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Sem licença para Belo Sun

Sem licença para Belo Sun

Sinal vermelho para Belo Sun: a Justiça anulou ontem a licença de instalação da mineradora canadense. Se quiserem realmente extrair ouro da Volta Grande do Xingu, vão ter que fazer estudos de impacto ambiental sérios e realizar um processo de Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI) junto aos povos indígenas impactados, como manda o figurino.

Cerca de 80% da vazão natural do rio foi desviada na região, o que aumenta o risco de acidentes ou vazamentos da barragem de rejeitos minerais. O que poderia causar uma tragédia de Mariana de dimensões amazônicas.

Via Instituto Socioambiental – ISA

Foto: Francisco Vorcaro

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O buraco da mineração é mais embaixo

O buraco da mineração é mais embaixo

Quer que a gente desenhe o tamanho do estrago causado pela mineração a céu aberto e o que ganhamos em troca? O artista plástico Dillon Marsh fez isso na série “For What it’s Worth” (“Pelo Que Vale”). Nesta foto, a esfera no centro representa todo o cobre retirado dessa cratera na mina Palabore, na África do Sul. E o buraco é só o dano visível, pois a atividade ainda libera substâncias tóxicas na terra, no ar e na água. Vale a pena?

É uma imagem para ficar na cabeça quando o governo libera uma área do tamanho da Suíça na Amazônia para a exploração mineral, a Câmara se prepara para flexibilizar o licenciamento ambiental e a ameaça de Belo Sun ainda paira sobre o Xingu. Já pensaram numa tragédia de Mariana de proporções amazônicas?

Via Nexo

Foto: Dillon Marsh

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Belo Sun ainda ameaça o Xingu

Belo Sun ainda ameaça o Xingu

O Rio Xingu continua correndo riscos. Apesar de a licença de instalação de Belo Sun estar suspensa por liminar, a mineradora canadense ainda não desistiu de explorar ouro às suas margens. Assim como aconteceu com a usina de Belo Monte, o empreendimento põe a perigo não só o ecossistema local, como também o modo de vida de ribeirinhos e indígenas que tiram seu sustento do rio.

A mineradora pretende atuar por mais de 20 anos, com áreas de exploração de mais de 3 km de extensão e uma barragem para conter 14 mil piscinas olímpicas de rejeitos (não esqueçam de Mariana e do Rio Doce).

O Projeto #Colabora começou esta semana uma série de reportagens sobre a Belo Sun, diretamente do Pará. Vamos acompanhar, pois a informação e a mobilização são nossas melhores armas.

Saiba mais: https://projetocolabora.com.br/florestas/belo-sun-ou-monstro-sun/

Foto: Rui Faquini

Sem licença para Belo Sun

Sem licença para Belo Sun

O Tribunal Regional Federal do Pará, a pedido do Ministério Público Federal, suspendeu a licença de instalação da mineradora canadense Belo Sun na Volta Grande do Xingu, no Pará. O motivo é que a empresa não apresentou estudos válidos do impacto do projeto sobre os povos indígenas da região. A meta da Belo Sun é instalar no local, que fica na mesma região afetada pela usina hidrelétrica de Belo Monte, a maior mina de ouro a céu aberto do Brasil.

As etnias Arara e Juruna serão afetadas pelo empreendimento e o estudo de impactos apresentado à Funai pela companhia foi considerado inapto, por não conter nenhum dado coletado dentro das áreas indígenas e por não ter sido realizada consulta prévia aos índios.

Esta é a segunda decisão judicial que suspende a licença de instalação da Belo Sun. O projeto está bloqueado também pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará, por causa de irregularidades fundiárias cometidas na aquisição de terras para a instalação. Ou seja, a instalação da mineradora está suspensa em duas instâncias: na Justiça Estadual e na Justiça Federal.

Mas a luta ainda não está ganha. Não podemos esmorecer: Belo Sun, não!

Via MPF

Foto: Ver o Fato

Saiba mais: https://www.mpf.mp.br/pa/sala-de-imprensa/noticias-pa/trf1-suspende-licenca-de-instalacao-da-mineradora-canadense-belo-sun-no-xingu

Belo Monte foi só o começo

Belo Monte foi só o começo

Uma mova ameaça paira sobre o Rio Xingu.
E ainda mais assustadora: é o fantasma de Mariana chegando ao coração da Amazônia.
A canadense Belo Sun planeja extrair 150 toneladas de ouro da região.
A empresa vai usar cianeto para retirar o minério das rochas. É uma substância altamente tóxica.
Um dos engenheiros que elaboraram o relatório atestando que o projeto é seguro, também assinou o laudo que garantia a estabilidade da barragem de Fundão, em Mariana.
Samuel Loures foi indiciado por homicídio.
E a própria empresa admite num relatório que o risco de rompimento da barragem é alto.
A denúncia é do “Fantástico”.
Foto: Lilo Clareto/El País
Assista à reportagem: https://g1.globo.com/fantastico/videos/t/edicoes/v/mineradora-de-ouro-as-margens-do-rio-xingu-pode-causar-danos-ao-ambiente/5105311/