Kigali+10

Kigali+10

22 de outubro de 2026

A parceria entre a Uma Gota no Oceano e o Institute for Governance & Sustainable Development (IGSD) vem, há alguns anos, transformando conhecimento científico sobre o clima em narrativas e estratégias de comunicação capazes de ampliar o alcance de temas fundamentais para a agenda climática. 

Em 2026, essa colaboração ganhou um novo capítulo. O IGSD convidou a Gota para um novo desafio: ampliar o conhecimento sobre a Emenda de Kigali e destacar sua relevância como um importante exemplo de cooperação internacional no enfrentamento da crise climática. 

O IGSD atua para acelerar soluções capazes de reduzir o aquecimento global no curto prazo, com especial atenção aos chamados superpoluentes climáticos, como metano e HFCs. Sua abordagem conecta ciência, políticas públicas e estratégias de implementação, combinando a redução rápida desses poluentes à descarbonização de longo prazo para ajudar a manter ao alcance o limite de 1,5 °C de aquecimento global.  

A escolha da Emenda de Kigali como centro dessa nova campanha não é por acaso. Adotada em 2016 como parte do Protocolo de Montreal, a Emenda estabeleceu a redução gradual dos hidrofluorcarbonos (HFCs), gases de efeito estufa amplamente utilizados em sistemas de refrigeração e ar-condicionado. Em 15 de outubro de 2026, o acordo completou dez anos, oferecendo um momento estratégico para revisitar seus resultados e reforçar sua importância para a ação climática global. 

É nesse contexto que a Gota é convidada a desenvolver a narrativa da campanha e traduzi-la em uma estratégia de comunicação multiplataforma. O projeto combina uma produção audiovisual em formato documental, estruturada em capítulos e desdobrada em conteúdos para as redes sociais, com materiais especialmente desenvolvidos para ampliar a presença do tema na mídia brasileira. 

A estrutura narrativa foi organizada em três episódios: 

  • A história do Protocolo de Montreal e o caminho que levou à criação da Emenda de Kigali; 
  • A construção da Emenda de Kigali: o processo de negociação que culminou em sua adoção; 
  • O legado de Kigali: como esse modelo de cooperação internacional continua inspirando novas agendas de ação climática, incluindo os esforços para reduzir as emissões de metano e de outros superpoluentes. 

Episódio 1 – Da proteção da camada de ozônio à ação climática 

A Emenda de Kigali nasceu de uma trajetória de cooperação internacional construída ao longo de décadas. Adotada em 2016 como parte do Protocolo de Montreal, ela incorporou os hidrofluorcarbonos (HFCs) ao conjunto de substâncias controladas pelo acordo e estabeleceu sua redução progressiva. Embora não prejudiquem a camada de ozônio, os HFCs são potentes gases de efeito estufa, amplamente utilizados como em sistemas de refrigeração e ar-condicionado.  

Neste primeiro episódio, revisitamos a história do Protocolo de Montreal e o caminho que levou à criação da Emenda de Kigali, mostrando como ciência, cooperação internacional e ação política abriram espaço para uma nova frente de enfrentamento à crise climática. 

Episódio 2 – Da ciência ao acordo: como Kigali foi construída 

A Emenda de Kigali nasceu de uma trajetória de cooperação internacional construída ao longo de décadas. Adotada em 2016 como parte do Protocolo de Montreal, ela incorporou os hidrofluorcarbonos (HFCs) ao conjunto de substâncias controladas pelo acordo e estabeleceu sua redução progressiva. Embora não prejudiquem a camada de ozônio, os HFCs são potentes gases de efeito estufa, amplamente utilizados como em sistemas de refrigeração e ar-condicionado.  

Neste primeiro episódio, revisitamos a história do Protocolo de Montreal e o caminho que levou à criação da Emenda de Kigali, mostrando como ciência, cooperação internacional e ação política abriram espaço para uma nova frente de enfrentamento à crise climática. 

Episódio 3 – De Kigali ao metano: aprendizados para os próximos desafios climáticos 

Dez anos depois de sua adoção, a Emenda de Kigali oferece aprendizados para outros desafios que exigem respostas rápidas e articuladas. A redução dos HFCs demonstra como conhecimento científico, políticas públicas e cooperação internacional podem convergir em torno de uma estratégia comum. Se plenamente implementada, a Emenda é projetada para evitar até 0,5 °C de aquecimento global até 2100.  

O desafio atual é levar essa capacidade de mobilização a outras frentes urgentes da ação climática, entre elas a redução das emissões de metano. 

Neste último episódio, olhamos para o legado de Kigali e para as lições que essa experiência pode oferecer à construção de novas estratégias de enfrentamento à crise climática. 

Transformar evidências científicas em um compromisso internacional exigiu negociação, articulação e cooperação entre países com diferentes realidades e responsabilidades. 

Adotada em Kigali, Ruanda, em 15 de outubro de 2016, durante a 28ª Reunião das Partes do Protocolo de Montreal, a Emenda de Kigali criou compromissos para a redução progressiva da produção e do consumo de HFCs, com cronogramas diferenciados entre os países.  

O segundo episódio percorre esse processo de construção e negociação, colocando em perspectiva como a cooperação internacional tornou possível a adoção de um acordo voltado a uma ação climática de alcance global. 

REPERCUSSÃO NA MÍDIA

Como parte da estratégia de comunicação da campanha Kigali+10, a equipe da Gota realizou um trabalho de pesquisa, apuração e desenvolvimento de conteúdos a partir de conversas com dois dos principais especialistas do Institute for Governance & Sustainable Development (IGSD): Durwood Zaelke, fundador e presidente da organização, cuja atuação é voltada a estratégias de mitigação rápida do aquecimento, incluindo a redução de poluentes climáticos de vida curta; e Romina Picolotti, diretora de Política Climática do IGSD, fundadora e presidente do Center for Human Rights and Environment (CEDHA) e ex-secretária de Meio Ambiente da Argentina. 

A apuração deu origem a dois artigos de opinião e a conteúdos estratégicos para a divulgação da campanha na imprensa brasileira, incluindo insumos para sugestão de entrevista ao jornal O Globo. 

  • Artigo: “Dez anos de Kigali: a lição que o mundo precisa aplicar ao metano” 

Link: 10 anos de Kigali: lição para o mundo aplicar ao metano 

Entre os resultados, Romina Picolotti assina o artigo “Dez anos de Kigali: a lição que o mundo precisa aplicar ao metano”, na coluna Amado Mundo. No texto, ela parte da experiência do Protocolo de Montreal e da Emenda de Kigali para destacar uma de suas principais lições: enfrentar grandes desafios ambientais exige transformar conhecimento científico em compromissos políticos e jurídicos capazes de produzir resultados concretos. 

A experiência de Kigali mostra, assim, a força de uma ação internacional que articula diferentes setores em torno de objetivos comuns e oferece aprendizados para novos desafios climáticos. É essa perspectiva que a campanha Kigali+10 busca recuperar e projetar para o futuro, especialmente diante da urgência de reduzir as emissões de metano e de outros superpoluentes. 

Artigo: “O freio da emergência climática existe”  

Link: O freio da emergência climática existe | Opinião | Valor Econômico  

No artigo para o Valor Econômico de autoria de Durwood Zaelke, o conteúdo chama atenção para o impacto da expansão global do uso de ar-condicionado, que poderá passar de 1,6 bilhão de aparelhos, em 2018, para 5,6 bilhões até 2050. Nesse contexto é destacado a importância da Emenda de Kigali, que estabeleceu regras vinculantes para reduzir o impacto climático dos gases refrigerantes, e do Protocolo de Montreal e suas emendas, que podem evitar até 2,5 °C de aquecimento até o fim do século. 

  • Matéria: ‘Sabemos o que precisa ser feito. A questão é se agiremos com rapidez suficiente’, diz ex-secretária de Ambiente da Argentina ao analisar dez anos da Emenda de Kigali 

Link: ‘Sabemos o que precisa ser feito. A questão é se agiremos com rapidez suficiente’, diz ex-secretária de Ambiente da Argentina ao analisar dez anos da Emenda de Kigali 

No blog da Miriam Leitão, do Jornal O Globo, foi publicado uma entrevista com a advogada argentina Romina Picolotti, diretora de Política Climática do IGSD e ex-secretária de Ambiente da Argentina, sobre os dez anos da Emenda de Kigali e os avanços alcançados na última década. Também foi destacado a importância da redução das emissões de metano, apontada por Picolotti como um “freio de emergência” para desacelerar o aquecimento e reduzir os riscos climáticos. 

 

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