Metano: freio de emergência para o aquecimento global

Metano: freio de emergência para o aquecimento global

maio 2026

O metano como freio de emergência para o aquecimento global: o que eu tenho a ver com isso?  

Durante a Semana do Clima, entre 1º e 6 de junho, o Rio de Janeiro resgata sua tradição como palco de grandes encontros multilaterais sobre o futuro do planeta — e, nesse contexto, o metano (CH₄) ganha centralidade nos debates por ser considerado, pela ciência, um verdadeiro “freio de emergência” climático. 

Responsável por cerca de um terço do aquecimento global, o gás já representa aproximadamente 0,5ºC dos 1,5ºC de aumento da temperatura do planeta — com uma diferença crucial: sua mitigação pode gerar efeitos mais rápidos. Enquanto o CO₂ permanece por séculos na atmosfera, o metano tem um tempo de vida médio de cerca de 12 anos. 

Presente no cotidiano — da agropecuária à produção de energia e à gestão de resíduos —, o tema atravessa economias e a vida social e se projeta como uma oportunidade estratégica: países e setores capazes de reduzir suas emissões podem liderar cadeias produtivas na nova economia da transição climática. 

É nesse cenário que o Fórum Freio de Emergência Climática, no dia 3 de junho, reúne lideranças globais, especialistas e sociedade civil, conectando ciência, política e direitos humanos de alto nível, para discutir soluções capazes de gerar alívio imediato no aquecimento global, em um momento de crescente urgência marcado, entre outros fatores, pela possível chegada de um super El Niño. 

Mais do que um desafio técnico, trata-se de um teste de coordenação: diante de evidências científicas consolidadas, a redução do metano depende de uma articulação ampla entre governos, setor privado, finanças e sociedade — e pode se afirmar como uma das respostas mais rápidas e eficazes à crise climática. 

Mesa de abertura: Entre crises e oportunidades, o clima redefine o jogo global 

Geopolítica instável, retrocessos regulatórios e eventos extremos expõem riscos — enquanto o metano surge como a forma mais rápida de frear o aquecimento no curto prazo. 

A mesa de abertura posiciona o contexto em que o Fórum de Emergência Climática se insere. A escalada de tensões no Oriente Médio e os impactos sobre o estreito de Ormuz recolocam a energia no centro das disputas e expõem a fragilidade de um mundo ainda dependente de combustíveis fósseis — ao mesmo tempo em que aceleram a urgência da transição energética. No Brasil, movimentos recentes no Congresso ampliam a insegurança regulatória justamente quando o país poderia afirmar sua liderança climática, enquanto a possível chegada de um super El Niño eleva os riscos sobre água, alimentos, energia e desigualdades. Nesse cenário de convergência de crises, ganha força uma agenda capaz de produzir resultados rápidos: a redução das emissões de metano — até 80 vezes mais potente que o CO₂ no curto prazo, mas de vida mais curta na atmosfera — desponta como uma das estratégias mais eficazes para gerar alívio climático imediato enquanto transformações mais profundas avançam. 

 

Porta-vozes – Mesa de abertura:
Henrique Bezerra, Global Methane Hub
Sérgio Besserman, Uma Gota no Oceano
Stela Herschmann, Observatório do Clima
Kamila Camilo, Instituto Oyá 

 

Painel 1: Produzir mais, emitir menos: a agropecuária no centro da solução 

Parte-se de uma premissa central: mitigar metano na agropecuária não significa reduzir produção, mas transformar sistemas produtivos com base em ciência, inovação e política pública. O painel destaca soluções escaláveis, mensuráveis e economicamente viáveis, capazes de alinhar redução de emissões com segurança alimentar, competitividade e desenvolvimento territorial — reafirmando o papel do setor como protagonista na transição para uma economia de baixo carbono. 

Porta-vozes:
Guilherme Campbell, Coordenador de Projetos – Instituto Akorde
Eduardo Fronza, Coordenador de Projetos Sênior – Proforest
Juan Andrés Cardoso, Ecologista e fisiologista vegetal – Alliance Bioversity & CIAT 

 

Painel 2: Economia circular: resíduos como solução climática imediata 

O painel aborda a economia circular como uma estratégia climática concreta, disponível e escalável no curto prazo. A partir da integração entre saneamento, inclusão social, inovação tecnológica e governança local, o debate explora como políticas estruturantes de gestão de resíduos podem reduzir emissões de forma imediata, fortalecer as cadeias da reciclagem e promover inclusão e justiça social — especialmente nos territórios urbanos, onde os impactos e as oportunidades se concentram. 

Porta-vozes:
Adalberto Maluf, Secretário Nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental (MMA) e Co-chair do CCAC
Bernardo Ornelas, Coordenador de Projetos – COMLURB
Claudete Costa, Presidenta – UNICOPAS 

 

Painel 3: Energia, metano e Sociedade 5.0: acelerar a transição com inteligência 

A transição energética é inevitável — a questão central é a velocidade e quem arca com o custo do atraso. O painel parte do conceito de Sociedade 5.0 para discutir como tecnologias inteligentes, monitoramento avançado, sistemas digitais e o uso estratégico de dados podem reduzir rapidamente as emissões de metano no setor energético, ao mesmo tempo em que aceleram uma transição justa, segura e baseada em evidências. 

Nesse contexto, o controle do metano no setor energético se afirma como um teste de credibilidade da própria transição: não há liderança energética possível sem enfrentar de forma direta e eficaz as emissões desse gás. 

Porta-vozes:
Tasso Azevedo, Coordenador geral – MapBiomas
Paula Garcia Holley, Gerente Sênior de Políticas para a América Latina – Clean Air Task Force (CATF)
Urias Bueno Neto, Engenheiro ambiental – Instituto Internacional Arayara
Helen Sousa, Analista de Projetos – Instituto de Energia e Ambiente (IEMA) 

Painel 4: Metano como vetor de coordenação climática e geopolítica 

O painel discutirá como a cooperação internacional para a redução das emissões de metano pode acelerar a implementação da agenda climática global em uma década decisiva para o cumprimento das metas do Acordo de Paris. Desde a COP26, a agenda do metano vem se consolidando como uma das frentes mais dinâmicas da ação climática internacional, articulando governos, setor privado, instituições financeiras, centros de pesquisa e iniciativas multilaterais em torno de soluções de rápida implementação e alto impacto climático. O debate abordará os desafios e as oportunidades para transformar essa agenda em uma plataforma de coordenação regulatória, financiamento, transferência tecnológica e alinhamento econômico capaz de fortalecer a cooperação multilateral em um contexto de crescente fragmentação geopolítica. 

Porta-vozes:
Ana Toni, CEO da COP30
Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente
Sonia Guajajara, ex-ministra dos Povos Indígenas 

 

Serviço 

Fórum Metano: Freio de Emergência Climática
📅 Data: 3 de junho de 2026
 Horário: das 8h30 às 13h30.
📍 Local: Pier Mauá – Edifício Touring, Rio de Janeiro
📌Inscrições gratuitas aqui 

 

Contatos: 

  • Danila de Jesus (71) 99103-4578 E-mail: imprensa@gota.ong  
  • Marcele Bessa (21) 99733-1359  E-mail: assessoriadeimprensa@umagotanooceano.org 

 

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