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Os Munduruku contra os garimpos ilegais

Os Munduruku contra os garimpos ilegais

Não teve como varrer para debaixo do tapete o que aconteceu com o Rio Doce. Mas longe de nossos olhos, calamidades semelhantes atingem outros rios brasileiros. No sudoeste do Pará, os Munduruku arriscam suas vidas lutando sozinhos para fechar grandes garimpos ilegais que tomam suas terras e a Floresta Nacional do Crepori.

O Rio da Tropa está morrendo e só eles têm tomado alguma providência. Os Munduruku são valentes e têm iniciativa: eles mesmos demarcaram a Terra Indígena Sawré Muybu. Sua luta precisa ecoar, pois quem deveria tomar providência faz ouvidos de mercador.

Via Folha de S.Paulo

Foto: Fabiano Maisonnave

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Munduruku fazedores de cabeça

Munduruku fazedores de cabeça

Os Munduruku já foram ferozes caçadores de cabeça, mas hoje são sábios fazedores de cabeça. Souberam, como poucos, adaptar-se aos novos tempos. E há muito mais a aprender com eles. Iniciativa e união: os Munduruku se juntaram aos antigos rivais ribeirinhos para auto-demarcarem suas terras. Eles enxergam que a luta pela preservação do Rio Tapajós é de todos, pois interessa a todos.

E usam o GPS, ferramenta criada pelo homem urbano nesse trabalho, pois também entendem que não se deve desprezar nenhum conhecimento. Que em 2018 tenhamos sua sabedoria para entender que temos muito a ganhar com o conhecimento deles também.

Via BBC Brasil

Foto: Ailém Veiga

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Munduruku em pé de paz

Munduruku em pé de paz

Os Munduruku estão em pé de paz. Desde ontem, quase duas centenas deles ocupam o canteiro de obras da Hidrelétrica São Manoel, no Rio Teles Pires, entre o Pará e Mato Grosso. E nos dão mais lições: a manifestação foi planejada num encontro de mulheres e eles fazem questão de frisar seu o caráter pacífico.

Os Munduruku só querem ter seus direitos respeitados e reverenciar seus mortos: suas principais reivindicações são a devolução das urnas funerárias de seus ancestrais, que foram retiradas de seus cemitério sem o consentimento deles, e a demarcação e da Terra Indígena Sawré Muybu.

Via Fórum Teles Pires

Foto: Caio Mota

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Mais respeito com os Munduruku

Mais respeito com os Munduruku

Imaginem se demolissem a Basílica do Santo Sepulcro ou o Muro das Lamentações ou removessem a Caaba para dar lugar a um condomínio ou passar uma estrada? Pois foi o que aconteceu com o lugar mais sagrado do povo Munduruku: o Salto de Sete Quedas foi inundado para a construção da Hidrelétrica de Teles Pires. Para os Munduruku, tinha sido ali que o universo havia se originado. E a usina não os afetou apenas espiritualmente.

Lideranças Munduruku, Apiaká e Kayabi vão à Brasília a convite da Procuradoria-Geral da República apresentar um dossiê com os danos causados com a construção – que, entre outras coisas, afetou a qualidade da água e reduziu a quantidade de peixes. Hoje, estão sendo erguidas

três barragens no Teles Pires simultaneamente e a qualquer momento pode sair a licença para a construção de São Manoel. Ao todo, planeja-se construir 43 grandes hidrelétricas e 102 pequenas na Bacia do Tapajós. Cerca de 890 mil pessoas serão diretamente impactadas pelos projetos.

Via Fórum Teles Pires

Foto: Caio Mota

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Munduruku fazem protesto no ATL

Munduruku fazem protesto no ATL

Munduruku aprende a resistir engatinhando. Os bravos guerreiros da Bacia do Tapajós fizeram ontem um protesto pela demarcação da Terra Sawré Muybu em Brasília. Eles estão na cidade para participar do Acampamento Terra Livre (ATL) 2018.

Os Munduruku querem impedir a construção de hidrelétricas no Tapajós, o último afluente da margem direita do Amazonas a correr livre. Eles são um exemplo a ser seguido. Em nome de que deixamos atropelarem nossos direitos sem resistência?

Via Amazônia Real

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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