Discurso de Ailton Krenak no Congresso

Discurso de Ailton Krenak no Congresso

Há 27 anos, a Assembleia Nacional Constituinte foi marcada pela defesa da Emenda Popular da União das Nações Indígenas. No dia 4 de setembro de 1987, Ailton Krenak, o porta-voz do emergente movimento indígena, fez um discurso histórico e conseguiu reverter o clima anti-indígena naquela legislatura do Congresso Nacional. O pronunciamento contundente de Krenak foi decisivo para a aprovação dos artigos 231 e 232 da Constituição Federal de 1988 pelos parlamentares constituintes.

Amazônia: um imenso monumento verde

Amazônia: um imenso monumento verde

Apesar de o senso comum dizer que a Amazônia é um território intocado, na verdade ela é fruto de milênios de cultivo de povos originários. A floresta foi “construída”, como um imenso monumento verde.

Segundo um estudo liderado pela bióloga Carolina Levis, foi o manejo dos indígenas pré-colombianos que espalhou por grandes porções do bioma alimentos como o cacau, a castanha-do-Pará, o açaí e a mandioca.

Estima-se que esses povos tenham domesticado 85 espécies de árvores Amazônia afora. Em alguns casos, as espécies alteradas pela atividade humana são dominantes na mata.

Seja num prato de aipim frito ou no chocolate da sobremesa, nossa gastronomia tem história – e é indígena!

Via: Folha de S.Paulo

Foto: Pax on both houses

Saiba mais: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2017/03/1863192-civilizacoes-pre-colombianas-moldaram-vegetacao-da-amazonia.shtml

O clamor do Xingu ecoa na Sapucaí

O clamor do Xingu ecoa na Sapucaí

Uma Gota no Oceano pede passagem para agradecer à Imperatriz Leopoldinense, escola de samba nota 10 em empatia, generosidade e consciência socioambiental, por levar a causa indígena à Sapucaí, em forma de cor e poesia, com o enredo “Xingu, o clamor da floresta”.

A gente certamente fala também em nome dos 870 mil indígenas dos mais de 230 povos do Brasil, que tiveram a oportunidade de apresentar ao mundo as suas reivindicações e a sua cultura.

Para além do desfile histórico, que contou com presenças de importantes lideranças como os caciques Raoni e Megaron, ao cantar o Xingu a Imperatriz ajudou a esquentar o debate sobre desenvolvimento sustentável, preservação do meio ambiente, demarcação de Terras Indígenas e mudanças climáticas.

Agora o povão já sabe: mexeu com o índio, mexeu com o clima!

O que o índio quer?

O que o índio quer?

“Há direitos diferentes para os diferentes e essa é a melhor maneira de se fazer justiça”. O antropólogo Antônio Carlos Souza Lima fala da importância dos direitos assegurados aos povos indígenas pela Constituição de 1988 e a Convenção 169 da OIT.

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