A costa leste dos Estados Unidos está soterrada sob a neve e a culpa é do calor. Um estudo publicado no Nature Communications, baseado numa análise de dados dos últimos 65 anos, relaciona diretamente as temperaturas cada vez mais quentes no Ártico – até 10°C acima da média do inverno – com o aumento do frio no país.
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Mudanças Climáticas
Lanterna em eficiência energética
Quando o que está em jogo é a eficiência energética, estamos quase na lanterna: ficamos em 22º lugar na lista de 23 países que mais desperdiçam eletricidade. Mas há uma luz no fim do túnel: o Banco Mundial, em parceria com a Caixa, vai investir, nos próximos 15 anos, em tecnologias mais eficientes nas áreas de indústria e iluminação pública urbana.
Falta água para as hidrelétricas
A era das grandes hidrelétricas pode estar chegando ao fim. E não é por um surto súbito de bom senso, mas por… falta d’água! Os reservatórios das grandes usinas mundo afora estão secando e a culpa é de quem? Sim, adivinharam: das mudanças climáticas.
Guardiões da superfície terrestre
Só não cimentaram o planeta inteiro por causa deles. Mesmo correspondendo a apenas 5% da população mundial, os povos tradicionais são donos de 1/4 da superfície terrestre. E desses 38 milhões de km², 2/3 estão preservados.
Calor de zero grau no Ártico
Zero grau pode parecer frio pra caramba para o brasileiro, mas quem mora no norte da Groenlândia deveria estar curtindo um friozinho de -33°C. No último sábado, os termômetros marcaram 6°C, um calorão para os padrões locais.
O calor matou os antílopes saiga
Quem matou em menos de um mês mais de 200 mil antílopes saiga em 2015, no Cazaquistão? Três anos depois, o assassino foi descoberto: as mudanças climáticas. A espécie, que já corria risco de extinção, teve sua população reduzida em 60% de uma só vez.
Soldados do meio ambiente
Intervenção militar do bem: a China convocou 60 mil soldados para plantar árvores. A ideia é reflorestar uma área de 84 mil km² até o fim do ano, o que dá mais ou menos uma Irlanda.
Correndo atrás da eficiência
O ar-condicionado que o brasileiro usa não é eficiente nem aqui, nem lá na China. O produto não entra no mercado chinês, pois não atende às exigências locais. O pior é que como a temperatura do planeta só aumenta, ele pode deixar de ser um luxo para virar artigo de primeira necessidade – como os aquecedores em países muito frios. Estima-se que o número de aparelhos em todo o mundo suba das atuais 1,6 bilhão de unidades para 5,6 bilhões até 2050, de acordo com o último relatório da Agência Internacional de Energia. Esses quatro bilhões a mais vão demandar mais energia. E quanto mais se produz energia, mais a temperatura sobe. Como evitar uma sobrecarga?
Impactos humanos vistos de cima
Os estragos vistos de cima. A ONU Meio Ambiente e o Google anunciaram uma parceria para monitorar os impactos da atividade humana no planeta. O objetivo é fornecer subsídios para que governos e entidades invistam com mais segurança em políticas e projetos ambientais.
Mudanças climáticas ameaçam até a Internet
As mudanças climáticas também ameaçam a nossa conexão. O nível do mar está subindo e isso vai afetar a infraestrutura da Internet. Um estudo das universidades Wisconsin-Madison e do Oregon aponta que em 2033 mais de 6,5 mil quilômetros de cabos de fibra ótica ficarão submersos, só nos EUA.
Deram cabo na água
Até a última gota: com 3,5 milhões de habitantes, a Cidade do Cabo pode ser a primeira metrópole do mundo a esgotar totalmente suas reservas de água. E isso pode acontecer nos próximos três meses.
Sobe o avião e a temperatura
Daqui de baixo mal se vê, mas a aviação comercial está causando um furdunço no clima. E não só pelas emissões de CO2, como também por causa do óxido de nitrogênio, do vapor d’água, das trilhas de condensação e das alterações das nuvens, que estão ajudando a fazer subir a temperatura.
Se é aquecimento global, por que nevou no Saara?
Sempre tem alguém para perguntar: se é aquecimento global, por que nevou no Saara? Bom, porque não se pode analisar um fenômeno isolado. Na Austrália, por exemplo, os termômetros marcaram 46°C, coisa que não acontecia há décadas.
Nova York contra as mudanças climáticas
É guerra: Nova York toma uma decisão histórica e vai entrar na Justiça contra as maiores petrolíferas do mundo, por causa dos efeitos das mudanças climáticas. A cidade também vai tirar dinheiro que investiria na indústria de combustíveis fósseis. Nova York foi atingida pelo furacão Sandy em 2012 e tem sido vítima de constantes inundações.
Ano novo, camada de ozônio nova
A primeira semana de 2018 terminou com uma boa nova: a Nasa anunciou que cientistas conseguiram demonstrar que a destruição da camada de ozônio está diminuindo. Medições feitas por satélite comprovam que a proibição do uso de clorofluorocarbonetos (CFCs) foi fundamental.
Imigrantes do clima
Esse mundão de meu Deus pode ficar pequeno demais para nós todos. As mudanças climáticas podem obrigar a Europa a receber até um milhão de novos imigrantes por ano. Ondas de calor, inundações e a elevação do nível dos mares podem tornar inabitáveis muitas regiões do globo – e até mesmo fazerem países desaparecerem.
Um ano de extremos
Instabilidade e variações ao longo do ano. Diante da avalanche de leis semeada pela bancada ruralista no Congresso, o estrago socioambiental foi até pequeno. Estrago real e muito maior quem mostrou, de fato, foi a natureza, revoltada com nosso descaso.
Sermão ambiental
O Papa não tem papas na língua – ao menos quando se trata da questão ambiental. Em sua visita à Colômbia, o Sumo Pontífice, defensor incansável da causa indígena e da natureza, até apelou para a parábola, mas foi duro ao criticar as pessoas que negam mudanças climáticas: “O homem é estúpido, é um teimoso que não vê. É o único animal que tropeça duas vezes na mesma pedra”.
Seca é desastre ambiental
Não deixe o seu cariri nem no último pau-de-arara, porque a falta d’água é geral. Para o IBGE, a seca é o maior desastre ambiental do Brasil. Segundo um estudo lançado hoje pela instituição, ela atingiu metade dos municípios do país, de Norte a Sul, entre 2013 e 2017.
Ciência e saberes tradicionais pelo clima
Quando a ciência convencional se soma aos saberes dos povos tradicionais todos saem ganhando – inclusive o clima do planeta. O Projeto Bem Diverso, uma parceria entre o a Embrapa e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), une conhecimentos acadêmicos e populares contra as mudanças climáticas.
Doninha branca vira presa fácil sem neve
A doninha branca não tem mais para onde correr: virou presa fácil de seus predadores desde que a neve começou a sumir da Floresta Bialowieza, na Polônia, seu habitat. Seu pelo é branco para lhe servir de camuflagem. Agora, esse bichinho fofo corre sério risco de extinção.
O clima está ruim para todo mundo
O clima está ruim para todo mundo: enquanto a tempestade Harvey devasta o Texas, nos Estado Unidos, a Europa bate recordes de calor, Serra Leoa chega a mais de mil mortos em deslizamentos e enchentes, no Brasil 1.296 cidades estão em estado de emergência, seja pela chuva ou pela seca, e Nepal (foto), Índia, Bangladesh estão debaixo d’água. E dessa vez não tem El Niño, La Niña ou nenhum outro fenômeno natural como desculpa.
É a hora da transição para a energia limpa
Estamos aos 46 minutos do segundo tempo, mas pesquisadores das universidades da Califórnia em Berkeley e de Stanford fizeram as contas e chegaram à conclusão seria possível – e economicamente viável – barrar as mudanças climáticas até 2050. Mas, para isso, é preciso começar agora a transição para energia limpa.
Secas e inundações afetam 55,7 milhões no Brasil
É um estrago da gota serena: em quatro anos, secas e inundações afetaram 55,7 milhões de pessoas no Brasil (mais de um quarto da população) e causaram um prejuízo de R$ 36 bilhões. Os dados, referentes ao período de 2013 a 2016, são do novo relatório da Agência Nacional de Águas.
Carbono dá sede
Um estudo publicado na revista Nature Climate Change revelou que o excesso de CO2 na atmosfera fez aumentar a demanda por água em lavouras que estão na base de nossa alimentação: soja, milho, arroz e trigo. Hoje, uma plantação de um hectare consome diariamente cerca de 5 mil litros de água a mais do que consumia diariamente em 1958.
Um bilhão em dois anos
Um bilhão de exemplos. Este foi o número de árvores de árvores que os paquistaneses plantaram em dois anos. Só lhes restam 3% de suas florestas originais. O Paquistão é um dos países que mais devem sofrer com as mudanças climáticas na Ásia. Daí a necessidade de tomarem uma atitude.
MP do Trilhão: marcha-ré do desenvolvimento sustentável
Nunca é feito à luz do sol, até nisso há desperdício: a Câmara Federal aprovou na calada da noite a Medida Provisória 795/17, a MP do Trilhão, que concede mais benefícios fiscais à indústria petrolífera. Com isso, o país deixa de arrecadar R$ 40 bilhões por ano e engata mais uma vez a marcha-ré do desenvolvimento sustentável, além de dar as costas para o Acordo de Paris.
Seca na Amazônia teve a mão do homem
Não dá mais pra fingir que a gente não tem nada a ver com isso: a seca na Amazônia de 2016, a pior em 100 anos, teve a mão do homem. Segundo um estudo da Universidade de Connecticut, publicado na Scientific Reports, o desmatamento e o aquecimento provocado pela emissão de CO2 contribuíram decisivamente para a falta de chuvas na região.
Lúcifer inferniza a Europa
Um calor dos infernos. A onda de altas temperaturas que vem castigando a Europa ganhou um nome à altura: Lúcifer. A Itália e os Balcãs são as zonas mais afetadas. Na Espanha, a temperatura pode chegar aos 44° C. E o pior é que Lúcifer deve continuar infernizando a vida dos europeus também nesta semana. Vamos rezar para São Pedro dar um refresco para os nossos irmãos do Hemisfério Norte.
Paris pode não ser o bastante
Nós sempre teremos Paris. Mas pode não ser o bastante. Mesmo que as metas do acordo climático assinado na capital francesa sejam cumpridas, as chances de conseguirmos manter o aumento da temperatura média do planeta em 1,5° C ou 2° C são muito pequenas. Ínfimas, até.





























