É a Gota D’Água!

setembro 2011

Em setembro de 2011, em meio a formação do Movimento Gota D’Água, uma onda de indignação coletiva já pairava no cenário nacional. Os escândalos de corrupção que estampavam o noticiário da época levaram um grupo diverso a se mobilizar, através da rede social Facebook, em prol da justiça e do pleno exercício da democracia brasileira.

Foi assim que, no dia 20 de setembro daquele ano, profissionais de diversos setores da sociedade civil se uniram para tomar a Cinelândia, região central do Rio de Janeiro, e protestar nas escadarias da Alerj — Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro — pelo fim da corrupção e da impunidade no âmbito político.

E, entre as mais de 2 mil pessoas presentes, estavam algumas gotas já levantando as placas do Movimento Gota D’Água, que, nos meses seguintes, seguiria com o ímpeto da reivindicação para apontar as injustiças que viriam a acontecer na região do Xingu, no Pará.

Daquela reunião de atores e profissionais de comunicação que questionavam as escolhas que o país estava fazendo, nasceu o Movimento Gota D’Água — cujo primeiro questionamento foi sobre o então projeto de construção da Usina de Belo Monte.

Aquele momento foi apenas o início de um movimento que depois se tornaria Uma Gota no Oceano, mas que nunca se esqueceu do seu começo — da busca coletiva por justiça e da luta pelos direitos dos povos originários e pelo clima do planeta.

Em 2011, na união para se manifestar contra a corrupção, já se levantava o alerta sobre a obra de Belo Monte. Anos depois, uma ação do Ministério Público Federal confirmou o que se avisava: não é possível falar em progresso brasileiro sem pensar em justiça e na valorização dos territórios e das comunidades tradicionais.

Ali, ficou claro que era preciso transformar a indignação em ação.

Confira mais registros do episódio (também disponível na página do Facebook da Uma Gota no Oceano)

 

 

 

 

 

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