: a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) formou de uma vez 30 novos professores indígenas, das etnias Pataxó e Xakriabá. Esta é a terceira turma do curso de licenciatura em Formação Intercultural para Educadores Indígenas (Fiei), na área de Ciências Sociais e Humanidades.

E o mais bacana é que a criação do curso, que também tem alunos das etnias Maxacali, Krenak, Caxixó, Xukuru-Cariri e Pankararu, partiu do próprio movimento indígena. “A mudança retira muito, mas a transformação acrescenta”, disse a paraninfa da turma, Célia Xakriabá. Engana-se redondamente quem pensa que eles pararam no tempo: os povos indígenas estão se preparando para o futuro.

Via Portal Uai

Foto: Gabriel Santana/TV UFMG

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