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MP do Trilhão, não!

MP do Trilhão, não!

O brasileiro já sacou que combustível fóssil é a maior roubada: numa pesquisa de opinião lançada ontem sobre os impactos dos derivados do petróleo, 85% dos entrevistados responderam que influem na qualidade de ar; 77%, na da água; e 82%, nas mudanças climáticas. Ainda assim, será votada amanhã no Senado a Medida Provisória  (MP) 795, que dá R$ 1 trilhão em benefícios fiscais para companhias de petróleo.

A imagem dessas empresas frente aos entrevistados também não é nada boa: 88% as consideram gananciosas; 87,3%, politicamente poderosas; e 72%, sem ética. A MP do Trilhão vai na contramão da opinião pública. Só que este ano mesmo barramos no grito a liberação para mineração na Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), na Amazônia. Então vamos gritar de novo: #MPdoTrilhãoNão!

Via Exame e Blog do Planeta

Saiba mais e conheça um trilhão de razões para ser contra a MP 759

É por dúzia, quilo ou metro?

É por dúzia, quilo ou metro?

O patrão ficou maluco, e para salvar a própria pele está promovendo uma queima total de áreas preservadas de florestas e de direitos dos povos tradicionais – e quem está dizendo isso não são apenas as ONGs ambientalistas, mas também a grande imprensa. O freguês – no caso, a bancada ruralista, que ocupa 40% das cadeiras do Congresso Nacional – está rindo de orelha a orelha, mas o precinho de ocasião vai deixar um baita buraco no balanço: só no caso da Medida Provisória 759, vulgo MP da Grilagem, o prejuízo pode chegar a R$ 19 bilhões, segundo dados da ONG Imazon. E estamos falando só de verdinhas, deixamos de fora dos cálculos as perdas sociais e ambientais. Para salvar o seu mandato e, quiçá, preservar sua liberdade, o presidente Temer pode levar a lojinha Brasil à bancarrota. Vamos deixar barato?

A conta, feita pela pesquisadora do Imazon Brenda Brito, compara a diferença entre o valor médio de mercado por hectare e o preço estabelecido pelas regras da MP 759. A regularização das terras invadidas na Amazônia corresponde uma área de 6,9 milhões de hectares (25.199 imóveis rurais), o dá mais ou menos cinco cidades de São Paulo. Outro agradinho à bancada ruralista pode custar mais um bom dinheiro aos cofres públicos: a MP do Funrural, que deve institucionalizar um calote de R$ 26 bilhões do agronegócio. 

Para tentar nos convencer de que esta liquidação é um bom negócio e nos empurrar goela abaixo suas malfadadas reformas, o governo tem investido pesado em publicidade: a verba prevista para este ano, mais de R$ 200 milhões, já foi quase toda gasta no primeiro semestre. E ainda torrou R$ 4,1 bilhões em emendas, para que os parlamentares joguem o seu agá de vendedor para cima do eleitor. Quem não os conhece que os compre. Os gringos já sacaram que o produto é pirata: os noruegueses cortaram metade da grana que destinam ao Fundo Amazônia, uma bagatela de R$ 200 milhões, e o ministro francês da Transição Ecológica, Nicolas Hulot, já mandou avisar que seu país não vai mais importar óleo de soja de país desmatador. Vem mais prejú por aí.

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Temer ruralista

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MP da Grilagem é devastação premiada

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Devastação premiada: caso seja sancionada, a Medida Provisória 759, a MP da Grilagem, pode legalizar 2.376 imóveis irregulares em terras públicas da Amazônia. Isso daria 4,3 milhões de hectares, uma área do tamanho do Estado do Rio de Janeiro, segundo cálculos da Agência Pública.

Para o Ministério Público, a MP, feita sob medida para agradar à bancada ruralista, é inconstitucional. Estão querendo picotar e repartir a Amazônia. Vamos fazer pressão para que a MP da Grilagem seja vetada pelo presidente – mas para ser vetada de verdade, que não seja mera jogada de efeito, como os vetos mandrakes às MPs 756 e 758.

Foto: Reuters

Saiba mais

Devastação premiada: MP da Grilagem

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Devastação premiada: a Câmara dos Deputados aprovou ontem as oito emendas da Medida Provisória (MP) 759/16, que dita novas regras para regularização fundiária urbana e rural. Conhecida como MP da Grilagem, ela pode facilitar a legalização de terras invadidas e contribuir com o aumento do desmatamento e de conflitos no campo.

O governo parece uma loja que entrou em liquidação porque vai fechar. A MP ainda pode ser vetada: vamos deixar barato?

Via Agência Brasil

Foto: Getty Images

Saiba mais: https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2017-06/camara-aprova-mp-que-cria-normas-para-regularizacao-fundiaria