Atualizado em: 16 de setembro de 2026
No dia 9 de fevereiro de 2012, José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo foram postumamente reconhecidos como Heróis da Floresta pelo Secretariado do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas, por seu trabalho contra a exploração ilegal de madeira na Amazônia. O casal de extrativistas foi brutalmente assassinado em 24 de maio de 2011, na cidade de Nova Ipixuna, no Sudeste do Pará.

As lideranças ambientais Maria do Espirito Santo e José Claudio Ribeiro, vítimas de um crime cruel em 2011. Foto: Acervo Uma Gota no Oceano
Zé Cláudio e Maria eram castanheiros e lideranças do Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira e denunciavam invasões e roubo de madeira na região. O casal foi morto ao tentar defender a floresta e contrariar os interesses de criminosos grileiros e madeireiros. A irmã de Zé, Claudelice dos Santos, fundou o Instituto Zé Cláudio e Maria, que atua na defesa e proteção de lideranças amazônicas e na educação de populações tradicionais do sudeste do Pará.
Na primeira edição do “Heróis da Floresta”, prêmio da ONU que, entre 2012 e 2013, premiou ativistas ambientais de diferentes regiões do globo, Zé Cláudio e Maria receberam homenagem póstuma pelo seu trabalho e legado na proteção e preservação das florestas.
O Movimento Gota D’Água marcou presença na cerimônia que contou com outro ganhador brasileiro: o renomado ambientalista e ativista Paulo Adario — também um dos fundadores do Greenpeace Brasil e diretor da Campanha Amazônia da organização.
Ainda em 2012, para o antigo canal do Youtube da Uma Gota no Oceano, Paulo dividiu um pouco de suas reflexões sobre o papel e importância do ativismo ambiental
Abaixo, confira alguns registros da participação do Movimento Gota D’Água no prêmio Heróis da Floresta (Acervo Uma Gota no Oceano)


