Uma Gota no Oceano

NENHUM QUILOMBO A MENOS

Uma Gota no Oceano, em parceria com a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a Terra de Direitos, o Instituto Socioambiental – ISA, a Comissão Pró-Índio e a Comissão Pastoral da Terra, lançou no dia 28/7/17 a campanha Nenhum Quilombo a Menos, com o objetivo de sensibilizar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a votarem contra a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no 3239/2004, proposta pelo partido Democratas. Esta ADI poderia inviabilizar a titulação de novas comunidades quilombolas, além de anular as que já foram tituladas.

A Gota participa da campanha por meio da produção de material gráfico, de textos à serem distribuídos para a imprensa e com o vídeos estrelado pelos atores Ícaro Silva, Letícia Colin, Sophia Abrahão, Sérgio Malheiros, Érika Januza e Caio Paduam. Além disso, atuamos de sua divulgação nas redes sociais, junto com uma petição. Conseguimos, também, publicar no jornal “O Globo” dois artigos de opinião (“Ainda há quem nos meça em arrobas”, assinado por Denildo Rodrigues de Moraes, o Biko, coordenador nacional da CONAQ, e “A missão quilombola”, por Sandra Maria Andrade, titular da CONAQ), pautar reportagens na TV e mobilizar outros ativistas para atuarem conosco nesta campanha. Além disso, estamos sempre presentes às sessões do julgamento.

Em Brasília, no dia 16 de agosto de 2017, foram entregues ao gabinete da presidente do STF, Cármen Lúcia, as primeiras 70 mil assinaturas conseguidas pela campanha. Hoje, já passamos das 112 mil. A última sessão aconteceu no dia 8 de fevereiro e o STF deu ganho de causa aos quilombolas. Mas seguimos em campanha, já que apenas 4% dos mais de 1.600 processos de titulação de terras quilombolas em andamento no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) foram concluídos. Além de o programa de reconhecimento de áreas quilombolas ser feito a passo de tartaruga, o seu orçamento encolheu 94% em sete anos, despencando de R$ 64 milhões em 2010 para R$ 4 milhões em 2017.

Assine a petição

Leia os artigos “Ainda há quem nos meça em arrobas”“A missão quilombola”

 

 

 
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