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Assembleia anual do Observatório do Clima 2019

20 de março de 2019

Nos dias 13 e 14 de março, Uma Gota No Oceano participou da assembleia anual do Observatório do Clima. O encontro debate os principais assuntos da atualidade, principalmente os relacionados ao meio ambiente e às mudanças climáticas, além do papel de cada organização que compõe a rede. É um momento de troca de experiências, informações e reflexões.

Este ano estiveram presentes no evento: Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), Instituto Centro e Vida (ICV), Instituto Ecoar para Cidadania, WWF, Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (IDESAM), Greenpeace, SOS Mata Atlântica, Hospitais Saudáveis e Engajamundo, Avina, TNC, Saúde e Alegria, ClimaInfo e Fundação Boticário.

Sobre a Assembleia

A ideia da Assembleia era aproximar os membros do Observatório do Clima. A reunião ajudou a fortalecer elos entre pessoas e organizações, e também na construção de uma agenda conjunta mais forte.

Os convidados aproveitaram o encontro para participarem de atividades de reflorestamento, plantando árvores. É claro que a Gota deixou sua marca.

Sobre o OC

A ideia de formar uma coalizão de organizações da sociedade civil brasileira para discutir mudanças climáticas surgiu em 2001 em Salinópolis, no litoral do Pará, durante um jantar. Era um intervalo de uma reunião anual da Usaid (agência de cooperação do governo americano) e quatro ambientalistas que participavam do encontro aproveitaram a noite livre para dar uma escapada até um bar na beira da praia e – acredite – falar de trabalho.

Miguel Calmon (The Nature Conservacy), Mario Monzoni (Amigos da Terra Amazônia Brasileira), Paulo Moutinho (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e Fernando Veiga (ProNatura) se encontraram para continuar uma conversa que começara naquela manhã no aeroporto de Belém, sobre o rumo que o debate em torno de florestas e clima estava tomando no Brasil. Havia uma insatisfação grande entre várias organizações quanto à forma como a questão do desmatamento era tratada pelo governo no contexto do Protocolo de Kyoto, o primeiro acordo do clima, assinado em 1997.

 Naquela noite, em Salinópolis, surgiram as primeiras ideias sobre como esse fórum deveria ser constituído e quem deveria ser chamado para constituí-lo. “O primeiro esboço do Observatório do Clima foi desenhado ali, em dois guardanapos de papel”, relembra Calmon.

Várias trocas de e-mail depois, uma reunião inicial foi convocada e realizada num hotel na Rua Teixeira da Silva, em São Paulo. Compareceram representantes de 33 organizações, uma presença significativa, que dava uma ideia da demanda pelo debate sobre clima e florestas no país.

Em 22 e 23 de março de 2002, uma reunião numa sala de aula da Fundação Getúlio Vargas com 26 organizações*, o OC foi oficialmente fundado, com o lançamento de sua carta de princípios no dia 23, que marca o lançamento da rede. Quatro grupos de trabalho foram criados: mudanças climáticas, mudanças do uso do solo (que inclui florestas e biodiversidade), desenvolvimento sustentável e informação e comunicação.