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O Brasil é quilombola

O Brasil é quilombola

A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) manda o seu recado para os ministros do Supremo Tribunal Federal e para a população brasileira. Nenhum direito a menos!

Dona Dijé e Antônio Mulato: vidas quilombolas muito bem vividas

Dona Dijé e Antônio Mulato: vidas quilombolas muito bem vividas

Duas vidas muito bem vividas. O movimento quilombola perdeu neste fim de semana duas importantes lideranças: Dona Dijé e Antônio Mulato. Ela morreu aos 70 anos no Quilombo de Monte Alegre, no Maranhão, e foi fundadora do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu e conselheira do Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais.

Seu Antônio era o quilombola mais velho do Brasil: foi-se aos 113 anos. Em 1940, ele levou a primeira escola pública do Brasil a uma comunidade quilombola, no Quilombo Mata Cavalo, em Mato Grosso. Agora serão para sempre faróis a guiar nossa luta.

Via O Globo e Portal Amazônia

Foto: Junior Foicinha

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Hoje é Dia de Tereza de Benguela e da Mulher Negra

Hoje é Dia de Tereza de Benguela e da Mulher Negra

Tereza de Benguela ainda vive neste dia dedicado à ela e à Mulher Negra. A luta da guerreira que liderou o Quilombo de Quariterê, no Mato Grosso, no século 18, continua em pessoas como Maria do Socorro Silva, quilombola destaque numa série do jornal The Guardian sobre ativistas ambientais.

Maria do Socorro comprou briga contra um cachorro grande: a Hydro Alunorte, a maior refinaria de alumínio do mundo, instalada na Amazônia. A mineradora foi recentemente condenada pela Justiça a pagar R$ 150 milhões em indenizações por danos ambientais em Barcarena, no Pará. Viva o 25 de julho! Salve Tereza de Benguela e Maria do Socorro! Que elas continuem inspirando a nova geração a lutar pelas causas ambiental e quilombola!

Via ONU Brasil

Foto: Geledés – Instituto da Mulher Negra

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Violência contra quilombolas não entra para as estatísticas

Violência contra quilombolas não entra para as estatísticas

De janeiro a agosto, 13 moradores de comunidades quilombolas foram assassinados no Brasil. Seis deles eram líderes envolvidos em conflitos de terra e a maioria dos casos foram registrados na Bahia. Mas a violência contra eles sequer entrou para as estatísticas. Os quilombolas reclamam da forma como tem sido conduzido os inquéritos, que apontam motivações variadas. “O acirramento dos conflitos agrários e o racismo são os motivos”, diz Selma Dealdina, da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ).

Para a entidade, a lentidão na titulação de terras é a principal agente da violência. A insegurança só aumenta com o adiamento do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pelo DEM para tentar anular decreto que regulamentou este processo.

Ajude a causa quilombola assinando a petição

Via Folha de S.Paulo

Foto: Incra

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A violência é invisível contra os quilombolas

A violência é invisível contra os quilombolas

Diz-se que Zumbi dos Palmares tinha o dom da invisibilidade, o que o tornava virtualmente invencível no campo de batalha. A violência contra os seus descendentes também é invisível: de julho para cá, somente na Bahia, oito quilombolas foram assassinados. A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) estima que pode ser um dos anos mais violentos da história desse povo trabalhador, mas não existem estatísticas oficiais.

O resultado do julgamento da ADI 3239/2004 amanhã no Supremo pode ajudar a diminuir ou acirrar ainda mais as hostilidades contra os descendentes de africanos que foram escravizados no Brasil. Leia a reportagem do Instituto Socioambiental (ISA) e conheça mais detalhes dessa história.

Foto: São Paulo Na Mochila

Assine a petição pelos seus direitos.